O Instituto Lula denunciou nesta quarta-feira (9), em nota oficial, o
sequestro ilegal de informações referentes à comunicação da entidade por
parte de agentes da Polícia Federal na última sexta-feira (4). Neste
mesmo dia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi conduzido
coercitivamente ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para prestar
depoimento por ordem do juiz Sergio Moro. A instituição alega que os
policiais não possuíam mandado de justiça sequestrar a senha do
administrador das contas de e-mails com a extensão @institutolula.org. O
Instituto Lula informa, ainda, que os agentes obrigaram o técnico de
informática a ceder as informações, sob voz de prisão. Com a informação
que recebeu sem mandado, a PF passou a ser a única a poder criar e
bloquear e-mails, além de terem acesso livre a todas as contas do
Instituto. O Instituto alerta, ainda, para a falta de estabilidade
institucional diante dos últimos acontecimentos, inclusive pelo fato de
que a entidade é uma organização da sociedade civil que desenvolve
trabalho conjunto com movimentos sociais, entidades sindicais,
organismos internacionais, governos e ex-mandatários da África, América
Latina, Estados Unidos, Europe, Ásia e Oceania. A entidade afirma,
também, que fez uma petição nesta terça-feira (8) ao juiz Sergio Moro
para a devolução da senha do administrador "para o fim desse abuso de
poder contra o trabalho de uma entidade da sociedade civil brasileira". O
Instituto Lula afirma que a senha permite que sejam criados novos e
"ilegítimos" e-mails com o domínio do institutolula.org e que sejam
enviadas mensagens em nome de qualquer conta do Instituto. (JB)
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