Por Tamirys Machado

A 2ª fase da Operação Leopoldo, que envolve esquema de cobrança de
propina em causa sob julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA)
deve ser deflagrada esta semana. A operação investiga dois
desembargadores aposentados e três advogados baianos, suspeitos de
conseguirem vantagens ilícitas para que fosse proferida decisão
favorável na causa envolvendo o banco Bradesco e o cliente Leopoldo
Batista de Souza.
Conforme informações da coluna Tempo Presente, do A Tarde, assinada
pela jornalista Regina Bochichio, a nova fase da operação pode ser
iniciada a qualquer momento.
O valor da causa no TJ-BA pode chegar ao montante de R$ 1 bilhão. Os
advogados teriam agido para intermediar a cobrança da propina e garantir
o seu pagamento através de contratos de honorários fictícios.
Segundo informações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), eles
cobravam 5% de propina sobre o valor de um processo envolvendo o espólio
de Leopoldo Batista, cujos herdeiros fizeram a denúncia que deu origem à
operação. A causa contra o Bradesco valia entre R$ 500 milhões e R$ 1
bilhão, conforme informou o MP-BA.
Os desembargadores em questão são Clésio Carrilho e Dayse Lago. Os
advogados envolvidos são Edilson Vieira dos Santos, Doris Lago Ribeiro
Cortizo e Marcos Carrillo Rosa, filho de Clésio.
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