
A reunião agendada para o final da tarde desta segunda-feira (26) pelo governado Jaques Wagner (PT) com os membros de sua bancada na Assembleia Legislativa não foi bem recebida por deputados estaduais aliados ao petista e tampouco pelos da oposição.
Os
encontros servirão para acertar os detalhes das indicações de Zezéu
Ribeiro, João Bonfim e Mário Negromonte para as cortes de contas
estadual e municipal. Os dois primeiros deveriam ter os nomes levantados
pelos próprios parlamentares e o último ser homologado pelo governador.
Isso
porque as duas vagas para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) devem
ser preenchidas por indicados da Alba e o vaga do Tribunal de Contas dos
Municípios (TCM) é de livre indicação do chefe do Poder Executivo.
O
anúncio da “visita” de Wagner ao Palácio Luís Eduardo Magalhães foi
recebido como “mais uma invasão de espaço do governador no Legislativo
baiano”.
Carlos
Geilson (PTN) afirmou que a oposição não vai aceitar esse “pacotão”
imposto pelo petista. “Não estamos nem discutindo o mérito dos nomes
indicados, mas a forma com que Wagner vem desrespeitando a Assembleia
sucessivamente”.
A indicação de Carlos Gaban, como anticandidato, não está descartada. Pelo menos dois deputados da base, que preferiram não ter o nome divulgado, confirmaram o constrangimento e, embora não assumam que vão votar contra os indicados, afirmam que Wagner terá que explicar detalhadamente esta costura. “Está ficando cada dia mais feio para os deputados. Essa presença constante do Poder Executivo aqui. Se continuar assim vamos ser considerados uma secretaria do governo. Com que moral vamos buscar os votos?”, questiona um deles.
A indicação de Carlos Gaban, como anticandidato, não está descartada. Pelo menos dois deputados da base, que preferiram não ter o nome divulgado, confirmaram o constrangimento e, embora não assumam que vão votar contra os indicados, afirmam que Wagner terá que explicar detalhadamente esta costura. “Está ficando cada dia mais feio para os deputados. Essa presença constante do Poder Executivo aqui. Se continuar assim vamos ser considerados uma secretaria do governo. Com que moral vamos buscar os votos?”, questiona um deles.
DIREÇÃO
Único
membro do Legislativo baiano no “pacotão” apresentado por Wagner, o
deputado estadual João Bonfim (PDT) tem outro problema, conforme revelou
outra fonte a este site. O
parlamentar, que vem pedindo voto aos pares desde 2012 quando o então
deputado estadual Gildásio Penedo foi indicado e nomeado para a corte,
continua em campo. Seis
parlamentares revelaram à reportagem do Bocão News, com o compromisso
de não ter os nomes publicados, que receberam uma proposta do colega. Bonfim dividiria os votos que teria para estadual com os deputados que o apoiassem.
O cenário parece turvo para quem não conhece o cenário político, mas os deputados têm um diagnóstico de quantos votos vão ter e quem são as lideranças que podem dar estes votos para eles. Neste sentido, Bonfim teria se comprometido a distribuir essas lideranças e, portanto, os votos com seus apoiadores na peleja pela vaga do TCE.
O cenário parece turvo para quem não conhece o cenário político, mas os deputados têm um diagnóstico de quantos votos vão ter e quem são as lideranças que podem dar estes votos para eles. Neste sentido, Bonfim teria se comprometido a distribuir essas lideranças e, portanto, os votos com seus apoiadores na peleja pela vaga do TCE.
Ainda
conforme as fontes deste site, a proposta do pedetista sofreu duas
reviravoltas: a primeira quando suscitou a possibilidade de o filho
Vitor Bonfim, vereador em Guanambi, ser candidato a deputado estadual. O candidato ao cargo de conselho nega, contudo, o barulho nos corredores do parlamento foi estrondoso.
Outro ponto que jogou contra Bonfim não é originado por ele. Quando fez campanha para ser indicado, Gildásio Penedo teria se comprometido com alguns deputados a ajudar nesta eleição de outubro. Dois deles garantem que até hoje não foram atendidos. A situação evidencia como está sendo tratado o cargo de conselheiro. O salário-base é de R$ 26.589,68, além de outras vantagens.
Outro ponto que jogou contra Bonfim não é originado por ele. Quando fez campanha para ser indicado, Gildásio Penedo teria se comprometido com alguns deputados a ajudar nesta eleição de outubro. Dois deles garantem que até hoje não foram atendidos. A situação evidencia como está sendo tratado o cargo de conselheiro. O salário-base é de R$ 26.589,68, além de outras vantagens.
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