MEDIÇÃO DE TERRA

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domingo, 2 de dezembro de 2018

STF se inclina a autorizar extradição de Battisti, diz jornal

POLITICA LIVRE
Foto: Gabriela Biló/ Estadão
o ex-ativista italiano Cesare Battisti
O Supremo Tribunal Federal (STF) está preparando o terreno para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti logo no início do mandato. Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a permanência de Battisti no Brasil. Desde então, ele tem uma vida pacata em Cananeia, no litoral sul do estado de São Paulo. Agora, o STF deve declarar que a decisão de Lula pode ser revista por outros presidentes. Bolsonaro conversou sobre o assunto com autoridades italianas. As duas partes estão empenhadas na extradição de Battisti. Oficialmente, o STF ainda não anunciou se o julgamento será no plenário, com os 11 ministros, ou na Primeira Turma, com cinco magistrados. Há também a possibilidade de uma decisão liminar proferida pelo relator, Luiz Fux. Nos bastidores, está tudo preparado para o caso ser definido até o fim do ano. Assim como Bolsonaro, Michel Temer também tem interesse em extraditar Battisti. Mas o mais provável é que a entrega à Itália do ex-militante de organizações de extrema-esquerda acusado de atos de terrorismo seja decidida pelo presidente eleito. A autorização para Bolsonaro mandar Battisti de volta à Itália pode ser uma aproximação do tribunal com o novo presidente — o que, institucionalmente, pode representar uma trégua entre o Executivo e o Judiciário. O STF foi criticado por aliados de Bolsonaro depois da aprovação do reajuste de 16,38% nos salários dos ministros. O aumento deverá beneficiar toda a magistratura, e a conta será paga pelo novo governo. Em 2009, o STF autorizou a extradição de Battisti, como pedira a Itália. No entanto, declarou que a última palavra caberia ao presidente da República. Lula consentiu na permanência do italiano no Brasil. Na época, o tribunal não resolveu se a decisão poderia ser revisada por outro presidente. Em outubro do ano passado, Battisti foi preso em Corumbá (MS) ao tentar viajar para a Bolívia, supostamente para evitar eventual extradição. Segundo a Justiça Federal, havia indícios “robustos” da prática dos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Dois dias depois, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região determinou a libertação de Battisti. Mas impôs a ele a obrigação de comparecer mensalmente à Justiça para comprovar residência e justificar atividades. Ele também ficou impedido de deixar a cidade onde mora. No mesmo mês, Fux concedeu liminar para garantir que o italiano não fosse expulso, extraditado ou deportado do Brasil. Essa liminar deve ser derrubada em breve pelo STF. As informações são do jornal O Globo.

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