Coluna de Alexandre Garcia, publicada pela Gazeta:
O ano fechou com a inflação em 4,31%, ligeiramente acima da meta de
4,25%. Esse foi o resultado de algo bom, o aquecimento da economia,
principalmente no mês de dezembro, mas que já veio esquentando no último
trimestre do ano.
O aquecimento significa uma pressão maior dos preços para subirem,
uma vez que a demanda aumenta. É a velha e irrevogável lei da oferta e
da procura. Havendo otimismo, a demanda aumenta. Se a oferta não for
compatível com a demanda os preços vão se alterar para cima.
Isso aconteceu e mostrou que a economia está quente. O ano começa com
economia aquecida e atraindo investidores. Agora, os jornais estão
falando do interesse dos chineses. Os chineses estão com muito capital
para ser investido. Antes os chineses estavam atrás do Brasil
economicamente, eu me lembro disso. Na minha juventude, a China estava
atrás e o Brasil na frente.
Nós ficamos patinando porque a gente fica discutindo coisas, como o
juiz de garantias e perdemos tempo com bobagens. Enquanto isso os outros
estão pensando em crescimento, riqueza, em ganhar mais e em mais
bem-estar para o seu povo. Assim como eu falei de China, eu diria da
Austrália, Nova Zelândia, Cingapura e Coreia do Sul. Isso fora países
que foram destruídos pela guerra como Alemanha e Japão. E nós ganhamos a
guerra. Parece que a gente gosta muito de burocracia, conversa afiada e
literatice.
Irã tem protestos; não é de hoje
Descobriram que no Irã estão tendo manifestações contra a ditadura
dos Aiatolás. Só que essas manifestações são de muito tempo. Só quando o
país confessou que derrubou o avião ucraniano com 176 pessoas a bordo é
que noticiaram o fato.
O problema é que estão falando que as manifestações são contra o erro
da derrubada do avião. São também, mas foi uma gotinha só. As
manifestações são para trazer democracia no Irã, principalmente a
juventude do país. Esses pedidos por democracia são sem a ajuda dos
Estados Unidos. Esses jovens não querem saber de potências estrangeiras
se metendo no país. O que eles querem é derrubar a ditadura.
Aliás, as ditaduras estão acabando pouco a pouco. Eu tenho a
impressão de que Raul Castro e seu esquema em Cuba, ao mesmo tempo os
bolivarianos na Venezuela, já sabem que o fim não está muito distante,
assim como acabou Evo Morales na Bolívia.
O míssil que matou o general Soleimani fez um certo favor para os
Aiatolás porque ele, por ser o número 2 do Irã, estava de olho também em
uma saída do grupo e em um novo governo ditatorial.
Os iranianos arrumaram um outro engano para complicar a própria vida.
O primeiro foi apertar o botão do míssil que derrubou o avião. Já o
segundo foi prender o embaixador da rainha Elizabeth. O embaixador foi
preso enquanto estava em uma manifestação em honra aos mortos do avião
que caiu, pois entre os passageiros havia britânicos. A manifestação
acabou se transformando em um movimento contra os Aiatolás e ele foi
preso por estar no meio.
Certamente os britânicos também estão de olho no Irã e aplaudindo o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ele ter reagido
adequadamente as violências que o general Soleimani cometia no Líbano,
na Síria, no Afeganistão, no Iraque e no Iêmen.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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