Feira de troca, festa e abertura de planilha propõem alternativa ao consumo.
Preços exorbitantes foram um dos motivos para 'pague o quanto quiser'.
Kamala
Aymala tirou um ano sabático para conhecer formas alternativas de lidar
com o dinheiro (Foto: Arquivo Pessoal/ Kamala Aymala)"A ideia do meu projeto surgiu dessa sobrevivência desesperada. Tem toda uma geração nessa. Eu voltei e encontrei todos os amigos mudando de bairro, ficando mais longe do trabalho e com menos tempo para se encontrar. Eu fui ficando muito incomodada. Voltei no auge dessa situação e foi angustiante. Fui percebendo que eu não conseguia encontrar as pessoas. Quem não tem casa própria, mora de aluguel, teve que migrar. Vi que tinha alguma coisa muito errada e decidi conhecer gente que esteja fazendo diferente. E quem conhece se encanta, é algo contagioso", contou Kamala, que iniciou um crowdfunding para comprar equipamento e registrar todas as iniciativas.
Próxima edição da Feira Grátis da Gratidão será no domingo (3) (Foto: Divulgação/ Feira Grátis da Gratidão)É o caso da Feira Grátis da Gratidão cujo lema é "Traga o que quiser ou nada e pegue o que quiser ou nada". Com edições em diversos estados do país, a feira já aconteceu em muitos bairros do Rio. Doações de modo geral (material e imaterial, exceto remédios) são bem-vindas. Entre os objetivos está o "exercício diário e aprendizado de um novo jeito de viver, desapegando de excessos materiais". A próxima edição, marcada para o domingo (3), acontecerá na Praça Paris, na Glória, Zona Sul do Rio.
João
Freitas, Léo Sales, Edu Araújo e Jorge Badauê criaram a festa Tem Que
Dar, onde paga-se quanto quiser para entrar (Foto: Divulgação/ Tem Que
Dar)O Curto Café, no Centro, há um ano funciona neste modelo. Cada um paga o que quiser pela bebida. Em um quadro, são escritos os gastos do mês. Há cafés variados, inclusive capuccino. O cliente coloca em uma caixa uma ficha que corresponde ao produto que consumiu. Assim, o coletivo que administra o café pode saber o valor do custo do produto mais o valor agregado pelo consumidor. No mesmo quadro, os dias do mês e a quantia que falta para fechar as contas são escritos. A proposta é que cada um dê o valor que se sinta bem em dar.
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