Acusado de captar dinheiro para Wagner na Petrobras em 2006 está na mira da PF
Por Redação Bocão News
A Lava Jato abriu nova frente de investigação e agora mira o antecessor
de Paulo Roberto Costa na Petrobras, Rogério Manso. Apontado por
delatores como um nome do PSDB na estatal, Manso também teria atuado,
segundo a Polícia Federal, na captação de dinheiro para a campanha do
então candidato a governador e atual secretário de Desenvolvimento
Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT).
Manso é acusado de participar de um esquema de pagamento de propinas na
área de compra e venda (trading) de combustíveis e derivados de
petróleo da estatal petrolífera. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo,
na portaria que determinou a abertura do inquérito, a PF apontou a
suspeita de pagamento de propinas 'em data inicial possivelmente
anterior ao ano de 2004 e que se seguiu possivelmente até 2012′.
As citações a Manso surgiram nas delações premiadas de outro ex-diretor
da Petrobras, Nestor Cerveró, da área Internacional, e do ex-senador e
também ex-diretor da estatal Delcídio Amaral. Os dois afirmaram que a
área de trading era um ‘terreno fértil para ilicitudes’, pois os preços
poderiam variar artificialmente gerando uma ‘margem para propina’.
Foi Nestor Cerveró que, em seu depoimento, disse que as propinas nos
negócios de trading teriam financiado também a campanha de Jaques Wagner
em 2006. Na versão do delator, Manso teria continuado a ter influência
na área de trading até 2007 e teria sido o responsável por coordenar
‘informalmente’ a captação do dinheiro para a campanha do petista.
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