O Senado da República, se a Câmara dos Deputados tiver a inteligência de
aprovar a abertura do processo de impeachment, tem uma oportunidade de
ouro para dialogar com mais de 90% da sociedade de que odeia os
políticos e com mais de 65% que querem a saída de Dilma. É a chance do
Legislativo se aproximar do povo sem a interferência do Judiciário e do
Executivo. Aprovar o processo de impeachment, afastar Dilma por seis
meses (como manda a Lei) e entregar para Temer a presidência da
República é uma possibilidade legal e viável.. Se o atual
vice-presidente, em seis meses, fizer ou encaminhar as mudanças
propostas no plano "Um ponte para o futuro", convencendo os empresários,
motivando o setor público e mobilizando a população, aprova-se o
impeachment e ele continua no governo. Viabiliza o PMDB para 2018. Sim,
cria um concorrente para o PSDB, mas se este estiver participando isto
se dilui no afastamento total do PT do pleito. Temer não é nenhum santo,
sobre ele pesam graves acusações, mas este é outro problema. É para
resolver depois. Hoje ele é o único que pode mudar sua posição e mudar a
imagem de um partido apodrecido pela corrupção e pelo fisiologismo.
Proporcionar um governo de coalizão.Permitir defenestrar o PT do
governo, promovendo uma verdadeira limpa em agências reguladoras e
cargos estratégicos. Profissionalizar o governo. Chamar os outros
partidos. Chamar os empresários. Chamar as academia responsável.Chamar
os próprios senadores para cargos executivos. Se nada disso acontecer,
que o Congresso devolva o mandato para Dilma Rousseff e seja o que Deus
quiser para o Brasil. O Congresso Nacional está com a faca e o queijo na
mão, durante seis meses, independente de Renan Calheiros e Eduardo
Cunha. Ignorem estes cadáveres e suas pitonisas. O Congresso pode
finalmente mudar o país. Dentro das normas do STF, sem poder ser acusado
de golpe. Vamos dar seis meses para Temer no comando do país e ver do
que ele é capaz. Vamos acabar com este negócio de coronéis e baixo
clero. Se Temer continuar sendo o incompetente medroso e politiqueiro
que sempre foi, sobra-nos a catástrofe Dilma. Mas vale a pena o risco de
ver um Temer querer mudar a sua biografia. Vale mesmo.

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