Samuel Costa /Hoje em Dia
Daniel Trópia, do restaurante O Passo: expectativa de aumento de pelo menos 20% no faturamento
Se de um lado há quem não aposte no aumento do movimento de turistas
durante a Copa do Mundo e conta com a sorte para atrair clientes, os
restaurantes e hotéis mais tradicionais de Ouro Preto já estão contando
os dias para o Mundial. “Nossa estrutura já está pronta, mas podemos
melhorar sempre. Aumentar em pelo menos 20% o faturamento durante a Copa
é nosso dever de casa”, afirma o sócio-proprietário do restaurante O
Passo Pizzajazz, Daniel Trópia Ribeiro.
Com capacidade para 220 pessoas, o restaurante foi inaugurado em 2004 e
é um dos mais badalados da cidade histórica. Para manter o alto nível
durante o Mundial, o empresário comenta que vai mudar a logística do
setor de compras, aumentando o estoque dez dias antes do início dos
jogos. “Se houver uma manifestação na estrada, por exemplo, o
restaurante não será prejudicado. Terei todos os produtos necessários
estocados”, explica.
Para atender melhor ao público, ele vai ampliar em cerca de 10% o
quadro de funcionários, hoje composto por 50 pessoas. Além de alguns
falarem inglês, o estabelecimento, localizado em um grande casarão no
centro, conta com cardápio em inglês e francês, para facilitar a
comunicação com estrangeiros. A mesma estratégia será utilizada nas
demais casas do grupo: o japonês Hannah e o Café Geraes, um pub, bistrô e
restaurante localizado na boêmia rua Direita.
Transmitir os jogos é outra estratégia. “Na abertura, faremos um evento
diferente porque coincide com o Dia dos Namorados”, diz. No dia 12 de
junho, especialmente, o restaurante vai fechar um pouco depois do jogo e
reabrir para os casais apaixonados no início da noite.
Outro restaurante que promete conquistar o turista pelo atendimento é o
Casa do Ouvidor. Segundo o proprietário, Ronaldo Trópia, o
estabelecimento já conta com reservas de grupos estrangeiros para o
Mundial. No Conto de Réis, antigo Casa dos Contos, localizado ao lado da
Praça Tiradentes, cerca de dez funcionários serão contratados, conforme
afirma o gerente-geral da casa, Rogério Pereira da Silva. Para atender
aos estrangeiros, ele conta que alguns garçons falam inglês. “Além
disso, nosso cardápio é eletrônico e funciona em 12 idiomas. Não vai ter
erro”, garante.
Hotelaria
Embora novos hotéis não tenham sido erguidos em função do evento, as
expectativas para o setor são boas. De acordo com o presidente da
Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), regional de Minas
Gerais – Circuito do Ouro, Antoninho Tavares dos Santos, a expectativa é
a de que a taxa de ocupação atinja, no mínimo, 70% em junho e 80% em
julho. Normalmente, os índices dos aproximadamente cem hotéis da cidade
histórica, que somam 1,6 mil leitos, giram entre 40% e 50% no período.
No charmoso Solar do Rosário, um dos mais tradicionais da cidade, com
serviço cinco estrelas, grande parte dos 43 quartos já estão reservados.
O gerente de hospedagem, Niley Ulhôa, e a gerente de Marketing, Tatiane
Alves, não têm dúvidas de que o hotel encerrará os meses de junho e
julho com 100% de ocupação.
A diária de um quarto intermediário vai girar em torno de R$ 500 na
Copa. O preço é semelhante ao cobrado nas altas temporadas. “Em Belo
Horizonte, os hotéis ficaram muito mais caros no Mundial. Não usaremos
esta estratégia”, diz Tatiane. Vinte dos 50 funcionários falam outro
idioma.
Gemas
Outro setor que tem o que comemorar no Mundial de futebol é o de pedras
preciosas. Como as joias no exterior custam até cinco vezes mais do que
em solo nacional, a expectativa do proprietário da Brasil Gemas, Carlos
Henrique de Sousa, é a de que as vendas, pelo menos, dobrem. “Apostamos
muito no movimento. Vamos, inclusive, contratar dois seguranças”, diz.
Na loja, localizada na Praça Tiradentes, os anéis, pulseiras e colares
custam entre R$ 300 e R$ 16 mil. Do outro lado da praça, na Casa das
Pedras, a vendedora Aparecida Ponciano também está confiante. A previsão
é a de que as vendas aumentem até três vezes.
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