BLOG ORLANDO TAMBOSI
A Ucrânia quer expulsar os russos de todos os seus territórios e não esquece a Crimeia, ocupada desde 2014. Mas que caminhos podem conduzir as tropas ucranianas à vitória? Reportagem de Adriana Alves para o Observador:
“Não
podemos imaginar a Ucrânia sem a Crimeia.” As palavras do Presidente
ucraniano durante uma viagem à região de Odessa, esta semana, evocam um
sentimento de déjà vu. “Tudo começou com a Crimeia, tudo vai acabar com a
Crimeia”, já sentenciava Volodymyr Zelensky em agosto do ano passado,
durante a segunda cimeira sobre a libertação da península, para vários
meses mais tarde acrescentar: “Onde o caminho do mal começou, aí nos
espera a vitória.”
A
liderança ucraniana não faz segredo do seu desejo de regressar às
fronteiras de 1991 e recuperar o controlo da península anexada pela
Rússia há nove anos. O trajeto para lá chegar é marcado por um sistema
de trincheiras e campos minados que não deixa espaço para dúvidas sobre a
intenção russa de se manter o poder sobre um território que considera
ser “terra sagrada”.
Em
plena guerra na Ucrânia, as autoridades russas proclamam que já
arrancou na Crimeia a temporada de turismo — uma das suas principais
fontes de rendimento — e admite-se mesmo uma passagem por este
território para os turistas chegarem a outras zonas sob ocupação.
Enquanto os guias turísticos garantem que aquele é “o lugar mais seguro do país”,
cresce a especulação de que, com a promessa de que a contraofensiva
ucraniana vai aquecer, Kiev poderá tentar retomar o controlo da
península. As recentes declarações de Zelensky parecem ser mais uma
prova disso.”Enquanto a Crimeia estiver sob ocupação russa, significa
apenas uma coisa: a guerra ainda não acabou”, sublinhou esta semana numa
entrevista exclusiva à CNN.
Uma
parte significativa da população ucraniana dá sinais de apoiar o
Presidente ucraniano no desejo de recuperar a península. Uma sondagem
realizada pelo Instituto Internacional de Sociologia em Kiev, publicado
em março deste ano, aponta que 64% dos ucranianos querem que a Ucrânia
tente retomar todo o seu território, incluindo a Crimeia, “mesmo com o
risco de uma diminuição do apoio do Ocidente e de uma guerra
prolongada”.
Mas
que caminhos podem as forças ucranianas tomar para recuperar este
território? Especialistas ouvidos pelo Observador apontam um trajeto
difícil que pode depender em muito da evolução dos combates no restante
território e da própria situação política na Rússia, marcada
particularmente nas últimas semanas por um clima de instabilidade.
1 Por terra ou por mar, num ataque direto ou através de pressão: como pode a Ucrânia recuperar a Crimeia?
A
liderança ucraniana deixou claro que recuperar a Crimeia é imperativo.
Problema: a própria geografia da península, anexada ilegalmente em 2014,
favorece a Rússia. Em teoria, Kiev tem ao seu dispor três opções para
tentar recuperar de forma direta o controlo da Crimeia: por terra, mar
ou ar. Para avançar por terra a partir do norte, o terreno é o principal
obstáculo. “É o que se chama channeling terrain e significa que não é
possível atacar uma área extensa de território e escolher uma direção”,
diz ao Observador Johan Norberg, especialista em assuntos militares
russos e analista militar na Agência de Investigação em Defesa da
Suécia.

A península da Crimeia está sob ocupação russa desde 2014
De
facto, existem apenas duas estradas principais que ligam o território
continental ucraniano, através da região de Kherson, à península sob
ocupação: a E105, junto ao Istmo de Perekop; e a E97, cujo acesso se faz
pelo estreito de Chonhar. Na prática, isso significa, à partida, que é
“muito fácil” para os russos defender essa zona, aponta Johan Norberg. O
especialista em assuntos militares, que é também associado do think
tank Foreign Policy Research Institute, lembra, porém, que há uma série
de outros fatores a ter em conta — desde o número de forças que a Rússia
tem disponíveis até às ações prioritárias que no momento estiverem a
decorrer no cenário de guerra.
Um
avanço por terra não é a única hipótese de ataque da Ucrânia, mas as
alternativas não trazem uma perspetiva mais otimista. Lançar uma
operação por mar e desembarcar as tropas na península poderia ser uma
opção, ainda que muito exigente — implica meios a que a Ucrânia pode não
ter acesso. Isto porque, além de a Crimeia estar fortemente
fortificada, a Rússia tem a sua frota em prontidão no Mar Negro.
Um
ataque direto à frota russa não seria fácil. Como admitiu esta
quarta-feira Oleksiy Hromov, vice-responsável das Forças Armadas
ucranianas, estão em falta capacidades militares necessárias para
conduzir um ataque eficaz. Em entrevista
à agência ucraniana Ukrinform, o general explicou que Kiev precisaria
de mísseis de alta precisão e longo alcance, nomeadamente os mísseis
balísticos ATACMS, e mesmo caças de quarta geração como os F-16 — um pedido ucraniano ao Ocidente que não tem nada de novo.
Excluída
uma operação marítima, resta em cima da mesa a via aérea. As forças
ucranianas parecem já ter testado alguns ataques limitados, nunca
reivindicados, para fragilizar os meios russos na Crimeia, mas nunca uma
operação aérea em larga escala. Para isso, precisa de armas de maior
alcance, que para já os aliados não estão dispostos a fornecer. Desde o
início da guerra já foram registados ataques com drones a várias bases
russas na península, que Moscovo tem atribuído na sua maioria às tropas
ucranianas.
Na
defesa desta região as forças russas têm a seu favor uma capacidade
área razoável, refere Johan Norberg, lembrando que a protegem com
recurso a mísseis de defesa área e aeronaves. Independentemente da rota
usada, o analista militar defende que tomar a Crimeia “não será uma
tarefa fácil”.
Na
verdade, um ataque frontal pode não ser do interesse da Ucrânia no
esforço para recuperar a Crimeia. Dmitry Gorenburg, do instituto
norte-americano de pesquisa Center for Naval Analyses, considera que a
melhor aposta dos ucranianos é uma abordagem que passa, primeiro, por
recuperar o controlo de importantes áreas sob ocupação no território
continental ucraniano, seja em Zaporíjia, Kherson ou Donetsk, e tentar
cortar os acessos russos de abastecimento à península. Aconselha, por
isso, a que os olhares se voltem para zonas como Melitopol ou a cidade
portuária de Berdiansk, no oblast de Zaporíjia, ou mesmo para Mariupol,
cidade em Donetsk ocupada pelos russos desde maio do ano passado.
“Em
vez de atacar diretamente a Crimeia, seja num cenário de invasão
terrestre ou naval, o objetivo seria bloquear a capacidade russa de
abastecer a península. Isso iria tornar muito mais difícil controlá-la”,
aponta o especialista em assuntos militares russos. Um cenário que pode
passar por cortar a chamada ponte terrestre que segue da Rússia pelos
territórios sob ocupação no Donbass até à Crimeia. Este parece ser
precisamente um dos principais esforços da contraofensiva ucraniana, que
arrancou há menos de um mês.
2 Cortar a ponte terrestre e isolar a Crimeia
Enquanto
a contraofensiva ucraniana toma forma — ainda não foram investidas as
principais forças nessa fase do conflito —, a Ucrânia vai explorando os
seus potenciais alvos em busca das fraquezas no terreno. Muitos
analistas preveem um esforço no sul do país para cortar a ponte
terrestre, movimento que pode ser decisivo para dividir as forças russas
e deixar a Crimeia numa posição vulnerável. Um dos principais — e mais
prováveis — pontos de ataque centra-se no setor de Zaporíjia, em direção
a Melitopol, ou possivelmente Berdiansk, para tornar insustentável a
continuação da longa ocupação da península.
Nessa
tentativa, um eixo tem-se assumido como importante, ainda que
desafiante, ao longo das últimas semanas: de Orikhiv e Mala Tokmachka ao
longo da linha que conduz até Tokmak, cidade onde existe uma junção de
ferrovias e que é um importante centro logístico para as forças de
Moscovo. Se os militares ucranianos conseguirem romper as defesas russas
em torno de Tokmak, podem vir a conseguir seguir caminho até Melitopol.
Libertar a cidade perto do Mar Azov, sob ocupação desde março do ano
passado, iria permitir cortar as rotas de abastecimento terrestre para a
Crimeia. Com isso, Kiev ficaria um passo mais perto de isolar a
península, no objetivo de conseguir, eventualmente, expulsar as forças
de ocupação.

Libertar Melitopol, cidade sob ocupação desde março de 2022, iria permitir cortar as rotas de abastecimento terrestre à Crimeia
Para
Dmitry Gorenburg restam poucas dúvidas de que um dos principais
objetivos ucranianos, neste momento, é cortar o acesso à ponte
terrestre, mas as certezas são menores no que diz respeito ao tempo que
seria preciso para o alcançar. “Não acho que seja necessariamente
garantido que consiga atingir isso este verão ou outono, mas a longo
prazo essa é a estratégia”, explica.
As
opiniões variam e alguns analistas creem que, com os equipamentos
certos, os ucranianos poderão cortar a ponte terrestre em menos tempo.
“Com stocks adicionais de artilharia e mísseis de longo alcance, e
também com mais veículos de combate e caças, Kiev teria uma boa hipótese
de fazer um avanço este ano”, antecipa John E. Herbst, diretor do
departamento da Eurásia no centro de pesquisa norte-americano Atlantic
Council. Num artigo de opinião publicado no jornal Washington Post,
Herbst considera mesmo que a chave para pôr fim à guerra na Ucrânia é
ameaçar de forma direta o controlo russo da Crimeia. “Representa o ponto
máximo de vantagem. É exatamente onde a Ucrânia tem de conseguir ganhos
no campo de batalha para levar a guerra a uma conclusão bem sucedida”,
escreve.
Herbst,
que trabalhou 31 anos no Departamento de Estado norte-americano e foi
embaixador na Ucrânia entre 2003 e 2006, refere que um avanço das forças
de Kiev que coloque a Crimeia ao alcance da artilharia ucraniana iria
criar um “problema logístico enorme e caro” para o Presidente russo. “A
sua administração civil e militar na Crimeia seria particularmente
ameaçada se a Ucrânia fosse capaz de destruir, ou pelo menos manter
debaixo de fogo, a ponte sobre o estreito de Kerch”. A ponte de Kerch,
que liga a Crimeia à Rússia, foi inaugurada em 2018 pelo Presidente
russo e tornou-se um dos principais símbolos da ocupação russa.
Atingi-la, sublinha Herbst, teria ramificações políticas em Moscovo e
aumentaria as fissuras já visíveis no regime de Vladimir Putin.
O
caminho para a Crimeia não está fechado, mas sem conhecer em detalhe os
pormenores sobre o campo de batalha, os planos de ataque russos e
ucranianos e o número de forças de que cada um dos lados do conflito
dispõe, é difícil prever a rota que Kiev poderia usar. Se as recentes
declarações do Presidente Zelensky em Odessa poderiam sinalizar um
eventual avanço a partir dessa região, a verdade é que esse cenário não
parece provável. Ao Observador, Johan Norberg refere as forças
ucranianas teriam de cruzar o rio Dnipro, enfrentando na outra margem as
defesas russas, ou avançar por mar ou ar sobre a península. Todas estas
operações são, no entanto, “difíceis e vulneráveis”. “A direção de
Odessa seria um empreendimento difícil, quanto maior a força, maiores os
problemas”, argumenta o analista militar na Agência de Investigação em
Defesa da Suécia.
“Tudo
isto torna a alternativa de Odessa menos provável. Na guerra, porém,
uma jogada improvável e surpreendente pode compensar. Neste caso
hipotético, essa avaliação cabe à liderança política e militar da
Ucrânia”, sublinha. O especialista antecipa que o Estado-maior das
Forças Armadas da Ucrânia terá várias opções em cima da mesa para
recuperar a Crimeia, mas que o caminho vai depender muito do tempo, das
forças disponíveis, do terreno e daquela que calculam ser a resposta
russa.
Independentemente
da rota, a resposta de Moscovo prevê-se dura. O próprio ex-Presidente
russo Dmitry Medvedev chegou a ameaçar a Ucrânia com um ataque nuclear.
Na prática, a forma como a Rússia vai reagir dependerá em muito do rumo
da restante operação. Afinal, a Crimeia não é a única região sobre a
qual as tropas de Moscovo querem manter controlo. “É todo o caminho
desde a área de Lugansk até a Crimeia, o oblast de Kherson no lado leste
do rio Dnipro. E esses territórios são enormes”, acrescenta Johan
Norberg, sublinhando que militarmente é difícil separar a Crimeia da
restante operação.
3 Linhas de defesa russas refletem receios de perder a Crimeia
Sair
a bem ou a mal. Esta tem sido a narrativa repetida pela liderança
ucraniana aos russos que ocupam a Crimeia. “Para minimizar as baixas
militares ucranianas, minimizar as ameaças aos civis que vivem nos
territórios ocupados, bem como a destruição de infraestruturas civis, a
Ucrânia quer dar à Rússia uma escolha sobre como partir da Crimeia. Se
não concordarem com uma saída voluntária, a Ucrânia vai continuar a
libertar o seu território por meios militares”, avisou Tamila Tasheva,
representante permanente da Crimeia junto do Presidente ucraniano, em
declarações ao jornal Politico
no mês de abril. Se é verdade que até agora o Kremlin escolheu ignorar o
ultimato, certo é que as linhas de defesa construídas são prova da
intenção de manter a Crimeia — e do receio de perder aquele território.

Imagens
de satélite da Maxar mostram uma série de fortificações, incluindo
dentes de dragão e trincheiras em Yevpatoria, na Crimea
Imagens de satélite divulgadas pela Maxar Technologies, empresa norte-americana que há mais de um ano tem fotografado a Ucrânia a partir do espaço,
mostram que, atenta à retórica de Kiev, a Rússia fortificou as defesas
na Crimeia. Exemplo disso são as fortificações e dentes de dragão —
barreiras antitanque em forma de pirâmide — construídas no norte da
península. São visíveis
nomeadamente em Medvedivka e Maslove, duas localidades muito perto da
ponte de Chonhar, que liga a região de Kherson à Crimeia. O cenário
repete-se na zona ocidental da península, em áreas como Vitino e
Yevpatoria, na costa do Mar Negro, apesar de os analistas considerarem
improvável um ataque anfíbio.
O
Ministério de Defesa britânico também tem estado atento à evolução das
fortificações russas junto à Crimeia. Num dos habituais relatórios
sobre a guerra na Ucrânia, publicado a 21 de junho, davam conta de uma
extensa área de defesa com 9 quilómetros a norte da cidade de Armyansk,
na estreita ponte terrestre que liga a região de Kherson à Crimeia. Nas
imagens é possível ver duas linhas de trincheiras construídas pelas
tropas russas. “Estas defesas elaboradas destacam a avaliação do comando
russo de que as forças ucranianas são capazes de atingir diretamente a
Crimeia”, referem as autoridades britânicas no comunicado, acrescentando
que a Rússia continua a ver o controlo da península como uma prioridade
de topo.

“Os
russos preparam defesas para um longo período. Defesas bem preparadas
são muito difíceis de atacar e romper, é algo que requer muitos
recursos”, sublinha Johan Norberg. O analista aponta que o tamanho da
Crimeia e o facto de estar bem fortificada sugerem que será necessária
uma força considerável para a tomar e, sobretudo, para assegurar o seu
controlo.
Por
outro lado, a aposta russa em construir defesas na península também
traz algumas vantagens para a Ucrânia. “Quando a Rússia investe de forma
massiva nas fortificações na Crimeia e usa parte das suas forças para a
defender, desvia recursos do resto do esforço de guerra”, lembra
Stephen Sestanovich, do departamento de estudos da Euroásia no Council
on Foreign Relation. Num artigo
publicado no site do think tank, Sestanovich refere que a forma como a
Crimeia se encaixa nos próximos eventos da guerra dependerá da forma
como ucranianos e russos interpretam o cenário militar, político,
diplomático e até demográfico.
4 Para a Ucrânia, não há prazo para recuperar a Crimeia
A
liderança ucraniana não imagina um fim da guerra que não implique a
recuperação da Crimeia, apesar de não ser clara sobre quanto tempo
espera demorar a alcançar este objetivo. “Será difícil, há muito
incerteza, mas Kiev tem certamente hipóteses”, resume Dmitry Gorenburg,
analista do Center for Naval Analyses. O também especialista na área de
política russa no David Center, pertencente à Universidade de Harvard,
crê que é mais provável que isso aconteça através de uma combinação de
pressão e de alguma forma de negociação, não necessariamente através de
uma ação militar. Para isso, importa que a Ucrânia esteja numa boa
posição no campo de batalha.
No
sonho de recuperar a Crimeia, a instabilidade do regime de Vladimir
Putin também pode revelar-se uma peça fundamental. “Como vimos nas
últimas semanas, o regime político russo é bastante frágil. No contexto
de alguma instabilidade interna na Rússia, poderiam abrir-se uma
variedade de possibilidades”, sugere, evocando o recente motim
encabeçado por Yevgeny Prigozhin, líder do grupo paramilitar Wagner. É
por conta de dois fatores, a evolução dos combates e a situação política
na Rússia, que sustenta que prever um prazo não é fácil: “Poderia
acontecer no próximo ano ou demorar muito mais tempo.”
Nesse
sentido, o contínuo apoio dos aliados à Ucrânia é uma peça chave. No
início da invasão russa, a 24 de fevereiro do ano passado, recuperar a
Crimeia parecia um tema tabu para os parceiros de Kiev e chegou a ser
destacado pelo secretário de Estado norte-americano como uma “linha vermelha”
para Putin. Essa perspetiva parece ter vindo a mudar, ainda que
discretamente. Apesar de as autoridades ocidentais ainda não estarem a
fornecer todas as armas que os ucranianos pediram, vai deixando a porta
aberta para um avanço ucraniano em direção à península. “A Crimeia é a
Ucrânia”, sublinhou o Presidente norte-americano no aniversário da invasão russa.
Johan
Norberg assume-se mais cauteloso quanto às hipóteses de Kiev recuperar
controlo da Crimeia. “Não importa o que disser. Importa, sim, o que a
Rússia faz, uma vez que é ela a interagir com a Ucrânia. A Ucrânia pode,
sim, ter a capacidade de fazê-lo, mas precisa de tempo e de um apoio
contínuo“, sublinha. A impaciência crescente no Ocidente é precisamente
um ponto que destaca como preocupante numa guerra que se antecipa longa.
“Alguns
esqueceram-se de que esta guerra é a maior guerra que vimos na Europa
em 70 anos. Isso significa que nem as nossas forças nem as nossas
indústrias estavam preparadas para isto”, recorda. E deixa o aviso: o
Ocidente deve preparar-se para apoiar a Ucrânia durante muito tempo.
Postado há 3 weeks ago por Orlando Tambosi

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