Eles ocupam a sede da Secretaria Especial de Saúde Indígena, em Belém.
Local criado para dar apoio aos indígenas está em condições precárias.

Eles vieram de cinco municípios do interior do estado para ocupar a sede da entidade em Belém. “Todos os polos estão passando pela mesma situação, de falta de medicamento e falta de combustível”, diz o índio Neto Tembé.
Os índios também pedem uma auditoria para investigar a aplicação dos recursos destinados às aldeias. Nos últimos cinco anos, o Ministério Público Federal abriu cerca de 80 procedimentos sobre irregularidades na atenção à saúde indígena no Pará. São investigações sobre a má aplicação de recursos, falta de medicamentos e profissionais para atender as comunidades.
A Casa do Índio de Paragominas, criada para ser um ponto de apoio para os indígenas que fazem tratamento no município, está em condições precárias. O terreno tem esgoto a céu aberto e muito lixo. Os banheiros também estão sujos. Sem espaço na casa, os indígenas construíram uma oca improvisada no quintal, onde dezenas de pessoas ficam aglomeradas doentes ou não.
A atual coordenadora da Sesai no distrito Guamá-Tocantins, responsável pelas ações de saúde indígena em Paragominas e nos municípios de onde vieram os manifestantes, está no cargo há um ano e diz que já foram tomadas providências para regularizar o atendimento nas aldeias. “Nós estamos entregando medicamentos de atenção básica trimestralmente e estamos fazendo novas contratações de médicos para os pólos de Paragominas, Marabá e Oriximiná”, diz Daniele Cavalcante.
Em relação à Casa do Índio, a coordenadora disse que os recursos para reforma já estão disponíveis, mas antes do trabalho começar é preciso encontrar um local provisório para abrigar quem está no local.
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