
Na Segunda Guerra, todos lutaram ombro a ombro
Pedro do Coutto
Na edição de domingo da Folha de São Paulo, Paula Sperb destacou a presença de descendentes indígenas, tanto do Brasil quanto dos EUA, que lutaram contra o nazismo de Hitler, defendendo a liberdade e os direitos humanos profundamente atingidos pela tirania. A reportagem me leva a focalizar o repugnante tema do racismo nas batalhas dramáticas e heroicas que uniram as forças democráticas contra o III Reich.
A autora focalizou também a atuação da FEB nos campos da Itália, marcada principalmente pelas conquistas de Monte Castelo e Montese, vencidas após duras batalhas que se estenderam por vários dias, sobretudo porque Monte Castelo representava uma subida de 973 metros e Montese um pouco menos. Portanto, os alemães atiravam do alto e isso dificultou nosso avanço.
ITÁLIA OCUPADA – Houve também a batalha de Porreta di Termi que cortou o abastecimento a postos alemães. A Itália estava ocupada por forças alemães que tentavam defender o fascismo de Mussolini.
Quanto ao racismo, Flávia Oliveira, em seu espaço de sexta-feira em O Globo, tem marcado forte posição de liderança, estendida também a seu desempenho na Globonews.
Sobre a história da FEB, um dos pesquisadores da atuação brasileira é o jovem historiador Daniel Mata Roque, que estudou intensamente o tema e o transformou no livro importante em quaisquer circunstânciaas, inspirado no slogan da FEB, “A cobra vai fumar”.Daniel Mata Roque substituiu fumar por filmar, uma vez que o acervo da Associação dos Ex-Combatentes possui filmes eternizando a participação brasileira.
NO DIA D – Mas eu falei em racismo, abominável em qualquer circunstância e que foi ressaltado na invasão da Normandia pelas forças americanas, inglesas e canadenses. Era junho de 1944, quando desembarcaram 150 mil homens, comandados pelos generais Eisenhower e Montgomery.
As metralhadoras do marechal Rommel não escolhiam cor nem raça para abater. Os soldados avançaram ombro a ombro e tomaram a praia. Foi uma grande derrota para o lendário Rommel e para o nazismo.
Se negros, pardos, indígenas formaram ombro a ombro com brancos a um passo da morte, realmente nâo tinha e nâo tem o menor sentido que não possam sentar lado a lado nas escolas, universidades, praças e praias de seus países. A batalha da Normandia fica para sempre como eterno exemplo histórico.
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