MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Invasores de fazendas geram prejuízos de R$ 60 milhões ao agronegócio


Na ação, foram destruídos mais de pivôs centrais, tratores, colheitadeiras, caminhões, pá carregadeira, retroescavadeira, além de diversos motores, bombas, e tubulações

Tribuna da Bahia, Salvador
04/11/2017 11:44 | Atualizado há 2 dias, 12 minutos
   
Foto: Reprodução

A revolta é grande entre os empresários do agronegócio baiano em Correntina, com invasão de fazendas e destruição de vários equipamentos, ocorrida na quinta-feira (2). Há muita tensão e a sensação de desamparo, principalmente com a inação do governo.
O prejuízo já chega a  R$ 60 milhões, na primeira avaliação feita pelos produtores, que contabilizaram mais de mais de 20 Pivôs destruídos, 2 colheitadeiras, 3 caminhões, 1 Pá Carregadeira, 1 Retro Escavadeira e uma Patrol, além de 11 tratores queimados.
Segundo alguns empresários, os invasores chegaram em caminhões e em mais de 10 ônibus e começam a destruir todo o que encontravam pela frente. A fúria maior se estendeu sobre a fazenda Igarashi. Lá eles pegaram uma Patrol e arrancaram 20 pivôs da propriedade, transformando-os em um monte de ferro retorcido.
Não satisfeitos, os invasores ensandecidos derrubaram e danificaram os postos da rede elétrica, destruíram as bombas, motores e tubulações de captação de água do Rio Arrojado.
O cenário é de devastação, como se no local houvesse passado um exército, em guerra, e arrasado a terra. Nenhum equipamento ficou no lugar, tudo foi arrancado e posto no chão, como entulho.
Galpões, construções, alojamentos e cantinas foram consumidos pelo fogo. A polícia chegou depois que tudo estava destruído e não prendeu ninguém.
Na fazenda de Igarashi - que é o maior produtor de Batatas na Chapada Diamantina - e de feijão em Minas e no Paraná- que contribui com centenas de Empregos e paga milhões de impostos ao Governo do Estado, o cenário é desolador.
Os empresários do agronegócio perguntam quem pagará o prejuízo que chega a R$60 milhões. Eles afirmam que é sabido quem são os invasores das fazendas de Correntina, que já chegam a ameaçar de morte os funcionários da Empresa Chinesa que esta se instalando na região.
Eles dizem claramente que a empresa não deve instalar pivôs de irrigação, uma técnica usada em vários países do mundo, principalmente na agricultura irrigada e de grande potencial. O argumento utilizado pelos invasores é de que a os pivôs vão secar os rios.
 Nos Estados Unidos com milhões de Pivôs instalados em vários  Estados e com concentrações que chegam a mais de 800/1000 pivôs um ao lado do outro, faz movimentar o agronegócio em escala gigantesca, sem nunca provocar a destruição de um rio e muito menos secado a água subterrânea. O mesmo acontece em Israel e na Arábia Saudita.
Os empresários perguntam quem está financiando os invasores e dando logística para que mais de 500 pessoas destruam propriedade privada produtiva?  Segundo eles, ou o Governo toma realmente uma providencia para prender este pessoal e dar a segurança aos produtores e fazendeiros, que pagam os impostos e dão empregos a milhares de pessoas no Estado, ou vai haver mortes.
Não há como assistir pacificamente a destruição de fazendas, dizem, e ficar de braços cruzados. A revolta é grande na região do Oeste da Bahia.

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