Engenheiro garante a redução de resíduos e de emissão de carbono.
'Minha Casa, Minha Vida' teve 300 casas construídas com a técnica.
Casa construída em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Divulgação/Tecverde)
Casas têm estética adaptadas ao mercadobrasileiro, segundo empresário importador
(Foto: Divulgação/Tecverde)
Para tornar isso possível, Bonatto conta que foram feitas diversas pesquisas de tecnologia em vários lugares do mundo até encontrarem, na Alemanha, o que queriam. Mas o trabalho dos sócios não foi apenas importar a tecnologia. Eles a adaptaram para a realidade brasileira após uma série de estudos.
“Eu acho que adequar a tecnologia à cultura do brasileiro foi crucial para o sucesso", explica Caio Bonatto. Ele exemplifica que uma casa sustentável, de médio a alto padrão de 200 metros quadrados, leva entre três e quatro meses para ficar pronta, enquanto a mesma casa de alvenaria demora de 12 a 18 meses para ser concluída, de acordo com o engenheiro. O valor da casa construída sustentavelmente é de aproximadamente R$ 360 mil – o mesmo preço de uma construção convencional com o mesmo tamanho e padrão, segundo o engenheiro.
Engenheiro civil Caio Bonatto, de 26 anos, é umdos seis sócios da Tecverde
(Foto: Thais Kaniak / G1 PR)
Atualmente, a empresa atende a três públicos – cliente final de média e alta renda, incorporador de média e alta renda e o público de baixa renda. Bonatto conta que, para o cliente final, o custo final é igual ao de uma casa de alvenaria. Já para o incorporador, o valor em relação à alvenaria é reduzido cerca de 10%, pois se trabalha com volumes maiores. “Para o público de baixa renda, a gente está licenciando a tecnologia para que o próprio incorporador seja dono da sua fábrica de casas”. O empresário conta que a empresa licenciou tecnologia para a execução de 300 casas do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, no Rio Grande do Sul, em 2012.
O Prêmio Nacional de Inovação, oferecido pela Confederação Nacional da Indústria, entregou na terça-feira (23), uma premiação à iVERDE, braço da Tecverde criado em 2012 para desenvolver e licenciar tecnologias. A empresa recebeu o prêmio na categoria "Modelo de Negócio". “A gente montou outra empresa, trouxe uma pessoa de fora para presidir essa empresa. A gente está fazendo parcerias com institutos de tecnologia do mundo inteiro. Trazendo tecnologias para o Brasil e adaptando à nossa realidade. A gente está licenciando para que as construtoras ou as indústrias utilizem essa tecnologia por elas mesmas”.
Lucas Maceno, um sócios, recebe o PrêmioNacional de Inovação oferecido pela CNI
(Foto: CNI / Divulgação)
Desde 2009, a empresa fez cerca de 30 construções de 150 metros quadrados de médio e alto padrão, entre casas, escolas e creches – todas com até três pavimentos, em Curitiba, São Paulo e no Rio Grande do Sul. O próximo projeto será construções com até cinco pavimentos que, segundo Bonatto, vai ser inédito no setor. “Estamos em parceria com o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial] e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná [Fiep], que tem apoiado a gente tanto nas metodologias de inovação quanto no desenvolvimento das inovações em si. Acho bacana isso que tem acontecido no nosso estado, esse apoio que as empresas têm tido para inovação”.
Construções
sustentáveis, com aproximadamente 200 metros quadrados, levam entre
três e quatro meses para serem concluídas (Foto: Arquivo Pessoal)
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