Na ação, é pedido o bloqueio de bens móveis, imóveis e direitos financeiros da CL Transporte Marítimo
BAHIA.BA
A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE) pediu à justiça o bloqueio de bens da empresa CL Transporte Marítimo, à qual pertencia a Lancha Cavalo Marinho I, que virou no dia 24 de agosto e causou a morte de pelo 19 pessoas durante travessia marítima entre a Ilha de Itaparica e Salvador.
Segundo a DPE, uma ação foi ajuizada contra a companhia e o bloqueio dos bens deverá garantir o “pagamento de futuras indenizações” em favor dos familiares das vítimas e sobreviventes do acidente.
Na ação, segundo a Agência Brasil, é pedido o bloqueio de bens móveis, imóveis e direitos financeiros da CL e do proprietário. O objetivo é impedir que haja qualquer transferência de bens ou até mesmo doações.
Além disso, foi solicitado à justiça o bloqueio de 20% da renda líquida obtida com a venda de bilhetes da travessia. Os valores devem ser depositados em uma conta judicial, que será aberta somente para o recebimento do “capital para suportar as despesas”, com o pagamento de indenizações até que seja alcançado o valor a ser fixado na sentença definitiva.
A ação movida pela Defensoria, em nome de familiares das vítimas e sobreviventes, é um dos resultados dos atendimentos prestados às pessoas envolvidas no acidente.
Dois dias após o ocorrido, uma unidade móvel da Defensoria foi instalada em local acessível, em Vera Cruz, para que as pessoas manifestassem interesse em ser representadas pelo órgão.


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