MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

No Senado, Tasso Jereissati tem grandes chances de derrotar Renan Calheiros

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José Carlos Werneck
Para se contrapor à quase eterna hegemonia do MDB no Senado Federal e desarticular a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) para voltar à presidência da Casa, senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e setores do PSL estudam a possibilidade de virem a apoiar a candidatura do cearense Tasso Jereissati, do PSDB.
O nome de Tasso já conta com o apoio do senador eleito Cid Gomes, pelo PDT do Ceará, que foi adversário político de Tasso no estado e também do bloco PDT,PPS e Rede, que totaliza 14 senadores.
“Tasso é um nome excelente, tem o perfil. Uma das nossas preocupações é termos alguém respeitável, que possa elevar o nome do Senado, mas não podemos ter um nome só. Nosso objetivo é compor uma maioria e, para isso, é preciso abrir portas”, afirmou Cid Gomes.
23 VOTOS – A bancada do PSDB, composta por oito senadores e que deverá ser reforçada pela senadora Maisa Gomez, do Acre, apoia a candidatura de Tasso, o que daria a ele, de saída, um total de 23 votos.
Toda essa articulação está sendo feita agora, num momento em que aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro preveem dificuldades no Senado Federal, causadas pela grande divisão partidária ocorrida nas eleições de outubro.
Atendendo a um apelo formal feito por Jair Bolsonaro, o PSL não pretende disputar a presidência do Senado e o presidente eleito sempre tem declarado que não vai interferir na disputa. Seu partido, porém, nutre forte rejeição ao nome de Calheiros e pretende apoiar ao senador David Alcolumbre, do Democratas do Amapá, mas, se ele não for candidato, Tasso seria apoiado pela sigla.
Tasso Jereissati reuniu-se na semana passada com Joice Hasselmann, deputada eleita pelo PSL de São Paulo e quando perguntado a respeito de sua candidatura, afirmou que, se for apoiado por um conjunto de partidos, aceita o “desafio”.
OPOSIÇÃO – O agora debilitado PT até o momento não discutiu formalmente a posição do partido na disputa pela presidência do Senado e o senador Humberto Costa, de Pernambuco, líder do partido, diz que a legenda defende a manutenção da regra da proporcionalidade, segundo a qual o MDB, que conta com a maior bancada, indica o presidente como uma salvaguarda de blindar o Senado de qualquer avanço do Poder Executivo, hoje nas mãos de Jair Bolsonaro e escudado em robusto apoio popular.
“Tem de ser alguém com autonomia e independência. Viemos de dois períodos com o Executivo fraco (Dilma Rousseff e Michel Temer), Legislativo fraco por causa da Lava Jato, e Judiciário forte. Agora, precisamos de alguém para enfrentar o Executivo e até o Judiciário”, afirmou Humberto Costa.
Ele declinou de citar nomes, mas outros senadores petistas, afirmaram que, caso Renan não tenha chances o partido pode apoiar outro nome, como o de Tasso, já que os petistas não ficariam em hipótese alguma ao lado da senadora Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul.
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