MEDIÇÃO DE TERRA

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Para defesa de Odebrecht, sentença é "injusta" e "grave erro"


Segundo Nabor Bulhões, essa ausência de fundamento nas evidências contra o empresário já havia sido apontada pela defesa

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Divulgação
O advogado Nabor Bulhões, defensor de Marcelo Odebrecht, divulgou nota ontem na qual classifica a condenação do empresário a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa como “injusta” e como um “grave erro do judiciário”.
“Os delatores isentaram Marcelo Odebrecht; os corréus isentaram Marcelo Odebrecht; as testemunhas isentaram Marcelo Odebrecht; e os documentos produzidos não vinculam Marcelo Odebrecht a qualquer ilícito investigado na Operação Lava Jato. Com efeito, com o devido respeito, a condenação imposta só pode ser concebida como grave erro judiciário ou como expressão de puro arbítrio do julgador”, diz a nota do advogado de Marcelo Odebrecht. Para o advogado, a sentença é “iníqua e injusta, porque não encontra fundamento nas provas produzidas nos autos da ação penal, como, antecipadamente, demonstrou a defesa em suas alegações finais, cuja fundamentação passou ao largo da decisão agora divulgada”.
Segundo Nabor Bulhões, essa ausência de fundamento nas evidências contra o empresário já havia sido apontada pela defesa. Em 1.º de março, a defesa de Marcelo Odebrecht apresentou suas alegações finais, em que afirma que o empresário é inocente e que não há provas documentais nem testemunhais de que ele tenha praticado os crimes a ele imputados pela força-tarefa da Lava Jato.
O advogado de Marcelo Odebrecht diz que a defesa “continuará lutando” pela liberdade do empresário – ele está preso desde junho de 2015 –, e por sua inocência “perante as instâncias superiores, estando certa de que a justiça prevalecerá com a sua absolvição”.
A advogada Dora Cavalcanti, que representa o executivo Márcio Faria, afirmou ontem que a condenação do ex-diretor da Odebrecht já era esperada, “na medida em que o Juízo já havia externado sua convicção”. “Márcio Faria irá recorrer da decisão, que considera injusta e equivocada, além de lastreada em provas obtidas ilegalmente”, disse a advogada em nota. Faria foi condenado a 19 anos de prisão pelos mesmos crimes atribuídos a Marcelo Odebrecht.

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