Renato Campinho, de 45 anos, diz que, desde 2005, já percorreu 66 países.
Antes do Acre, viajante estava no Piauí; viagem durou em torno de 1 ano.
Após três meses no Acre, Renato Campinho diz que quer chegar à Rússia (Foto: Yuri Marcel/G1)Além de cicloturista, Campinho se denomina "cicloecologista", devido ao amor pelas paisagens naturais. Ele passou um tempo em Cruzeiro do Sul, na Região do Juruá, e deve permanecer em Rio Branco por ao menos três dias para, em seguida, continuar a viagem. O destino inicial é ir ao Alasca, no Estados Unidos.
"Gostei muito de Cruzeiro do Sul, apesar de ser complicado andar de bicicleta", diz o viajante sobre as ladeiras da cidade. "A cidade é hospitaleira, tranquila e o clima favorece a respiração. O oxigênio é limpo. Demorou um ano para chegar do Piauí até Rio Branco", complementa.
Campinho durante viagem ao Peru em 2013 (Foto: Renato Campinho/Arquivo pessoal )Questionado sobre a comunicação nos países que visita, Campinho diz que a maioria das vezes usa os gestos para conversar. Ele conta que no exterior sobrevive por meio de doações. No Brasil, costuma fazer pequenos trabalhos para conseguir dinheiro. O piauiense já trabalhou como apicultor, cortador de cana e também na construção civil.
"Busco me comunicar com gestos ou então consigo alguém para a tradução. Muitas vezes, vai só nos gestos mesmo. Me mantenho com a solidariedade das pessoas, me hospedo nas casas, hotel e muita vezes em camping", acrescenta.
Renato Campinho viaja desde 2005 de bicicleta e diz que já esteve em 66 países (Foto: Yuri Marcel/G1)A ideia de iniciar a viagem, em 2015, se deu após percorrer a pé cerca de 3 mil quilômetros entre São Paulo e o Piauí. Campinho lembra que perdeu o emprego e ficou sem ter onde morar no interior paulista e decidiu retornar para a terra natal. "Eu vi que podia fazer coisas que muita gente achava impossível. Foi quando tive a ideia de rodar o mundo de bicicleta", diz.
O primeiro país percorrido foi a Guiana Francesa. Depois de conhecer os países do extremo da América do Sul, resolveu ir à Europa, momento em que se apaixonou por Portugal. Já foram 20 bicicletas usadas ao longo do tempo. Para o futuro, o nordestino revela que sonha que um dia sua história se torne filme.
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