A palavra "pagode" é de uso exclusivo da Federação Internacional de
Futebol até o fim deste ano. A situação, que pode parecer absurda, foi
confirmada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) após
a polêmica ser levantada pela coluna de Flávia Oliveira na edição desta
quarta-feira do jornal O Globo. Após contato do Correio, o INPI
explicou que foram registrados 236 pedidos de proteção para uso
comercial pela Fifa — direito previsto na Lei Geral da Copa. Dentre
esses pedidos, estava o da fonte tipográfica chamada “Pagode”. Com ele, a
entidade pediu também o “registro de alto renome”, que garante à
federação o direito sobre qualquer utilização comercial também da
palavra. Assim, a Fifa pode vetar o uso da marca “pagode”,
independentemente do tipo de serviço. Um músico, por exemplo, não pode
colocar “pagode” no nome de um disco, pelo menos até o fim do ano,
quando acaba o registro de alto renome reservado à entidade
internacional. A publicação das expressões e imagens para fins
comerciais só é liberada para a Fifa e para os patrocinadores do
torneio. À exceção da palavra “pagode”, a maioria dos elementos
registrados para uso exclusivo da Fifa são logomarcas, banners,
cartazes, slogans e todo tipo de publicidade referente à Copa Do Mundo
de 2014, incluindo, por exemplo, a taça da Copa ou o nome e a imagem do
mascote Fuleco. Estão protegidas marcas normativas, figurativas e
mistas. As normativas só contém texto; as figurativas contém imagens; e
as mistas são feitas de figuras e expressões. (Estado de Minas)
Nenhum comentário:
Postar um comentário