A bandeira tarifária válida para o mês de janeiro de 2016 continuará sendo de cor vermelha
![]() |
|---|
(Foto: Arquivo CORREIO)
|
O
Banco Central afirmou ontem que as contas de energia elétrica no Brasil
devem ter em 2016 reajuste médio de 4,6%. Essa estimativa, contudo,
não considera a taxa das bandeiras tarifárias, que passaram a incidir
nas tarifas em 2015 e refletem o custo mais alto da produção de energia
pelo uso mais intenso de termelétricas.
Ainda ontem, a Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) disse que a bandeira tarifária válida para o mês de
janeiro de 2016 continuará sendo de cor vermelha. A bandeira vermelha
implica um acréscimo de R$ 4,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de
energia consumidos em todos os estados do país. O consumidor está
pagando mais caro pela energia desde o início do ano.
A bandeira vermelha representa a existência de
condições mais adversas para a geração elétrica no país. Há ainda a
bandeira amarela, quando a cobrança adicional é de R$ 2,50 para cada 100
quilowatts-hora (kWh) consumidos, e a verde, sem custo adicional para o
consumidor. Desde janeiro, contudo, foi mantida a cor vermelha.
Ainda ontem, o BC apresentou as estimativas da
inflação no país. O órgão indicou que a inflação medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2015 em
10,8%. A estimativa é mais que o dobro da meta central fixada pelo
governo, de 4,5% para o período, e mais de 4 pontos percentuais acima do
teto do sistema de metas, de 6,5%. A estimativa indica que o Produto
Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ter retração de 3,6% no ano contra
estimativa de queda de 2,7% divulgada em setembro pelo BC.

Nenhum comentário:
Postar um comentário