Caminhada reuniu centenas de pessoas no Centro da capital amapaense.
Ato público tem familiares e amigos de pacientes portadores da doença.
'Marcha da Dignidade' mobilizou centenas de pessoas em Macapá (Foto: Cassio Albuquerque/G1)De acordo com o organizador da marcha, padre Paulo Roberto, o Amapá é um dos únicos estados no país onde a lei não é exercida pelos órgãos de saúde. Ele disse que ao menos vinte pessoas precisam fazer o tratamento fora do estado e ainda não conseguiram auxílio.
Ana Cristina Costa busca tratamento para o câncerde mama (Foto: Cassio Albuquerque/G1)
A participante da marcha Ana Cristina Costa, de 41 anos, descobriu que é portadora de câncer de mama há dois anos. Desde então, ela conta que busca um tratamento adequado para a doença. "Tem sido muito difícil para mim, pois em todo esse tempo eu me virei sozinha para conseguir consulta, exame e medicamento. É triste saber que não há o apoio necessário para gente como eu, que não possui condições de se tratar em uma clínica particular", lamentou.
Leiane Barreto é portadora de câncer do colo doútero (Foto: Cassio Albuquerque/G1)
Jacilma Tavares, de 51 anos, protestou em nome do marido, que, segundo ela, está internado no Ijoma há um ano com câncer no estômago. Ela disse que os acompanhantes dos pacientes sofrem com a burocracia e demora na marcação de exames nos hospitais. "Eu falo em nome das outras pessoas que estão na luta pela vida dos seus parentes. Levamos muitos 'nãos' na cara, nos dão chá de cadeira, mas, mesmo assim, seguimos persistentes e superamos todas as dificuldades", disse.
Marcha percorreu principais ruas do Centro de Macapá (Foto: Cassio Albuquerque/G1)
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