Itabuna
completou uma semana sem transporte público, nesta quarta-feira (2),
após os rodoviários da empresa São Miguel, responsável pelo transporte
público do município, paralisarem as atividades. Entre as
reivindicações, está o pagamento do vale-refeição do mês de novembro que
ainda não receberam. Cerca de 50 mil pessoas que dependem do transporte
público na cidade estão prejudicadas. Segundo o vice-presidente do
Sindicato dos Rodoviários, a paralisação deve durar até que o pagamento
do auxílio seja feito. Atualmente, Itabuna tem uma frota de 30 ônibus.
No entanto, os passageiros tiveram que usar o transporte alternativo,
que foi autorizado pela prefeitura no mesmo dia em que os rodoviários
paralisaram as atividades. O transporte coletivo estava parado em
Itabuna desde o começo da pandemia da Covid-19, no mês de março.
Em agosto, um decreto da prefeitura determinou o retorno de 50% da
frota, mas as empresas não retornaram as atividades alegando que não
tinham recursos financeiros. Por causa da situação, a prefeitura da
cidade autorizou, na época, que o transporte municipal fosse feito por
motoristas do sistema escolar. No início deste mês, a empresa São Miguel
fez um acordo com o município, com a proposta de que 30 ônibus
circulassem diariamente. No entanto, a Agência de Regulação, Controle e
Fiscalização dos Serviços Públicos de Itabuna (Arsepi), se reuniu nesta
quinta e informou que, na verdade, a São Miguel circula com menos de 30
veículos. O acordo previa que a prefeitura ajudasse na receita da
empresa em até R$ 900 mil, mas, sem cumprir com o combinado, o
superintendente da Arsepi, Gilberto Santana, disse que não tem como
arcar com o valor. A Prefeitura de Itabuna afirmou que existem
irregularidades no número de ônibus fazendo o serviço. No início da
semana, a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito de Itabuna
anunciou um entendimento entre prefeitura e empresa, mas até o momento, o
acordo feito (que não foi divulgado), não foi colocado em prática. (TV
Santa Cruz)
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