MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Se for eleito, Meirelles vai acabar com o que resta do monopólio da Petrobras


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Meirelles não consegue conter seu ímpeto globalizante


Rosana Hessel
Correio Braziliense

O pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou a necessidade da reforma da Previdência no próximo governo para evitar uma crise maior nas contas públicas, comprometendo o pagamento de aposentadorias e de salários. “A discussão não é se a reforma da Previdência vai ser feita, mas é quando. Ela é inevitável”, afirmou Meirelles, durante sabatina de pré-candidatos ao Palácio do Planalto realizada pelo Correio nesta quarta-feira (06/06). Ele destacou que em nenhum país que mudou o sistema de aposentadorias o processo foi normal.
O ex-ministro reforçou que a proposta atinge mais quem recebe salários maiores e se aposenta muito cedo, porque um dos objetivos é corrigir as distorções hoje existentes. “Quem recebe menos, será beneficiado (com a reforma). Tudo isso está sendo esclarecido”, garantiu.
IMPOSTOS – Ao ser questionado sobre reforma tributária, o ex-ministro reconheceu que a carga de impostos é muito pesada e o governo precisa voltar a questão de reduzir as despesas porque mesmo com a arrecadação elevada, as contas públicas registram deficits.
“A carga tributária é a maior dos emergentes e é ai que começam as grandes distorções porque tem que tributar qualquer coisa. Uma coisa que o brasil aprendeu a fazer é arrecadar, mas há muita distorção”, afirmou. “Em primeiro lugar, é importante que diminuam as despesas”, emendou.
Segundo ele, é preciso fazer uma reforma em acordo com estados e municípios, e uma reforma abrangente, “para racionalizar o sistema” de forma a proporcionar mais justiça tributária”.
ESTRAGO GRANDE – O ex-ministro reconheceu que as contas públicas ainda não melhoraram porque o estrago feito pelo governo anterior foi muito grande. “Foi uma destruição que não se conserta do dia para a noite”, frisou.
Ele reforçou que a recuperação da economia ainda está em curso e esse é o capital político que ele defende em sua campanha. “O Brasil cresceu depois da maior recessão da história e isso é inquestionável. Não é só discurso. Basta dizer o que foi feito”, afirmou.
Em meio a polemica dos preços dos combustíveis, na avaliação do pré-candidato, a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis evitaria o problema atual do ajuste diário, compensando altas e baixas muito fortes nos preços, a exemplo do que ocorre no Chile. Com isso, segundo ele, a atual política da Petrobras, seria preservada porque a estatal precisa recuperar a capacidade de investir uma vez que “quase foi destruída” pelo governo anterior.
SEM MONOPÓLIOS – Meirelles defendeu a pulverização do capital da Petrobras e de outras estatais, de forma a assegurar que a administração fique mais profissional, mas sem criar monopólios.
“Tem que garantir a competição do setor, aumentando a participação do capital privado para uma política de profissionalização gradual da gestão”, disse ele, que defendeu a privatização do Banco do Brasil e da Caixa, mas pulverizando o capital e evitando que um banco nacional tenha o controle e monopolize o mercado.
Para Meirelles, o que ocorreu na última semana não foi uma greve dos caminhoneiros, mas um locaute de transportadoras, que paralisou o país. “Primeiro foi uma greve, e depois um locaute, um bloqueio de empresas que é ilegal”, disse ele, lembrando que a população ficou dividida em apoiar a manifestação.

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