Visitantes levam coroa de flores, rezam e acendem velas para animais.
Jardineiro do local diz que comoção é igual a de qualquer cemitério.
Cemitério Cadelinha Sasha em Teresina (Foto: Yara Pinho/G1)
Jardineiro do cemitério de animais, Reginaldo Sousa(Foto: Yara Pinho/G1)
No cemitério, a emoção vista no Dia de Finados é semelhante ao do sepultamento de humanos onde a despedida dos animais é feita com velório e orações. Mesmo com 377 jazigos, o local possui um número bem maior de bichos já que em uma mesma gaveta ficam enterrados mais de um da mesma família.
A servidora pública, Socorro Boa Vista, perdeu sua cachorrinha poodle de nome Paloma em março deste ano. Ela visita o túmulo da pet uma vez por mês e diz que sofre porque a cadelinha era considerada um membro da família. “Tenho três filhos e a Paloma era a minha quarta filha. Ela tinha 13 anos de idade e era muito muito dócil, sentia tudo. Se alguém de casa estava mal ou doente, ela também ficava triste”, falou.
Socorro Boa Vista perdeu sua cachorrinha poodle de nome Paloma em março (Foto: Gilcilene Araújo/G1)A poodle ‘Odim’ também está enterrada no cemitério. Sua dona, Sara Câmara, mantém o túmulo da cadela sempre limpo e conservado. Segundo ela, quando a pet morreu todos da família que estavam viajando para Jericoacoara (CE) cancelaram o passeio.
“Quando peguei a Odim para criar ela tinha apenas 15 dias de vida e conviveu com a gente por seis anos. Ela tinha câncer e as complicações afetaram os rins dela. Foi um dia muito triste para todos nós, por isso voltamos imediatamente da nossa viagem quando soubemos o que tinha acontecido”, falou.
'Odim’ também está no cemitério. Sua dona mantém o túmulo sempre limpo (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Bolota morreu aos 12 anos de idade e pesando 12 quilos. “Ele tinha um câncer e o coração cresceu depois que doença se espalhou pelo corpo. Foi muito difícil perder ele dessa forma”, lamentou.
Donos visitam seus pets enterrados em cemitério no Dia de Finados no Piauí (Foto: Gilcilene Araújo/G1)O local inaugurado em 2009 é o único no país segundo o diretor do Hospital Veterinário Universitário (HVU), João Macedo. De acordo com ele, o Cemitério Cadelinha Sasha é o único destinado a animais sem fins lucrativos no Brasil. “Os donos que quiserem enterrar seus bichos de estimação pagam apenas uma taxa no valor de R$ 60 para cobrir os custos com o jazigo e o sepultamento, ao contrário de outros cemitérios que existem no Brasil”, relata.
O Cadelinha Sasha fica aberto de segunda a sábado no horário de 8h às 12h e das 14h às 17h. Já neste sábado (2), devido o Dia de Finados, o local abrirá um hora antes.
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