Domingo, 25 de Dezembro de 2016 – 09:20
Foto: Paulo Pinto
Os 18 jovens detidos
durante um protesto realizado em setembro em São Paulo, contra o
governo Michel Temer, foram denunciados pelo Ministério Público
paulista, que pede a condenação do grupo por formação de quadrilha e
corrupção de menores. Na época eles foram soltos após um juiz considerar
a prisão ilegal. Durante a abordagem policial que resultou na prisão,
foi identificado um infiltrado, o capitão do Exército Willian Pina
Botelho. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha
de S. Paulo, na denúncia do promotor Fernando Soares de Souza consta
que o grupo se associou para danificar o patrimônio e agredir Policiais
Militares. No documento a promotoria cita ainda materiais que teriam
sido apreendidos com os denunciados, como barras de ferro e máscaras. Os
jovens, no entanto, afirmam que os objetos foram plantados pela
polícia. Os advogados dos manifestantes afirmam que as prisões foram
realizadas com base em presunção e que não havia “mínima prova de que
todos se conheciam”. Já a PM diz que o grupo foi detido porque confessou
a prática de depredação.
BN
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