
Dois
hospitais baianos foram destacados em reportagem do Fantástico deste
domingo (25), feita com base em um estudo realizado pelo Tribunal de
Contas da União para averiguar a qualidade do atendimento em 116 centros
médicos públicos, os mais procurados pela população em todo o país. No
Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, é mostrada a situação de um
paciente que aguarda há mais de um mês a marcação de uma ressonância
magnética. “Olha, um paciente que teve um sangramento, uma suspeita de
sangramento cerebral, em qualquer lugar do mundo seria um paciente
abordado de imediato porque se for um aneurisma, por exemplo, e ele
romper, o paciente morre”, afirma o médico Djalma Duarte, funcionário do
HGE, sobre o caso. Segundo o relato do profissional, o procedimento não
é realizado por falta de aparelho. Outra unidade de saúde baiana
mostrada pelo programa é o Clériston Andrade, em Feira de Santana, no
qual não funciona o tomógrafo, utilizado para examinar o cérebro. Um
funcionário conta que o aparelho novo já chegou há cerca de cinco meses,
mas está em uma caixa, no canto de um corredor, por falta de uma sala
mais ampla para instalação. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab)
informou à reportagem que o processo de licitação da sala foi iniciado,
mas ainda não há previsão para que o tomógrafo comece a funcionar. Ainda
na unidade do interior, outro funcionário diz o que é feito quando
falta antibiótico. “Você conhece o ‘seguro Senhor do Bonfim’? A gente
amarra uma fita ali do lado, meu irmão, e vai”, afirma.
Bahia Notícias // BLOG ARI RODRIGUES
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