
Jereissati apresentou a solução, mas não conseguiu ser ouvido
O Globo
O PSDB está dividido sobre uma possível aliança com o PSL do presidente Jair Bolsonaro no Senado. Com uma bancada de oito senadores, os tucanos já acertaram formar um bloco com o Podemos, que tem o mesmo número de parlamentares. Enquanto líderes dos dois partidos defendem agregar o PSL, com quatro senadores no grupo, parte dos senadores do PSDB se manifestou contra o pacto, alegando que não querem ser carimbados como governistas.
Liderado por senadores novatos do PSDB, o incômodo foi demonstrado na reunião da bancada sobre o assunto, na última terça-feira. No encontro, eles pontuaram que foram eleitos com a bandeira da “independência” e que, por isso, se sentirão constrangidos de dividir o bloco com a legenda do presidente.
TASSO ARGUMENTA – Senadores mais experientes, como Tasso Jereissati (CE), pontuaram que o bloco com o PSL, com quatro senadores, não significa alinhamento automático ao governo. Foi rebatido com o argumento de que “a população não entende isso”.
O estreante Plínio Valério (PSDB-AM) é um dos contrários à aliança: “Disse isso nas reuniões e continuo dizendo: coligar com o PSL é carimbar apoio ao governo como “ base”. Como senador, vou apoiar as propostas enviadas pelo presidente Jair Bolsonaro sempre que for bom para a República. Ponto.”
Os tucanos voltam a se reunir na próxima terça-feira para decidir qual será a composição do bloco. Quanto mais numeroso for um bloco partidário, mais espaço e capital político garantem as legendas na Casa.
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