Os governos estão começando a ignorar a biologia e permitir que as
pessoas transformem seu sexo em algo opcional, como se os cromossomos
não existissem, afirma, com razão, o professor Walter Williams, em
artigo publicado pela Gazeta do Povo.
Vale, de fato, a pergunta: "As pessoas que defendem o caráter opcional
do sexo também defendem o caráter opcional da idade?". Que os
politicamente corretos respondam:
Imagine que eu me declare rei. Você deveria ser obrigado a se dirigir
a mim usando “Vossa Majestade?” Você me diria: “Williams, você pirou!
Não tem como provar essa maluquice”. Errado: a prova é minha
autodeclaração.
Pois isso não é diferente de uma pessoa nascida com cromossomos XY que declare ser uma mulher.
O sistema “XY” de determinação sexual é encontrado em humanos e na
maioria dos outros mamíferos. As fêmeas normalmente têm dois cromossomos
sexuais do mesmo tipo (XX), o que faz delas o “sexo homogamético”. Os
machos normalmente têm dois tipos diferentes de cromossomo sexual (XY), e
são chamados “sexo heterogamético”.
Os governos estão começando a ignorar a biologia e permitir que as
pessoas transformem seu sexo em algo opcional. O sexo pode ser alterado
na certidão de nascimento, no passaporte, no cartão de seguridade
social, na carteira de motorista. Em Nova York, a recusa – intencional
ou repetida – em usar o nome, título ou pronome de tratamento preferido
de uma pessoa é uma violação da Lei de Direitos Humanos da Cidade de
Nova York. Se uma pessoa nascida com cromossomos XY diz ser uma mulher,
então tratá-la repetidamente pelo nome em sua certidão de nascimento,
referir-se a ela como “ele” ou dirigir-se a ela como “senhor” viola a
lei, com punições duras para o vilão agressor.
A lei, então, exige o reconhecimento de que o sexo é algo opcional, em vez de uma determinação biológica.
As pessoas que defendem o caráter opcional do sexo também defendem o
caráter opcional da idade? Minha certidão de nascimento diz que nasci em
1936. Restrições de idade me impedem de ter certos trabalhos, como
policial, soldado ou bombeiro. Se alguém pode mudar seu sexo na certidão
de nascimento de acordo com o que sente, por que não mudar a idade?
Acho que vou solicitar que meu ano de nascimento mude para 1972.
O Super Bowl LIII fez história. Pela primeira vez, houve dois homens
junto com o time de cheerleaders – no caso, dos Los Angeles Rams. Homens
em campo com mulheres cheerleaders não são novidade, pois eles ajudam
as garotas com as acrobacias. Mas Quinton Peron e Napoleon Jinnies
dançaram com as cheerleaders e fizeram as mesmas coreografias delas.
É bacana ver essas barreiras caindo para cheerleaders, mas existe uma
outra forma de discriminação cruel nesse ramo que ainda precisa cair.
Acho que nunca vi uma cheerleader mais velha, ou menos magra, em nenhum
time profissional. A maioria parece ter menos de 30 anos e não passa dos
54 quilos.
Há outras formas de discriminação nos esportes. Há ótimas razões para
separar os sexos no futebol, no boxe, no basquete, no hóquei no gelo.
Os homens são normalmente mais fortes e maiores que as mulheres; a
integração nesses esportes poderia levar a contusões graves e até à
morte de atletas mulheres.
Mas e nos esportes sem contato, como tênis, boliche, sinuca, natação?
Por que deveria haver times masculinos e femininos? Por que as
feministas não estão protestando contra esse tipo de discriminação no
esporte? Afinal, elas têm ignorado as diferenças enormes em força,
agressividade e competitividade entre homens e mulheres quando se trata
de pedir que elas façam parte de unidades militares de combate.
Negar-se a aceitar as diferenças cromossômicas e dar às pessoas o
direito de decidir seu sexo pode levar a oportunidades jamais
imaginadas. O homem mais rápido do mundo corre os 100 metros rasos em
9,58 segundos. A mulher mais rápida corre em 10,49 segundos. E se um
corredor cujo desempenho fica na casa dos 10 segundos alegasse ser uma
mulher, corresse na disputa feminina e levasse o ouro? No basquete
feminino, pode-se conseguir fama e fortuna com uma estatura menor.
Bastariam uns poucos homens altos que digam ser mulheres para dominar o
jogo.
Imagine que uma faculdade desse a seus estudantes o direito de se
libertar do determinismo biológico e permitisse aos alunos com
cromossomos XY que jogassem em times anteriormente formados só por
alunas XX. E se um time de basquete “obscurantista” se recusasse a
enfrentar uma equipe cujas titulares fossem cinco pessoas XY de mais de 2
metros de altura e pesando mais de 90 quilos? A National Collegiate
Athletic Association deveria ter uma regra determinando que a recusa a
jogar contra um time cromossomicamente misto resulta em derrota por WO.
Não é nada diferente de um time com jogadores brancos se recusar a
enfrentar um adversário com jogadores negros.
Walter E. Williams é colunista do
“The Daily Signal” e professor de Economia na George Mason University.
Tradução: Marcio Antonio Campos.
© 2019 The Daily Signal. Publicado com permissão.Original em inglês.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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