MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 15 de junho de 2020

NÃO HOUVE CRIME!!

Caros amigos
O vídeo da Reunião Ministerial, de 22 de abril, largamente exposto à opinião pública, permite a qualquer um, leigo ou não nas regras do processo jurídico, fazer seu julgamento a respeito da forma e do conteúdo do que lá foi tratado.
É nesta condição que me manifesto, mesmo que ainda prematuramente.
Inicio lembrando que o ex Ministro Sérgio Moro não se ofereceu para integrar o governo do Presidente Bolsonaro. Foi, isto sim, convidado para integrá-lo pelo recém eleito Presidente Jair Bolsonaro, conforme está registrado em vídeos que circulam pelas redes sociais.
As condições oferecidas ao eficiente Juiz para abrir mão da sua brilhante carreira na Magistratura foram que, na qualidade de Ministro da Justiça e da Segurança Pública, ele poderia atuar e usar o seu conhecimento e a sua experiência para instrumentalizar o País com propostas de leis que tornassem efetivo e eficaz o combate à corrupção e à violência do crime organizado ou nao, tendo com contrapartida e garantia de que retomaria a sua real vocação após a sua indicação para integrar a Suprema Corte brasileira.
Ou seja, foi-lhe oferecido um desvio dentro do mesmo rumo que dera à sua vida, por vocação e opção. Sérgio Moro foi convidado a fazer uma breve “incursão fora da trilha”.
É também de conhecimento público que, por razões que a cada um, por seus critérios, deve importar e avaliar, o Sr PR, depois de empossado e desde o início do seu governo, passou a apoiar medidas que iam de encontro ao compromisso assumido com a parcela da sociedade que o elegeu e com o já então Ministro Sérgio Moro, tais como, deslocamento do COAF para o Banco Central e a aceitação, sem ameaça de veto, das figuras do Juiz de Garantia e da exclusão da possibilidade de prisão em segunda instância, sendo esta última responsável pela devolução à nossa convivência de comunistas e criminosos como Lula da Silva e José Dirceu.
Agora, voltando ao vídeo da Reunião Ministerial, de 22 de abril, e após tê-lo assistido várias vezes, bem como às análises de diversos operadores da justiça, chego à conclusão de que, realmente, não houve caracterização de crime da parte do Presidente Bolsonaro, conforme o ex Ministro e ex Juiz Sérgio Moro, corretamente, já havia declarado em seu depoimento à Polícia Federal, no dia 02 de maio, em Curitiba.
A julgar pela declaração de Bolsonaro (“A PF que não me dá informações”), permito-me pensar que ele deve à lealdade e ao comprometimento de Sérgio Moro o fato de não ter cometido crime, porquanto se a realidade tivesse sido diferente do que consta do vídeo, haveria um crime e muitos culpados, dentre eles o próprio PR e o seu então Ministro da Justica e Segurança Pública!
Cabe, agora, às autoridades competentes concluir e decidir sobre o assunto, aí incluído o PGR, Augusto Aras, de cuja iniciativa é o inquérito.
Repito aqui que votei e fiz campanha para eleger Jair Bolsonaro e que aplaudi com entusiasmo a inclusão de Sérgio Moro na sua eficiente equipe de governo e ainda que lamentei muito a sua saída, após um evidente e claro processo de desgaste e de desidratação do compromisso assumido com ele pelo Presidente.
A minha consciência não encontra razão para que eu deixe de dar razão a Sérgio Moro, pois a atitude demissionária que tomou, justificadamente ou não, seria a mesma que eu adotaria, muito antes dele, se estivesse no seu lugar e, tanto quanto ele, teria o cuidado de não acusar o PR de um crime que não chegou a cometer.
Gen Paulo Chagas
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