MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 24 de abril de 2013

À espera de atendimento, paciente sofre convulsão em hospital do RS


Homem passou mal enquanto aguardava atendimento em Passo Fundo.
Com lotação, emergência de hospital teve que ser fechada durante a tarde.

Do G1 RS

A emergência do Hospital Municipal Doutor César Santos, em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, teve de ser fechada nesta quarta-feira (24) por falta de médicos. Durante a espera por atendimento, um paciente sofreu uma convulsão, como mostra a reportagem do RBS Notícias, da RBS TV (veja o vídeo). A cena causou desespero na mãe do paciente, a doméstica Marisa Trindade.
A mulher conversava com a equipe da RBS TV quando o filho passou mal. Segundo ela, o homem ficou mais de três horas esperando ser chamado antes de ter a crise. Ela diz que não foi a primeira vez que buscou atendimento médico no local. "Diz que tem que esperar. Já levei ele por todos os lugares, o que que eu faço? Nas várias vezes que eu trouxe ele aqui, mandam para casa", criticou Marisa antes do incidente.
Quando o filho começou a passar mal, a mãe voltou para a sala de emergência para pedir ajuda. "Meu filho vai morrer. Não me deram ouvidos. Tem que esperar, esperar. Meu Deus, até morrer?", gritava, sendo amparada por outras pessoas. O rapaz foi atendido na rua e, alguns minutos depois, levado para a emergência. Segundo o hospital, ele está em observação, em situação estável.
Com a lotação, a emergência teve que ser fechada durante a tarde, passando a atender apenas os casos mais graves e as pessoas que já tinham ficha de atendimento. Segundo a direção, a situação deve ser normalizada nesta quinta-feira (25).
Atualmente, 12 médicos atendem no hospital municipal. Dois estão afastados por problemas de saúde. Além disso, a direção vai investigar se todos estão cumprindo a carga horária, já que o controle do ponto é manual. “O problema é que duas médicas estão de atestado. Nós vamos abrir sindicância para investigar se houve negligência”, diz o diretor do Hospital, Fabiano Bolner.

Segundo a direção, as escalas de trabalho dos médicos vão ser revistas. Uma empresa terceirizada deve ser contratada para suprir a necessidade. Em fevereiro deste ano, 11 médicos foram selecionados, mas apenas quatro assumiram a função.

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