
Moro estava visivelmente emocionado no velório
Responsável pela condução da Operação Lava Jato na Justiça Federal, o juiz Sérgio Moro avalia que a definição do novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal deverá ser resolvida pela Corte de forma “institucional”. Moro compareceu ao velório do ministro Teori Zavaski em Porto Alegre (RS) e reiterou homenagens feitas ao magistrado, que era o relator da Lava Jato no STF.
“As instituições estão funcionando. Vai ser resolvido institucionalmente”, disse Moro, ao ser questionado sobre a decisão do presidente da República, Michel Temer, de indicar o próximo ministro do STF apenas após a Corte definir o novo relator da Lava Jato. “Compete ao Supremo”, completou Moro.
Com a morte de Teori, o STF deve adotar uma solução interna, para que um dos atuais integrantes da Corte assuma a relatoria da Lava Jato. A decisão sobre o sorteio para a redistribuição deve ser tomada pela presidente Cármen Lúcia.
NADA DECIDIDO – O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que ainda não há nada decidido sobre quem herdará as relatorias que cabiam a Teori Zavascki na corte. “O momento é de luto, questões institucionais serão decididas na hora oportuna”, comentou durante o velório do colega. Segundo ele, o tema será objeto de deliberação por parte da presidente do STF, Cármen Lúcia, e do colegiado do tribunal.
O ministro Edson Fachin também disse que na próxima semana Cármen e o colegiado devem tratar do tema. “Do que decorre da vacância, o STF se ocupará o mais breve possível. Agora estamos com o olhar voltado para o presente, para a perda de um amigo e colega.”
Lewandowski comentou que Teori era um homem de bem, juiz competente e leal. “A magistratura perdeu um dos seus melhores quadros”. Já Fachin ressaltou que ele era seu vizinho de bancada no plenário do STF. “Na última vez que estive com ele, no final do ano passado, falamos sobre o sentido da vida e dos nossos afazeres, que tem sido de alta voltagem. Falamos sobre a importância de manter a serenidade eu brinquei, dizendo que no caso dele ‘manter a serenidade’ era um pleonasmo”, contou.
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