MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 30 de setembro de 2012

Barack Obama pede que Congresso aprove plano para hipotecas


Folha Vitória
Agência Estado
Redação Folha Vitória
Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado que os americanos pressionem o Congresso para que seja aprovado o plano de refinanciamento de hipotecas, argumentando que isso ajudaria as famílias de trabalhadores e fortaleceria a classe média.

"Digam a eles (congressistas) que quando o Congresso voltar a Washington, é melhor que estejam prontos para trabalhar. Todos vocês estão fazendo tudo o que podem para cumprir com suas responsabilidades. É hora de o Congresso fazer o mesmo", disse Obama.

O comentário veio depois de indicadores divulgados na semana passada mostrarem que os preços de casas nos EUA subiram pelo terceiro mês consecutivo em julho, com alta de 1,6% ante o mês anterior. O ganho é um sinal recente de que esse mercado saiu da segunda recessão dos preços de casas desde o colapso da bolha imobiliária em 2006-2007, que puxou para baixo a economia americana. As informações são da Dow Jones.

Milhares de espanhóis protestam contra medidas de austeridade


Folha Vitória
Agência Estado
Redação Folha Vitória
Madri - Milhares de espanhóis tomaram as ruas de Madri neste sábado para protestar contra as profundas angústias econômicas que enfrentam devido às medidas de austeridade. Os manifestantes se dirigiram ao prédio do Parlamento pela terceira vez nesta semana com o propósito de demonstrar a ira contra os aumentos de impostos, reduções dos gastos públicos e a taxa de desemprego mais elevada entre as 17 nações que compartilham o euro.

A multidão fez um apitaço ensurdecedor ao redor do Parlamento ao mesmo tempo em que exigia a renúncia de todos os funcionários do governo de Mariano Rajoy. Na quinta-feira, o governo espanhol apresentou seu projeto orçamentário para 2013 que prevê a redução dos gastos totais em 40 bilhões de euros (US$ 51,7 bilhões), congelamento de salários dos servidores públicos e cortes nos pagamentos de seguro desemprego. As informações são da Dow Jones.

Mais de 30 parques eólicos leiloados em 2009 estão parados


Folha Vitória
Agência Estado
Redação Folha Vitória
São Paulo - Quase metade das usinas licitadas no primeiro leilão de energia eólica do Brasil está pronta sem poder gerar um único megawatt (MW) de eletricidade. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que 32 dos 71 parques eólicos leiloados em 2009 estão parados por causa da falta de linhas de transmissão. "Houve um descasamento entre a entrega das usinas e do sistema de transmissão", afirmou o diretor da agência reguladora, Romeu Rufino.

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), estatal do Grupo Eletrobrás, venceu o leilão das linhas de transmissão, mas não concluiu nenhum projeto - em alguns casos, nem iniciou as obras. Pelas regras do contrato, o sistema de transmissão teria de ser concluído na mesma data dos parques eólicos para permitir o início dos testes. Mas, na melhor das hipóteses, a conexão com as usinas apenas se dará em julho do ano que vem.

Consequentemente, as obras do sistema de transmissão dos parques licitados em 2010 também ficarão comprometidas. No mercado, algumas empresas foram informadas de que os cronogramas de empreendimentos marcados para setembro de 2013 foram estendidos para janeiro de 2015.

Rufino afirmou que a Aneel tem discutido constantemente com a estatal para tentar resolver o problema e diminuir os impactos para o consumidor.

Segundo ele, não está descartada a possibilidade de fazer uma instalação provisória enquanto a definitiva não é concluída. Apesar de não poderem produzir energia, as geradoras terão direito de receber a receita fixa prevista nos contratos de concessão. Pelos cálculos da Aneel, as 32 usinas têm receitas de R$ 370 milhões a receber. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Trator apreendido por extração ilegal de madeira é roubado do Incra, no PA


Segundo o Incra, seis homens invadiram fazenda e roubaram a máquina.
Trator era usado para extração ilegal de madeira em reserva de Anapu.

Do G1 PA

Grupo invadiu fazenda e roubou um dos tratores apreendidos em ação do Icra/Ibama. (Foto: Divulgação/Incra)Grupo invadiu fazenda e roubou um dos tratores apreendidos em ação do Icra/Ibama. (Foto: Divulgação/Incra)
Em uma ação violenta, um grupo de homens roubou um trator apreendido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Anapu, sudoeste paraense. As informações foram divulgadas neste domingo (30) pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Segundo o coordenador do do posto avançado do Incra em Anapu, Fagner Garcia, na última terça (25), seis homens, que chegaram de caminhão, teriam invadido a fazenda Frupasa, localizada a 40 km da Transamazônica, para onde haviam sido levados os quatro tratores apreendidos pelo Ibama em operação realizada no dia 24, na área de reserva no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Virola-Jatobá. O grupo enfrentou o gerente da fazenda e conseguiu levar do local uma das máquinas apreendidas. "Esse fato reforça nosso temor de que o mesmo tipo de ação seja praticada para reaver as máquinas depositadas no PDS Virola-Jatobá", declara o coordenador.
As máquinas eram usadas para extração ilegal de madeira na reserva florestal. Após denúncia de agricultores assentados no PDS Virola Jatobá, o Incra identificou dezoito trabalhadores e sete tratores envolvidos na derrubata de árvores no local. O Ibama foi acionado, mas quando chegou, apenas quatro tratores estavam na área e foram recolhidos pelo órgão. De acordo os fiscais do Ibama, cerca de 300 árvores de 10 espécies diferentes teriam sido cortadas.
Entenda o caso
Anapu ficou conhecida internacionalmente pelos conflitos de terra. Em 2005, a missionária Dorothy Stang foi assassinada no município ao defender planos de manejo sustentáveis no PDS Esperança, vizinho do PDS Virola Jatobá, onde ocorreu a apreensão das máquinas pesadas.

Amigos criam brigada em MT para salvar animais e apagar incêndios


Há 10 anos em atividade, brigada combateu 312 focos de incêndio neste ano.
Brigada sobrevive de doações e também resgata e recupera animais silvestres.

Do G1 MT

Brigada foi criada há 10 anos e combate incêndios e cuida de animais em Barra do Garças (Foto: Arquivo Pessoal)Brigada foi criada há 10 anos e combate incêndios e cuida de animais em Barra do Garças (Foto: Arquivo Pessoal)
Indignados com a morte indiscriminada de animais e a destruição da vegetação pelos incêndios florestais constantes, um grupo de amigos criou e mantém há 10 anos a primeira brigada particular de combate a incêndios em Mato Grosso. Por meio da Associação de Amigos dos Animais, os brigadistas tratam de animais machucados e, no período da estiagem, apagam as chamas que surgem no Parque da Serra Azul, localizado no entorno da turística Barra do Garças, cidade a 516 quilômetros de Cuiabá. Atualmente, a instituição conta com 20 voluntários que se revezam entre o trabalho e as ações de resgate de animais e controle de incêndios.
A ideia partiu de Francisco Cândido, de 48 anos. Ele contou ao G1 que decidiu criar a associação quando se deparou com dezenas de animais mortos em incêndios na unidade de conservação. “Eu trabalhava na secretaria de Meio Ambiente e quando haviam queimadas na serra nós achávamos os bichos queimados. Então eu pensei, vou fazer diferente. Comecei a cuidar dos bichos, levá-los para Cuiabá, mas depois eles não aceitavam mais, porque estava lotado. Depois resolvi comprar uma chácara. E é lá que recebo os animais até hoje. Recebo alguns bichinhos até de Cuiabá”, afirmou.
A associação mantém, no momento, 40 animais em tratamento. Todos eles chegaram debilitados, mas agora estão em estado de observação. No local recebem carinho, alimentação balanceada e muita atenção. O passo seguinte, segundo Cândido, é a reabilitação e o retorno à mata.
No primeiro ano de atividades, relembrou Cândido, a associação só cuidava do parque. Anos depois estendeu a atuação por toda a área urbana de Barra do Garças, que está numa Área de Preservação Ambiental. A instituição se mantém com recursos dos próprios voluntários e quando tem um incêndio para apagar, todos eles se organizam com rapidez para os combates.
Em 2012, grupo combateu 312 focos de incêndio na região (Foto: Arquivo Pessoal)Em 2012, grupo combateu 312 focos de incêndio na região (Foto: Arquivo Pessoal)
“Se hoje alguns não podem ir, na semana que vem podem. Eu já tenho o controle de todo mundo, quando acontece alguma coisa eu vou ligando. Temos 16 brigadistas que eu posso ligar e eles vem mesmo. São cinco rapazes de 18 anos, tem gente de 30 anos. Eu sou o mais velho, o pai de todo mundo”, disse Cândido.
Os Amigos dos Animais auxiliam o Corpo de Bombeiros no trabalho de combate às queimadas. Segundo Francisco Candido, eles distribuem os trabalhos: as queimadas mais difíceis de controlar ficam a cargo dos bombeiros e os menos trabalhosos com os Amigos dos Animais. Em 2012, o grupo conseguiu pôr fim a 312 focos, entre grandes e pequenos. Em 2003, ano de fundação do grupo, foram 800 focos. “Eu acho que caiu muito o número de focos por aqui. As pessoas estão se conscientizando”, disse otimista. O grupo tem capacidade de combater até oito focos de incêndio ao mesmo tempo em um raio de 200 quilômetros ao redor de Barra do Garças. Quando faltam homens, é preciso pagar diárias a outras pessoas para não deixar o fogo consumir a vegetação.
Cândido segura filhote de tamanduá resgatado da mata em chamas (Foto: Arquivo Pessoal)Cândido segura filhote de tamanduá resgatado da
mata em chamas (Foto: Arquivo Pessoal)
No último incêndio que atingiu o Parque Estadual da Serra Azul, no dia 16 de setembro, os brigadistas da Associação Amigos dos Animais auxiliaram os bombeiros e agentes da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) no combate ao fogo.
Em apenas 24 horas, o grupo conseguiu frear o incêndio que consumiu parte do parque situada na área urbana. Segundo Francisco Candido, na mesma hora em que o parque era atingido, o grupo foi acionado para controlar o fogo em mais duas serras nas proximidades de Barra do Garças. “O telefone toca dia e noite. Minha família toda está envolvida nisso. Nossa associação junta toda a família”, enfatizou.
Além dos brigadistas, o grupo conta ainda com uma veterinária e uma bióloga voluntárias. Um universidade particular de Barra do Garças pretende fazer uma parceria com a instituição. A meta é disponibilizar 20 veterinários e alguns estudantes de zootecnia para a instituição.“Tem muitas pessoas que nos ajudam. Vivemos de doações. Eu precisava de uma caminhonete para transporte de água e comida, mas estamos nos virando como podemos”, ressaltou.
Ações
Além do combate aos incêndios em Barra do Garças e nos municípios que circundam a cidade, e do cuidado dos animais machucados, o grupo dos Amigos dos Animais realiza ainda limpeza na encosta do rio Araguaia e palestras em escolas públicas da região.
“Antes do período da chuva fazemos uma limpeza na encosta do rio. Já tiramos cerca de oito caminhões de lixo. Também conseguimos com que a Promotoria Pública de Barra do Garças mandasse lacrar todo esgoto que caísse diretamente no rio”, relatou o criador do grupo.
Quanto à campanha nas escolas, Cândido explicou que é um trabalho novo. “Começamos a fazer a campanha nas escolas em julho. Usamos gravações de enfermeiras e da bióloga para ensinar as crianças. Enquanto estamos folgados fazemos campanha. Deixamos duas bombas de água nos assentamentos, uma em outros lugares também. Hoje temos 20 bombas postais”, finalizou.
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Brigadistas combatem incêndios em municípios vizinhos de Barra do Garças (Foto: Arquivo Pessoal)Brigadistas combatem incêndios em municípios vizinhos de Barra do Garças (Foto: Arquivo Pessoal)

Parques públicos de Manaus recebem 'Carretas da Mulher'


Programa chega ao Parque do Idoso e Lagoa do Japiim na quarta (3).
'Carretas da Mulher' já realizaram 50,3 mil exames desde agosto de 2011.

Do G1 AM

'Carretas da Mulher' chegam ao Parque do Idoso e Lagoa do Japiim nesta semana em Manaus (Foto: Divulgação/Semsa)'Carretas da Mulher' chegam ao Parque do Idoso e Lagoa do Japiim nesta semana em Manaus (Foto: Divulgação/Semsa)
O programa de saúde municipal, "Carretas da Mulher", chega ao Parque Municipal do Idoso, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Sul de Manaus, e Parque Lagoa do Japiim, no Japiim, Zona Centro-Sul, a partir da próxima quarta (3). A estimativa é que as Unidades Móveis de Saúde da Mulher permaneçam nesses locais durante 15 dias.
As “Carretas da Mulher” funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h e, nela, podem ser feitos exames de mamografia, ultrassonografia e coleta de exame preventivo do câncer do colo do útero.
Desde que começaram a funcionar, em agosto de 2011, até 30 de agosto deste ano, as “Carretas da Mulher” já realizaram 14,9 mil mamografias; 21,7 mil ultrassonografias; e 13,8 mil coletas de preventivo do câncer do colo do útero, totalizando 50,3 mil exames.

Novo exame aumenta controle de qualidade de sangue doado no AM


'NAT' assegura pureza do sangue e identifica diversos tipos de vírus.
Teste adotado no Hemoam é considerado um dos mais modernos na área.

Girlene Medeiros Do G1 AM

Doadores passam por entrevista antes de doar o sangue (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)Doadores passam por entrevista antes de doar o sangue (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)
O Amazonas é um dos primeiros Estados do Brasil a realizar um moderno exame que garante a qualidade do sangue coletado em doações. O teste, chamado de NAT (sigla, em inglês, para Teste de Ácido Nucleico), identifica os vírus da hepatite B e C, doença de Chagas, HIV, sífilis e doenças que afetam o sistema nervoso. (Veja galeria de fotos)
Quem doa sangue nem imagina todo o processo de qualidade que a bolsa sanguínea percorre para estar apta a passar por uma transfusão. Na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), localizada na Zona Centro-Oeste de Manaus, o líquido pode passar até dois dias para ser aprovado e chegar a outro organismo humano.
Após terem feito o cadastro para doação, os futuros doadores passam pelo Hematócrito ou, como também é chamado, teste de anemia. É o momento em que retira-se uma pequena quantidade de sangue em um dos dedos das mãos do futuro doador.

O próximo passo é passar por uma consulta em que o setor de enfermagem do Hemoam identifica se o doador em potencial apresenta alguma característica que inviabilize a doação, como a permanência em outra cidade, existência de gripe nos últimos sete dias, dores de garganta e a presença de múltiplos parceiros.
Segundo a Gerente de Triagem e Coleta de Sangue da Fundação Hemoam, Janaína Souza, o controle tem que ser rigoroso quando se fala em comportamento sexual. Quem tem muitos parceiros e usa camisinha tem que aguardar seis meses para poder doar. Já quem também tem muitos parceiros e nem usa camisinha, o tempo dobra para um ano. Esse também é o tempo para quem fez tatuagem e piercing.
"É importantíssimo que a pessoa seja sincera quando está falando sobre os comportamentos na consulta. É uma responsabilidade muito grande. São vidas que serão abastecidas com o sangue do indivíduo", afirmou Janaína Souza. A próxima etapa é o chamado voto de autoexclusão, quando o paciente recebe uma pequeno formulário indicando se realmente quer doar e está consciente de que atende às exigências do controle de qualidade.
Componentes sanguíneos são separados para passar por novas série de exames de controle de qualidade (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)Componentes sanguíneos são separados para passar por novas série de exames de controle de qualidade (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)
Depois desse processo, o sangue é dividido para atender às necessidades individuais dos futuros receptores de sangue. Dessa forma, plaquetas, plasmas e hemácias são separadas em uma centrífuga. "Há pacientes que só precisam de hemácias, outros plasmas ou plaquetas", frisou a gerente de triagem. Os componentes sanguíneos são armazenados junto a um soro que aumenta para 42 dias a validade do sangue. As bolsas sanguíneas são armazenadas em geladeiras e aguardam a liberação para o setor de sorologia.
"É no setor de sorologia, que há a liberação e aprovação mesmo do sangue apto para ser submetido à transfusão através da emissão de relatórios que comprovam a qualidade do sangue", disse a gerente Janaína. Outro teste que finaliza o controle de qualidade sanguínea é o NAT que assegura a pureza do sangue.
"O NAT é um dos exames mais modernos e está sendo implantado em alguns estados, inicialmente, e o Amazonas é um deles. Se cada pessoa fosse pagar pelo exame sairia de R$ 600 a R$ 1 mil. É um exame muito seguro", afirmou Janaína Souza. Sendo aprovado, a bolsa sanguínea é rotulada com informações principais e é armazenado em freezers para ser encaminhado aos hospitais públicos e privados da cidade.

'Casos de violência sexual infantil vão aumentar', estima delegada no AM


Casos de 2012 representam 63% do total registrado no ano passado.
Pais e padrastos são os principais autores identificados dos crimes.

Girlene Medeiros Do G1 AM

Depca aponta que pais e padrastos são os principais autores (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)Depca aponta que pais e padrastos são os principais autores (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)
O número de casos de violência sexual de crianças e adolescentes vem crescendo em Manaus. Durante todo o ano de 2011, foram registradas 851 ocorrências de abuso sexual. Só no primeiro semestre deste ano, a estatística já chega a 63% do total do ano passado, são 543 crimes registrados pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e Adolescente (Depca). A perspectiva de aumento dos dados preocupa a titular da delegacia, Linda Gláucia de Oliveira. “Se a situação continuar nessa proporção, os casos vão aumentar”, ressaltou.
No ano passado, a Depca registrou 732 casos de estupros vulneráveis, quando a vítima possui idade de zero a 14 anos. A denominação "estupro" é apontada para adolescentes com idade de 14 a 18 anos. Já neste primeiro semestre, o número de estupro vulnerável já chega a 464 casos. Os demais tipos de estupros somam 79. As estatísticas indicam ainda que as ilegalidades atingem mais o sexo feminino. São 755, em 2011, e 495, este ano.
A delegada Linda Gláucia atribui o crescimento dos casos à concentração dos registros das ocorrências em uma mesma delegacia e à atuação de campanhas educativas na mídia e nas escolas. “Agora reunimos as ocorrências, mas crime sempre aconteceu só que antes não se divulgava tanto. À medida que há a informação, a sensação de impunidade diminui e o cuidado com a imagem da vítima motivam a realização das denúncias”, afirmou a titular.
Quando um Boletim de Ocorrência (BO) é feito, de acordo com os procedimento da Depca, há um sigilo mantido em relação à imagem da vítima por ser menor de idade e por se tratar de um caso que traz transtornos públicos para quem sofre a agressão.

“Quando a criança ou o adolescente vê notícias na imprensa sem a identificação, pensa que também pode denunciar um caso sem precisar ser identificado”, disse a delegada Linda Gláucia.
Após o registro da ocorrência, há um trabalho multidisciplinar feito entre a Polícia Civil e os setor de psicologia e assistência social que acompanham a vítima para a reintegração na sociedade. Segundo a titular da Depca, uma vez vítima de violência sexual, o menor tende a se excluir do convívio social. “Dependendo do caso, a gente orienta a mudar de endereço, mudar de escola ou banir a proximidade com parentes envolvidos no crime. Infelizmente, tem pais que nem acham importante esse tipo de cuidado”, ressaltou.
Pais e padrastos
De acordo com as estatísticas da Depca, a figura do padastro é a mais apontada como autor dos crimes. Em 2011, foram 161 padrastos envolvidos com violência sexual. Já, em 2012, o número já chega a 82. Os números expressivos só perdem para a figura do pai. “É preocupante saber que pais de crianças de até seis anos sofrendo a ação dos próprios pais que deveriam ser aqueles que indicam o certo e o errado. Um dos pilares da família que chega a ameaçar o próprio filho”, frisou.
A delegada mencionou que 77 pais, no ano passado, e 55 pais, em 2012 estiveram envolvidos no crimes sexuais contra a criança e o adolescente. “O autor do crime, muitas vezes, é aquela pessoa bacana que todos gostam e que ninguém imagina que vá ser um agressor. Muitas mães até duvidam e chegam a dizer que o filho tá mentindo. Na dúvida, venha a delegacia que a gente investiga”, indicou Linda Gláucia.

'A partir de hoje meu maior sonho é o Miss Universo', diz Miss Brasil 2012


Gabriela Markus, do Rio Grande do Sul, venceu o Miss Brasil 2012.
Ela vai representar o Brasil no Miss Universo, em dezembro, nos EUA.

Do G1 CE

Miss Brasil 2012, Gabriela Markus (centro), recebeu a coroa da Miss Brasil 2011, a conterrânea Priscila Machado (Foto: André Teixeira/G1)Miss Brasil 2012, Gabriela Markus (centro), recebeu a coroa da Miss Brasil 2011, a conterrânea Priscila Machado (Foto: André Teixeira/G1)
A gaúcha Gabriela Markus, de 23 anos, está de malas prontas para Las Vegas, no Estados Unidos, onde vai representar o Brasil no Miss Universo 2012, em 19 de dezembro. A partir deste domingo (30), um dia após vencer o título de Miss Brasil, ela diz que começa a se preparar para o título mundial. "Nossa, vou batalhar pra isso. A partir de hoje esse é o meu maior sonho. Eu vou me esforçar muito para chegar lá da melhor possível", disse a miss, em entrevista ao G1, após receber a coroa.
Gabriela conta também que vai ter pouco tempo para o comemorar o título nacional, antes dos preparativos para o Miss Universo, mas que por enquanto sente é a pessoa mais feliz do mundo. "É uma felicidade imensa. É uma realização. Eu hoje sou a pessoa mais feliz do mundo. Estou muito, muito feliz".
A Miss Brasil 2012 venceu o título desbancando outras 26 misses do país, na noite deste sábado (29). Ela conta que disputar a final do concurso a mineira Thiessa Sickert, a melhor amiga dela entre as candidatas, "foi uma grande alegria". "Ao longo dessa semana, a gente desanimou um pouquinho, depois ficava melhor. Era uma ajudando a outra. Foi muito bom chegar à final com ela, com quem fiquei de mãos dadas até o último momento", diz.
A mineira Thiessa ficou em segundo lugar e ganhou como prêmio uma viagem para Cacun, no México. Em terceiro lugar ficou a potiguar Kelly Fonsêca, estudante de 23 anos, que venceu como prêmio uma viagem ao litoral nordestino. Gabriela Markus, além do título de Miss Brasil e a chance do título de Miss Universo, ganhou um carro zero quilômetro.
Nossa, é muita responsabilidade e muita felicidade receber a coroa da Priscila [Machado, gaúcha vencedora do Miss Brasil 2011]"
Gabriela Markus, Miss Brasil 2012
Com o título de Gabriela Markus, o Rio Grande do Sul venceu 12 vezes o Miss Brasil, sendo o estado com maior número de títulos nas 58 edições do evento. Em seguida aparecem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, cada um com oito misses Brasil. Em 2002, a gaúcha Joseane Oliveira, que também participou do "Big Brother Brasil", foi eleita Miss Brasil, mas o título foi invalidado depois que se descobriu que ela era casada, o que descumpre o regulamento da competição. O título de 2002 ficou com Taíza Thomsen, de Santa Catarina.
Para Gabriela, o fato de representar o estado com maior número de título aumentou ainda mais a responsabilidade da presença dela no concurso. "Nossa, é muita responsabilidade e muita felicidade receber a coroa da Priscila [Machado, gaúcha vencedora do Miss Brasil 2011], que um ótimo trabalho, e o meu estado. Agora tenho a honra e o dever de manter essa tradição", afirmou.
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Gabriela Markus deu ao Rio Grande do Sul o 12º título de Miss Brasil (Foto: TV Bandeirantes/Divulgação)Gabriela Markus deu ao Rio Grande do Sul o 12º título de Miss Brasil (Foto: TV Bandeirantes/Divulgação)

Plantio antecipado da soja ajuda no planejamento da safrinha em MT


Plantio da soja está começando mais cedo.
Ação deve ajudar na hora de planejar a semeadura de milho e algodão.

Do Globo Rural

Na propriedade de Leonildo Bares, que fica em Sinop, norte de Mato Grosso, já começou o plantio de soja em 700 hectares.
Cerca de 150 hectares já foram plantados e o trabalho este ano começou mais cedo.
Por causa do bom clima, o plantio de soja em algumas regiões de Mato Grosso começou 10 dias antes que no ano passado, o que deve garantir ao agricultor a semeadura dentro da janela ideal do milho safrinha e do algodão.
Em outra fazenda em Campo Novo do Parecis serão cultivados 51 mil hectares de soja precoce. O plantio também foi antecipado com o objetivo de colher antes a soja e ter mais segurança no plantio seguinte, explica o gerente Wagner de Ré.

Agricultor cadeirante do RS supera dificuldades e continua trabalhando


Agricultor apaixonado pela atividade é de Encantado, no Rio Grande do Sul.
Ele sofreu um acidente grave, mas mesmo assim continua trabalhando.

Do Globo Rural

Casinhas coloridas, gado de leite, granjas e lavouras variadas. No município gaúcho de Encantado, que fica no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul, a terra montanhosa tem muito verde e milhares de pequenas propriedades rurais.
Grande parte da população é descendente de imigrantes italianos, que chegaram à região a partir do final do século XIX. Nesse cenário, o agricultor Venilton Valandro vive com a mulher, Arlete, em uma propriedade 50 hectares.
Venilton conta que logo após um acidente de moto que sofreu em 2005, ele ficou sem sair da cama por quase um ano inteiro. Aos poucos foi ganhando confiança, comprou uma cadeira de rodas, fez fisioterapia e começou a retomar o trabalho, primeiro com as parreiras. Ele faz a poda com uma tesoura adaptada com dois cabos de vassouras.
Além de manter as parreiras, Venilton também cuida de várias lavouras do sítio. São cultivos pequenos usados para o consumo da família, como milho, mandioca, feijão, arroz e amendoim.
Para dar conta do serviço, ele teve que desenvolver um jeito próprio de usar a enxada. Na hora de pegar alguma coisa no chão, Venilton se apoia nela.
O sítio também conta com cultivo de noz pecan e um pequeno rebanho de gado leiteiro, principal fonte de renda da família. Quem cuida das vacas é a esposa de Venilton.
O agricultor explica que uma dificuldade do trabalho na roça é que o terreno é normalmente esburacado, irregular. Por isso, quase todo deslocamento exige força e habilidade.
Para manter a forma, Venilton precisa fazer exercícios todos os dias. De tempos em tempos, o produtor também joga basquete com os amigos da região e, segundo ele, um dos melhores remédios para a boa saúde se chama ‘agricultura’.
Boa parte do trabalho diário de Venilton ocorre em uma horta, que fica perto da casa. Ele planta salsinha, pimenta, couve, bucha, alface, tudo orgânico.
Fazendo um balanço dos últimos anos, Venilton fala dos problemas e também das evoluções.
“Logo no começo, eu pensei até em ir para cidade tentar outros tipos de trabalho porque o meu eu não poderia mais fazer. Acabei ficando. Ganhei mais força de vontade e de espírito. Mais do que tinha antes”, diz.

Safra de caju do Nordeste deve sofrer redução por causa da seca


Quebra na safra deve ser grande.
No Piauí, muitas agroindústrias já estão fechando.

Do Globo Rural

Santo Antônio de Lisboa, a capital piauiense do caju, fica a 350 quilômetros de Teresina.
Por causa da seca, os produtores calculam que a quebra na safra deste ano pode chegar a 80%.
Luis Rodrigues tem 150 hectares e já começou a colheita, mas o caju não se desenvolveu. O pendúnculo murchou e caiu antes do tempo. "Faltou água, não teve água de jeito nenhum. É muito triste", diz.
O fenômeno é preocupante; o cajueiro, uma das plantas mais resistentes do Nordeste está morrendo por causa da seca.
Por falta de caju, 10 das 14 agroindústrias do município suspenderam as atividades. Uma empresa que fabricava polpa dispensou os 20 funcionários e não sabe quando vai reabrir as portas.
Uma indústria de suco manteve o funcionamento, mas com a matéria-prima escassa, reduziu a produção em 60%. Quarenta e dois, dos 80 funcionários, foram demitidos.
O Piauí é o segundo maior produtor de caju do Brasil, perde apenas para o Ceará.

Frio prejudica safra do feijão do Paraná


Plantio ainda nem terminou, mas prejuízos já são evidentes.
Paraná é o maior produtor do grão no país e deve reduzir a área em 12%.

Do Globo Rural

O gerente de uma fazenda, Afonso Baniski, levou um susto quando foi conferir o feijão plantado há menos de 15 dias.
A propriedade fica em Castro, centro-sul do Paraná. A plantação foi atingida por uma forte geada fora de época. Dos 47 hectares, não sobrou praticamente nada, mas mesmo assim, ele vai insistir e replantar a lavoura nos próximos dias.
O Paraná é o maior produtor de feijão do país, só que nesta safra, a área plantada deve ser reduzida em 12%. Na região de Ponta Grossa, a redução deve ser ainda maior e pode chegar a 25%.
Isso acontece porque os produtores de feijão têm migrado para outras culturas como a soja, explica o agrônomo do Deral, o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura, José Roberto Tozatto. "A soja oferece menos risco que o feijão", diz.
Mas tem produtor fazendo o caminho inverso. Geraldo Slob resolveu apostar alto e dobrou a área de feijão. O plantio nos 210 hectares da fazenda terminou há uma semana. "Arrisquei e se o mercado ajudar, todo o risco vai ser compensado".

Florada do café chega mais cedo este ano no ES


Agricultores do estado foram surpreendidos pela florada antecipada.
Galhos cobertos de flores animam os produtores.

Do Globo Rural

Em Iúna, no Espírito Santo, o cafezal está branco, todo coberto por um véu de flores.
Os produtores esperavam a florada em outubro, mas ela chegou bem antes.
Esta é a melhor florada dos últimos quatro anos na região do caparaó capixaba, resultado da combinação climática de estiagem por mais de 70 dias e grandes volumes de chuva no início de setembro.
O cenário anima os produtores, já que a base de cada flor, pode se tornar um grão na próxima colheita.
O início do trabalho de colheita no campo deve acompanhar o ritmo da florada e começar um mês mais cedo, já em abril do ano que vem.

Paragominas, no PA, vira exemplo de desenvolvimento sustentável


Município esteve na lista dos que mais desmatavam a floresta Amazônica.
Ações de fiscalização, punição e manejo adequado foram responsáveis.

Do Globo Rural

Paragominas hoje é considerado um 'município verde'. O título exibido com orgulho contrasta com um passado recente de destruição.
Paragominas fica no nordeste do Pará e assim como outros tantos municípios do estado, cresceu no rastro da construção da rodovia Belém-Brasília, em meados do século passado.
A estrada trouxe o progresso, mas trouxe também uma história triste de desmatamento e ilegalidade.

"Não tem jeito de produzir boi em cima da floresta, então, nós desmatamos. Eu fui um deles, entramos em um processo de desmatar, usar e degradar e desmatar de novo, não soubemos o tempo de parar", diz o criador Mauro Lúcio Costa.
Pois em 2008 eles pararam. Na marra. O nome de Paragominas foi incluído pelo Ministério do Meio Ambiente na lista negra dos municípios que mais desmatavam a Floresta Amazônica.
Depois da lista foi como se Paragominas tivesse ficado com o nome sujo na praça. Os produtores e as empresas locais passaram a sofrer todo tipo de restrição, inclusive de crédito. A imagem comercial dos produtos foi duramente atingida.
Junto com a lista veio a operação "Arco de Fogo", do Ibama e da Polícia Federal, que multou e embargou diversas propriedades, fiscalizou e fechou serrarias. A economia do município entrou em colapso, quase dois mil postos de trabalho foram extintos.
Na época, Paragominas desmatava cerca de 30 mil hectares por ano. Diversos setores da sociedade se reuniram e firmaram um pacto pelo desmatamento zero.
O Imazon, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, mapeou todo o território de Paragominas e com a ajuda das imagens de satélite, passou a monitorar mensalmente o desmatamento no município.
Paragominas conseguiu, assim, baixar suas taxas de desmatamento para menos de quatro mil hectares, alcançando um dos critérios exigidos para sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente.
Faltava atingir a segunda meta: inserir pelo menos 80% das propriedades do município no CAR, o "Cadastro Ambiental Rural". Para isso, contou com apoio da ong "The Nature Conservancy", a TNC.
Os esforços foram reconhecidos e, em março de 2012, Paragominas se tornou o primeiro município da Amazônia a sair da lista do desmatamento, mas logo começou a perceber que se quisesse se manter fora dela precisava mudar seu jeito de produzir. Nascia aí o "Pecuária Verde", um projeto do Sindicato Rural de Paragominas.
Para criar esse novo modelo de produção, um time de estrelas foi convocado: o agrônomo Moacyr Corsi, expert em manejo intensivo de pastagens, o professor Ricardo Ribeiro, biólogo, grande especialista em recuperação de áreas degradadas, e Adriano Páscoa, zootecnista, doutor em bem-estar animal.
O dinheiro vem de empresas privadas, o projeto deve durar cinco anos. Nesse período, o trabalho vai se concentrar em seis fazendas, que depois vão servir de exemplo para outras.


A equipe do professor Ricardo não faz só o produtor gastar dinheiro, há planos para ganhar também. Dentro do programa de adequação ambiental e agrícola nas propriedades, uma das grandes novidades é o que eles estão chamando de enriquecimento da reserva legal.
Áreas que antes eram consideradas intocáveis, hoje estão recebendo mudas de espécies nativas que podem ser exploradas no futuro.
As fazendas que participam do projeto piloto recebem toda a orientação para o plantio das espécies comerciais dentro da reserva legal. Um detalhe importante é que em áreas de floresta virgem, intocada, não se mexe. Só as reservas que já sofreram algum tipo de manejo no passado, as chamadas florestas secundárias, são enriquecidas.
Por um lado, o produtor de Paragominas perde dinheiro e área com o reflorestamento, por outro, é incentivado a adotar tecnologias para melhorar o rendimento das pastagens e com isso ganhar mais em um espaço menor.
Os criadores de Paragominas sabem que ainda têm muito o que fazer, regularizar áreas, recuperar crédito, capacitar outros produtores, mas sabem que com todo esse trabalho encontraram finalmente um caminho certo.

Empresas se destacam produzindo laços especiais


Empresário produz fitas de juta e fatura R$ 600 mil por ano.
‘Lações’ também geram lucro para empresário em São Paulo.

Do PEGN TV

Para driblar a concorrência com importados, empresários investem em novidades para decorar os produtos. Há laços gigantes para embalar grandes presentes, como um carro, por exemplo, e também fitas de juta, uma fibra natural – a mesma usada nas sacas que embalam café.
Apesar de rústico, o material encanta pela beleza. O produto caiu no gosto dos decoradores e hoje é usado para os mais variados fins: enfeites de cestas, arranjos de flores e embalagens para presentes.
O empresário Marcos Garabetti trabalha com juta há 15 anos. Os rolos com os fios de juta chegam do Pará e nos teares são transformados em material para decoração.
“Tem uma boa aceitação. Não tem praticamente concorrência do importado e é um produto com bastante valor agregado”, conta Marcos.
A empresa de Garabetti fabrica seis modelos de fitas com 4 larguras diferentes, que variam entre um e 8 centímetros. Cada rolinho como este tem 10 metros de fita. Por mês são produzidos cerca de 15 mil. O material pode ser na cor natural ou colorido.
“O processo é todo artesanal”, conta o empresário. “Existe cuidado pra não ter acumulo de tinta, não ficar manchado em alguns lugares e também no processo, na hora de fazer a tinta pra esse produto (...). Consigo combinar em torno de 57 a 60 cores diferentes”.
Recentemente, ele percebeu que da fita poderia oferecer um novo produto: os laços já prontos, cerca de 500 caixinhas por mês. Cada uma delas tem 3 laços coloridos e custa por volta de R$ 9. A empresa fatura R$ 600 mil por ano vendendo laços e fitas para lojas de todo país.
Loja
No centro São Paulo, os produtos lotam as prateleiras de uma loja. São vários tipos de fita de juta: larga, estreita, colorida, com brilho e de cor natural.
“E o consumidor da juta não está preocupado com o preço. Ele está preocupado com o produto que ele compra independente do valor. E sem contar que é um produto ecológico, então a questão da sustentabilidade é muito importante agora”, diz a lojista Aline Dantas.
Para a empresária, o produto incrementa não só a decoração, mas também o faturamento da empresa: “principalmente na época de Natal, um incremento de 20% nas vendas da fita de juta”, conta.
Em outra empresa, os laços são de materiais diferentes, mas o tamanho é regra. O empresário Henry Yamada é especialista em “lações”. O negócio começou bem antes, na Austrália, onde o empresário morou por muitos anos. Há um ano, ele montou um atelier em São Paulo só para isso.
“Com a proximidade do Natal resolvemos tentar os laços. Muita gente fazia muitas coisas, carros alegóricos, coisas assim, inclusive laços, mas ninguém fazia só laço”, conta.
Os laços são feitos em veludo, cetim e plástico. São quatro modelos diferentes, com tamanhos que chegam a quatro metros. A empresa tem quatro funcionárias, que recebem os modelos já prontos e costuram o tecido.
“[Os clientes] querem os laços que eles geralmente veem em concessionária. Agora, a gente tem um outro tipo de cliente, que são as agências de publicidade, que fazem as campanhas, eles fazem os projetos e a gente produz”, diz Yamada.
Os preços variam entre R$ 200 e R$ 950. Yamada espera fechar este ano com um faturamento de R$ 500 mil e já pensa em exportar o produto.

Pequena empresa oferece produtos e serviços para tratar lixo orgânico


Empresário vende composteiras e elabora projetos de destinação de lixo.
Com investimento de R$ 20 mil, ele vende 30 peças por mês, a R$ 145.

Do PEGN TV

Em Campinas, interior de São Paulo, uma pequena empresa oferece produtos e serviços para tratamento correto do lixo orgânico, que ajudam reduzir o impacto ambiental de forma simples como a composteira.
O produto, que recicla os resíduos de casa, tem um mercado promissor em um momento de aumento de consciência ambiental e em que 22 milhões de toneladas de alimentos vão para o lixo todos os anos. Com o tempo, esse resíduo contamina solo e rios, gera gás metano que agrava o efeito estufa e atrai ratos e insetos, transmissores de doenças.
Os aterros sanitários são uma alternativa de tratamento do lixo, mas não resolvem o problema, por isso o melhor é diminuir o lixo, o que se pode fazer com a composteira. Com 60 centímetros de comprimento e 40 centímetros de largura, ela é ideal para apartamentos.
“As composteiras foram desenvolvidas com intenção de uso em zonas urbanas, onde é difícil você destinar o seu lixo orgânico para outra opção que não seja o aterro sanitário”, diz José Mendonça Furtado, empresário. Com ela, moradores de apartamentos e outros locais pequenos ganham a possibilidade de colaborar com o meio ambiente.
A composteira é montada em uma caixa de plástico, que ganha furos embaixo, dos lados e em cima. Dentro, vai papelão picado e umedecido e, em seguida, minhocas. Depois disso, já se pode começar a despejar o lixo orgânico como restos de frutas, legumes, casca de ovo, papel, borra de café coado. No final, é preciso cobrir com papel picado.
Os resíduos viram o húmus, que é um adubo riquíssimo e pode até gerar outro negócio já que é usado, por exemplo, no cultivo de hortaliças e temperos. Para usar o húmus, basta retirá-lo da caixa de minhocas e colocar nos vasos.
“A duração é ilimitada. As minhocas vão se procriando também e eventualmente essa caixa pode ser dividida para ser usada em outra família ou com mais volume de resíduos”, diz Furtado, que investiu R$ 20 mil no negócio. O dinheiro foi usado em testes e no estoque de composteiras e hoje são vendidas 30 unidades por mês, cada uma a R$ 145.
Além da composteira doméstica, o empresário desenvolve projetos para a destinação correta do lixo, de acordo a origem e com o volume gerado. “Os projetos nossos destinados a empresas são para tratamento de poda e grama e também para os alimentos processados, arroz, feijão, carnes e essa destinação é feita no local, evitando o transporte para aterros sanitários”, explica.
O processo natural de decomposição de materiais orgânicos também pode ser explorado em aula de ciências por meio da composteira doméstica, que se torna um instrumento a mais para ensinar a lição.
Além de entender o processo, os estudantes podem recolher húmus e utilizar na horta da escola. “Hoje estamos plantando erva cidreira, salsinha, cebolinha. Agora vamos plantar pimentas e também os feijões”, diz a coordenadora de escola Marcia Regina Correa.
“A composteira é onde as minhoquinhas moram. Não pode ter arroz e feijão, só pode ser restos de frutas. Deixa guardada para por na composteira, para as minhoquinhas”, diz Alicia, de 6 anos.
A aposta do empresário José Mendonça em um meio ambiente mais saudável, também rende negócios. “A preocupação é enorme com o meio ambiente, com a sustentabilidade, e esse tipo de produto vem possibilitar que as pessoas simplesmente possam colaborar com todo esse movimento social”, diz o empresário.

Rede de franquias ganha mercado apostando em inovação


Irmãos abriram rede de franquias de bijuterias e bolsas.
Lojas investem em mídias eletrônicas.

Do PEGN TV

A vaidade feminina movimenta milhões de reais por ano no Brasil. Um mercado que não para de crescer e atrair investidores, como os empresários Rodrigo Stocco e Katia Stocco. Há um ano, os irmãos abriram uma rede de franquias de bijuterias e bolsas.
“A gente foi um dos pioneiros a compartilhar moda nas redes sociais e ai se tornou uma rede de franquias, com a proposta de traduzir moda em seus acessórios”, conta Rodrigo.
São anéis, pulseiras, brincos, colares e bolsas de fabricação própria. A loja oferece mais de dois mil modelos de bijuterias. Hoje, a rede tem cinco unidades abertas e a previsão para 2013 é ter 30 unidades...
Para chegar ao modelo ideal de negócio foram 6 meses de pesquisas e um investimento alto, de R$ 2 milhões.
“Uma preocupação da franquia é oferecer sempre novidades”. A cada quinze dias uma coleção é lançada. É Kátia quem cria modelos.
“Eu faço viagens internacionais em busca do que esta acontecendo no mundo da moda no exterior. De lá a gente capta as principais tendências de moda e traz pro Brasil, adaptando sempre pro nosso publico que é sempre importante fazer uma moda usual”, conta a empresária.
Depois que os desenhos estão prontos, os pedidos seguem para fábricas terceirizadas, onde são produzidos os acessórios e as bolsas.
A rede oferece dois modelos de negócio: loja e quiosque. Para ser um franqueado, o investimento varia entre R$ 130 mil e R$ 280 mil. Os valores incluem taxa de franquia, instalação, estoque inicial de produtos e todo suporte de operação e gestão. A rede tem duas lojas próprias em Campo Grande, Mato Grosso do Sul e mais três franquias na capital paulista.
Franqueado
Nilson Brito é um dos franqueados da rede de acessórios. A loja, em um shopping, no bairro da Mooca, em São Paulo, tem 47 metros quadrados. O investimento para montar a franquia foi de R$ 280 mil.
“Eu e minha esposa procurávamos uma franquia um negócio diferente, inovador, aqui em São Paulo. E pesquisando encontramos essa franquia”, conta Nilson.
Para atrair o público jovem e antenado com o mundo da moda, a franquia investe nas mídias eletrônicas. Na loja, as clientes têm acesso às redes sociais e podem até publicar fotos enquanto provam as bijuterias.
“As amigas já olham já dão uma curtida até compartilha se gostar”, diz a cliente Iris de Moraes.
A gerente da loja garante que tudo isso dá resultado nas vendas. “Mulher é consumista né? Todas! Então, ela entra “preciso só de um presentinho” ela leva bolsa, acessório, brinco, colar pra ela e esquece do presentinho. E a gente que lembra: e o presentinho? “Ah é verdade preciso comprar o presentinho ainda”, diz a gerente Fernanda Afonso.
Para o fraqueado Nilson Brito, o investimento deu certo. Com um ano de operações ele fatura o previsto pela rede: R$80 mil por mês.
“A loja esta equilibrada dando um lucro em linha com o que nos pensávamos no inicio e a tendência é crescer mais”, diz.
Bom para o franqueado, melhor ainda para a rede. O empresário Rodrigo Stocco está otimista e projeta um bom crescimento até o fim do ano. “Fecha 2012 com dez lojas abertas e vinte contratos assinados de franquia”, diz.

Garapa engarrafada chega a bares e restaurantes


Empresário desenvolveu produto com ajuda do Sebrae.
Previsão é faturar R$ 500 mil já no próximo ano.

Do PEGN TV

A tradicional garapa, ou caldo de cana, já pode ser levada para casa engarrafada. O produto foi lançado por um empresário em Alumínio, no interior de São Paulo. Rafael Luques teve a ideia e fez pesquisas até no exterior.
“O que nós encontramos lá fora foi um produto com 10% ou 15% de suco natural e restante com mistura de água, conservantes, saborizantes.O nosso produto não. É completamente 100% natural e sem nenhum tipo de conservante. É o puro caldo de cana que sai do garapeiro numa garrafinha pra sua casa”, conta Luques.
O empresário investiu R$ 100 mil desde os primeiros testes em laboratório, até a aprovação final do produto. Para abrir o negócio, ele recorreu ao Sebrae, onde recebeu consultoria jurídica e orientações sobre o planejamento da fábrica e gestão da empresa.
“Ele acabou passando por uma consultoria jurídica, para que a gente pudesse ajudá-lo na questão do registro de produto e estabelecimento. Nesse momento entrou a consultoria de agronegócio, por se tratar de um registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, conta Luiz Petreca, do Sebrae de Sorocaba/SP
A cana é lavada com água e cloro. Depois, vai para a moagem, onde o líquido é extraído do modo tradicional. A pequena máquina produz até 400 litros do caldo por hora. Sustentabilidade é a palavra chave na indústria: o bagaço abastece a caldeira que aquece a água da fábrica.
O maior desafio foi aumentar a durabilidade do produto. O processo de produção foi desenvolvido em um ano com ajuda do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) Rafael não revela o segredo. A fabricação do suco começa pelo controle do teor de açúcar.
O caldo da cana é processado e colocado em garrafas de vidro de 300 ml. As embalagens passam pelo processo de pasteurização, onde o produto é aquecido para eliminar microorganismos e resfriado logo em seguida.
O lote passa por um rigoroso controle de qualidade: nenhum resíduo da cana é permitido. Hoje, a fábrica produz 100 mil garrafas por mês, mas tem capacidade para até 1 milhão.
“Atualmente, a gente está faturando aí em torno de R$ 100, R$ 150 mil por mês. A expectativa aí é a gente faturar, já para o ano que vem, R$ 500 mil”, diz Rafael.
Depois que as embalagens são conferidas uma a uma, as garrafas irão receber os rótulos e depois o caldo de cana estará pronto para ser vendido. E o fabricante afirma que o produto pode ser consumido em até 6 meses sem qualquer refrigeração.
Para consolidar o negócio, o objetivo da empresa é melhorar o gerenciamento e buscar novos mercados. “Ele vai ser inserido, a partir de janeiro, em um programa de gestão da qualidade, no qual a gente vai acompanhar todo o processo de qualidade de gestão, qualidade de processo e produto, e a qualidade de relacionamento com o cliente já visando o mercado”, diz Petreca, do Sebrae.
Na pastelaria
O suco de cana 100% natural é vendido na pastelaria de Maurício Télo, em Sorocaba. A combinação do caldo de cana com o pastel é perfeita. Ele diz que a garapa de garrafa traz mais praticidade ao negócio. Na pastelaria, a garrafinha custa R$ 3,90.
“Eu tinha uma máquina de caldo de cana na pastelaria que demandava um funcionário só para moer a cana, e a gente tinha que ter um reservatório especial, refrigerado pra guardar as canas que a gente já comprava beneficiada. Era um trabalho que no final não valia a pena, não compensava porque o caldo de cana engarrafado é o mesmo sabor, só que mais prático”, diz Télo.

Tufão 'Jelawat' leva chuva forte e tempestade elétrica ao Japão


Japão se prepara para chegada de tormenta.
15 províncias do centro e sudoeste estão em alerta vermelho.

Da EFE

Grandes ondas chegam à província de Wakayama, no centro do Japão. (Foto: Kyodo News / via AP Photo)Grandes ondas chegam à província de Wakayama, no centro do Japão. (Foto: Kyodo News / via AP Photo)
O poderoso tufão "Jelawat", o 17º da temporada, ameaça tocar terra na ilha de Honshu, a maior do Japão, nas próximas horas, informou neste domingo (30) a Agência Meteorológica do país.
Às 12h (horário local, 0h de Brasília), Jelawat estava a cerca de 125 km ao sudoeste do Cabo Shiono, no sul da província de Wakayama, região onde se espera que ele toque terra.
A Agência Meteorológica previu que Jelawat atravessará depois a região de Tokai, e mais tarde a de Kanto, onde fica Tóquio.
Ventos do tufão ‘Jelawat’ já andam derrubando árvores e provocando estragos em Okinawa. (Foto: Kyodo News / via AP Photo)Ventos do tufão ‘Jelawat’ já andam derrubando árvores e provocando estragos em Okinawa. (Foto: Kyodo News / via AP Photo)
O Jelawat deixou 50 feridos e causou blecautes em sua passagem no sábado (29) pelas ilhas de Okinawa, as mais ao sul do arquipélago japonês.
A agência advertiu sobre fortes chuvas, tempestades elétricas e fortes marés em boa parte do país, e previu um volume de precipitações de até 500 milímetros na região de Tokai e de 400 milímetros em Kanto durante entre este domingo e a manhã da segunda-feira (1º).
A Agência Meteorológica do Japão ativou o alerta vermelho em 15 províncias do centro e sudoeste do país, e o alerta amarelo em quase todas as regiões restantes do arquipélago.
As principais empresas aéreas japonesas informaram de atrasos e do cancelamento de alguns voos nos aeroportos de Narita e Haneda (Tóquio), de Itami e Kansai (ambos em Osaka), no de Nagoia (centro), no de Kobe (centro), nos de Tokushima, Kochi e Matsuyama (sul), e no de Miyazaki (sudoeste).

sábado, 29 de setembro de 2012

Festival católico reúne jovens em prol da cultura na Quinta da Boa Vista


Festival Halleluya é gratuito e ocorrerá na Quinta da Boa Vista, Zona Norte.
Evento terá shows, apresentações de dança e teatro, workshops e cursos.

Do G1 Rio

Uma festa que mistura arte, cultura, música, entretenimento e oração para juventude chega ao Rio neste fim de semana. O Festival Halleluya, que acontece neste sábado (29) e no domingo (30), na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio, é um dos eventos preparatórios para a Jornada Mundial da Juventude, que estará presente na cidade em 2013. O Halleluya é um evento gratuito que nasceu em 1997, em Fortaleza. Atualmente é realizado em diversas capitais do Brasil e em países como Israel, França, Inglaterra, Itália.
Essa será a segunda edição do evento no Rio de Janeiro, que é organizado pela Comunidade Católica Shalom em conjunto com a Arquidiocese da cidade. Na programação estão previstos shows musicais, apresentações artísticas de dança e teatro, workshops e cursos. Os workshops acontecerão todos no domingo, por volta das 13h30, e as ações sociais acontecem simultaneamente a programação do palco, das13h até às 17h30.
Em parceria com a Ação de Amor do Cristo Redentor, serão oferecidos à comunidade diversos serviços voltados para os cuidados gerais com a saúde e estímulos ao bem-estar. Os interessados devem ir até a "Tenda da Misericórdia", um espaço montado próximo à capela. A tenda vai promover atitudes como a prática de atividade física; alertar sobre os riscos do tabagismo, álcool e drogas; esclarecer questões de nutrição e saúde bucal, além de oferecer testes vocacionais e cadastros de emprego. As atividades terão início sempre nos intervalos dos shows, com duração de 20 minutos.
Arcebispo do Rio presidirá missa no Festival
Dentre as atividades religiosas, serão celebradas missas nos dois dias do evento. Na capela, haverá missa e louvor a partir das 13h45 de sábado (29). No domingo (30), o Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, presidirá uma missa no palco, às 15h. Para complementar a programação católica, a “Tenda da Misericórdia” servirá também de refúgio para que os jovens possam fazer confissões e orações e receber aconselhamentos.
Os shows devem acontecer no palco, a partir das 15h até às 23h, nos dois dias de evento. Estão confirmadas as presenças dos cantores católicos Dunga, Padre Omar, Marcio Pacheco, Suely Façanha, Adriana, Bruno Camurati, Olívia Ferreira, Cosme e Davidson Silva, e das bandas Sambandorando, Missionário Shalom e Alto Louvor e outros. Serão realizadas também apresentações do ballet de Santa Teresa e do espetáculo “Canto das Írias”, além do grupo finalista do Festival de Dança Halleluya.
A banda baiana Alto Louvor vai se apresentar no sábado (29) (Foto: Divulgação / Shalom RJ)A banda baiana Alto Louvor vai se apresentar no
sábado (29) (Foto: Divulgação / Shalom RJ)
Itamar Santos é o vocalista da banda Alto Louvor, que mistura elementos do pagode e da música baiana em letras de conteúdo católico. Ele espera levar essa miscelânea regional para o público carioca, por volta das 20h30, no sábado (29). “A gente quer levar a musicalidade baiana com todos seus acentos percussivos para o Rio” disse.

Brincadeira com laser preocupa pilotos no aeroporto do Recife


O uso das canetas é perigoso e pode causar acidentes aéreos
Qualquer atitude que interfira no tráfego aéreo pode dar cadeia.

Do G1 PE
 Uma brincadeira perigosa está preocupando os pilotos de avião e de helicóptero no Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, no Recife. O uso de canetas de raio laser virou rotina nas áreas próximas do terminal aéreo e pode causar acidentes aéreos.

O piloto Wágner Monteiro, com mais de 8 mil horas de voo, passou por alguns sufocos provocados pelo raio laser. "É uma situação desconfortável. Tira a atenção na hora do pouso, que é uma hora critica. [O laser também] Bate no vidro da aeronave, reflete e ofusca a cabine", disse.
Em agosto, uma reportagem da TV Asa Branca mostrou que o laser também está sendo usado em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os fortes raios confundem a visão de quem está no comando da aeronave.

CrimeO uso do laser dessa forma pode parecer brincadeira, mas é crime. Qualquer atitude que interfira no tráfego aéreo pode dar cadeia. A pena é de dois a cinco anos de prisão. A aeronáutica está de olho em quem anda cometendo esse tipo de irregularidade.

"Apesar de ter pena prevista no Código Penal, artigo 261, acreditamos que o melhor procedimento agora é fazer uma campanha educativa. Elaboramos cartazes e estamos distribuindo nos bairros do Recife para conscientizar as pessoas", explicou o coronel Guilherme Ruy, comandante do Cindacta 3.

Polícia Federal no RS suspende greve durante o período eleitoral


Categoria cumpre decisão do STJ e retoma 100% do efetivo para eleições.
Sindicato no estado promete retomar a paralisação após o 1º turno.

Gabriel Cardoso Do G1 RS

Polícia Federal promete retomar paralisação após o período eleitoral (Foto: Divulgação/SinpefRS)Polícia Federal promete retomar paralisação após o
período eleitoral (Foto: Divulgação/SinpefRS)
Está temporariamente suspensa a greve dos agentes da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. A categoria atendeu à determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que 100% do efetivo esteja disponível durante o período eleitoral. Porém, o sindicato da categoria promete retomar a paralisação após o fim do 1º turno das eleições, no dia 7 de outubro.
“É um limitador da greve, mas ela não foi finalizada. Não vamos deixar de cumprir (a determinação do STJ), mas vamos tentar levar o movimento até que o governo abra uma negociação”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Paulo Paes.
O Sinpef já entrou com recurso no STJ pedindo a reversão da decisão que determina um número mínimo de agentes trabalhando durante a greve. Após o primeiro turno, a exigência é que 70% dos policiais sigam atuando.
A paralisação dos policiais federais iniciou em 7 de agosto. Antes da decisão, estavam suspensos os serviços de atendimento ao público, como emissão de passaportes e de porte de arma, atendimento a estrangeiros e fiscalização de empresas de vigilância, entre outros. A categoria manteve apenas os plantões, as ocorrências em flagrante e custódia de presos.
Mobilizados em nível nacional, os servidores da PF reivindicam um plano de reestruturação da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas. O salário inicial dos três cargos é R$ 7,5 mil, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados, cujo vencimento inicial é R$ 13,4 mil.
No Rio Grande do Sul, a categoria também pleiteia melhores condições de trabalho, principalmente com a contratação de novos funcionários. Atualmente, há 700 policiais federais no estado, para uma demanda de trabalho que exigiria pelo menos 1,5 mil, afirma o Sinpef-RS.