Deputados de dois
partidos de oposição anunciaram terça-feira (1º) que recorreram à
Justiça para tentar impedir a nomeação do ministro da Justiça,
Wellington César Lima e Silva, que é membro do Ministério Público da
Bahia. O DEM entrou com uma ação popular na Justiça Federal no Distrito
Federal e o PPS pediu ao Conselho Nacional
do Ministério Público que não conceda licença para que Lima e Silva
assuma o cargo. A posse de Lima e Silva está marcada para quinta-feira
(3).
De acordo com o PPS, precedentes relatados pelo ministro
Ricardo Lewandowski e pelo ministro aposentado Maurício Correa, do
Supremo Tribunal Federal (STF), definiram que é inconstitucional a
nomeação de membros do Ministério Público para exercer cargos
de ministro e de secretário de Estado ou do Distrito Federal. Para a
legenda, o afastamento de um procurador ou promotor para exercer outra
função só pode ocorrer dentro da estrutura do MP.
O Palácio do Planalto pretende contestar as ações da oposição e fazer
com que Wellington assuma a pasta, dizendo que há entendimentos
anteriores que permitem a ocupação de cargo no Executivo por parte de
membros do Ministério Público, sem a necessidade de exoneração ou
aposentadoria.
De acordo com um assessor presidencial, o governo
defenderá que o próprio Conselho Nacional do Ministério Público publicou
decisões favoráveis em situações semelhantes, como por exemplo a
nomeação de promotores da Justiça para secretarias estaduais. A intenção
é utilizar, por exemplo, a Resolução 72/2011 do conselho que revoga
outra resolução, de 2006, que proibia membros do MP de exercer funções
públicas exceto o magistério.
O Ministério da Justiça foi procurado pela Agência Brasil, mas não retornou até o fechamento da matéria.

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