Demorou, mas
enfim a Receita Federal, tão célere em pegar no pé dos pequenos
contribuintes, começa a investigar as doações feitas pelas empreiteiras
da Lava Jato ao cafofo do tiranete Lula em São Paulo. É só procurar que
tem:
A Receita
Federal conduz uma ação para apurar a movimentação financeira do
Instituto Lula, que foi fundado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, em 2011, após ele deixar a Presidência da República. A
fiscalização se concentra na relação da instituição com empresas que
fizeram doações para a entidade, principalmente nas empreiteiras
envolvidas na Operação Lava Jato, como Odebrecht e Camargo Corrêa,
segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta
quarta-feira.
O
objetivo da Receita é saber a origem das remessas, como o dinheiro foi
gasto e se essas doações foram declaradas, tanto pelas empresas como
pelo instituto. A investigação foi aberta a partir de dados da
inteligência da Receita pela Delegacia Especial de Maiores Contribuintes
do Rio de Janeiro, apesar de a entidade se localizar em São Paulo. Não
há prazo para o término da apuração.
O
Instituto Lula foi intimado a apresentar documentos fiscais e
informações contábeis. O presidente da entidade, Paulo Okamotto, já
esteve na Superintedência da Receita em São Paulo para prestar
esclareciemntos e se inteirar do processo ao menos em duas
oportunidades. Nesta terça, ele foi ao local para pedir o aumento do
prazo de entrega do material requisitado. O fisco acatou o pedido e lhe
deu mais 20 dias.
Questionado
pelo jornal, Okamotto nega que a ação tenha relação com a Lava Jato. "É
uma fiscalização normal. Querem saber se pagamos impostos direito. E
estamos. A Receita quer saber da contabilidade do instituto. Todas as
empresas podem ser fiscalizadas no Brasil", afirmou. A entidade informa
em sua página na internet que o seu "principal eixo de atuação" é a
"cooperação" do Brasil com a África e a América Latina.
Procurada,
a Receita não quis se pronunciar, alegando que o caso corre em sigilo.
Okamotto se queixou de o procedimento ter vindo à tona. "Não existe mais
privacidade neste país".
Por meio
da assessoria, a Odebrecht afirmou que "faz contribuições a fundações e
institutos, a exemplo do Instituto Lula, dentro de seu programa de apoio
às iniciativas que promovem o debate de causas de interesse social". A
Camargo Corrêa já tinha informado, em junho, que "as contribuições ao
Instituto Lula referem-se a apoio institucional e ao patrocínio de
palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior".
(Veja.com).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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