As projeções
de crescimento econômico foram para o beleléu e os problemas políticos
apenas se agravaram. Que venha o impeachment:
A agência
de classificação de risco Moody's provavelmente seguirá a Standard
& Poor's e a Fitch e cortará a classificação da dívida do país para
grau especulativo, disse em entrevista à agência Reuters o
analista-chefe para títulos soberanos da agência, Alastair Wilson.
"É brusca
a velocidade com que as projeções de crescimento para o Brasil pioraram
(...) e também os problemas políticos que não foram resolvidos. Há
quase uma tempestade perfeita", disse Wilson.
"Neste
caso, estamos avaliando um rebaixamento de um degrau, e não de vários. A
questão é, se rebaixarmos, qual será a nova perspectiva, porque ela
precisaria refletir se acreditamos que a posição é estável ou se pode
piorar", acrescentou.
No início
de dezembro, a Moody's advertiu que está considerando retirar em breve o
selo de bom pagador do Brasil, argumentando que o processo de
impeachment contra a presidente Dilma Rousseff aumentou as incertezas
políticas, entre outros fatores.
A agência
reforçou a mensagem na sexta-feira, após a nomeação de Nelson Barbosa
para substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Segundo a
Moody's, a troca pode complicar os esforços de consolidação econômica no
país.
A Moody's
atualmente classifica o país como "Baa3", último degrau dentro do grau
de investimento. Tanto a Fitch quanto a Standard & Poor's rebaixaram
recentemente o país para "BB+" com perspectiva negativa, já no grau
especulativo. (Veja.com).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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