MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Meirelles irrita Temer, enquanto Alckmin diz que está fazendo “sacrifício pessoal”


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Algo em comum: nenhum deles consegue decolar
Daniela Lima
Folha/Painel

A busca de um discurso que empolgue parcela do eleitorado e tire do nanismo os presidenciáveis dos dois partidos que poderiam capitanear o processo eleitoral pela centro-direita causou avarias no PSDB e no MDB. A tentativa de Henrique Meirelles de se desvencilhar do rótulo de candidato de Michel Temer gerou desconforto entre aliados do presidente. E no tucanato, um pressionado Geraldo Alckmin fez reflexão em tom de desabafo: a candidatura, hoje, tornou-se sacrifício pessoal.
Meirelles telefonou ao menos duas vezes para Temer para tentar explicar o conteúdo da entrevista que concedeu ao “Estado de S. Paulo”, na qual disse que sua candidatura não “representa especificamente” a gestão do emedebista. O presidente, dizem auxiliares, não quer ampliar a polêmica.
SEM LEGENDA? – Integrantes do MDB, porém, lembram ao ex-ministro da Fazenda que ele ainda é pré-candidato e que para mudar de status precisa ser aprovado em convenção do partido. E é o grupo de Temer, concluem esses emedebistas, que vence as disputas internas há quase 20 anos.
No PSDB, Alckmin tem sido obrigado a tentar aplacar, além da própria ansiedade, a de seus aliados. Repete a eles que uma guinada nas pesquisas só virá com a propaganda eleitoral e que o partido precisa entender que a Lava Jato causou avarias sérias no PT, mas também na imagem dos tucanos.
Aliados do ex-governador de São Paulo dizem que a conta que vem sendo cobrada dele é altíssima. O perfil centralizador e extremamente reservado, acreditam, acaba ampliando o estresse do tucano.
INIMIGO PERFEITO – A desordem na centro-direita fez com que Jair Bolsonaro (PSL-RJ), em conversas reservadas, apostasse num segundo turno entre ele e um candidato do campo da esquerda. Mais: ele acredita que pode se beneficiar com a polarização.
Com quem será? O grupo de de Bolsonaro acredita em um duelo contra Ciro Gomes (PDT-CE) ou Fernando Haddad (PT-SP) –que substituiria Lula na urna. Apesar de o petista hoje pontuar mal nas pesquisas, a avaliação é a de que não se pode menosprezar o poder de transferência de votos do ex-presidente.
TUDO TEM LIMITE – Ao afirmar que poderia abrir mão da disputa pelo Planalto em nome da união da esquerda, Manuela d’Ávila (PC do B-RS) enviou um recado direto para o PT: se a sigla não se dispuser a discutir uma alternativa a Lula, poderá acabar ficando só. Detalhe: Manuela e Ciro Gomes (PDT) têm mantido conversas frequentes.
Por fim, a juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pela execução da pena de Lula, avisou que precisará de prazo para decidir se autoriza o PT a gravar vídeos na prisão.
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