Na
última terça-feira, em sua coluna no Globo, Luis Fernando Veríssimo
provou que merece o posto de humorista oficial da seita que tem em Lula
seu único deus. Confiram o penúltimo parágrafo: "Os vexames começaram
junto com o governo Bolsonaro, quando o presidente Bolsonaro comentou
que um de seus filhos poderia ser o embaixador brasileiro em Washington —
e ninguém reagiu".
O
que vem depois da vírgula informa que Veríssimo finge ignorar que houve
reação, sim, e reação de bom tamanho. Tanto assim que Bolsonaro
desistiu da ideia. Não houve vexame nenhum. Essa malandragem parece
peraltice de criança quando confrontada com as palavras que precedem a
vírgula.
Se
acha mesmo que "os vexames começaram junto com o governo Bolsonaro",
Veríssimo atravessou os 13 anos de governo do PT brincando de
cabra-cega. Não enxergou a ladroagem do Mensalão, as negociatas de
Lulinha — o Ronaldinho da informática —, a transformação do templo das
vestais no botequim preferido dos larápios companheiros, a roubalheira
do Petrolão, a política externa da canalhice, as bandalheiras devassadas
pela Lava Jato, as cretinices recitadas por Dilma Rousseff, as
pedaladas da inventora do dilmês, a temporada de Lula na gaiola e a
institucionalização da corrupção impune, fora o resto.
Para
Veríssimo, nada disso foi vergonhoso. Como os fins justificam os meios,
bandidagens e vigarices não têm nada de mais. Os vexames, portanto,
começaram em 2019. Haja sabujice.
BLG ORLANDO TAMBOSI

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