“O problema da Emasa não é privatizar ou estatizar. É prestar um serviço
eficiente de saneamento básico aos itabunenses, que não suportam mais
beber água salgada nem ver o Rio Cachoeira virar um esgoto a céu
aberto”, afirma o coordenador do movimento Salve o Rio Cachoeira, Israel
Cardoso. Para Israel, antes de qualquer um ficar se glorificando de ter
supostamente evitado a privatização da Emasa, deve-se buscar uma
solução eficaz para o abastecimento de água e esgotamento sanitário de
Itabuna. “Infelizmente tem gente que está posando de herói, mas defende
apenas interesses corporativistas, desprezando o sofrimento da
população”. Defensor de um novo modelo de gestão dos serviços de água e
esgoto, PPP ou concessão, Israel considera que a Emasa já provou ser
incapaz de cuidar do saneamento de Itabuna. “Nesses quase 30 anos de
Emasa, os investimentos necessários não foram feitos e a situação só vem
piorando, chegando ao trágico estado atual”. O coordenador do Movimento
Salve o Rio Cachoeira não acredita também que, assumindo a Emasa, a
Embasa vá resolver os problemas graves de saneamento de Itabuna. “A
Embasa também não é capaz de fazer os investimentos necessários. O
modelo público se mostrou ineficiente e, no caso, da Emasa, existem
evidências de corrupção que estão sendo apuradas pelo Ministério
Público”. Israel Cardoso observa com desconfiança o anúncio do
governador Rui Costa de que a Embasa vai incorporar a Emasa, fazendo
crer que isto resolveria o problema de saneamento da cidade. “A proposta
do governador foi precipitada e ele demonstrou desconhecimento da
legislação”, afirma. De acordo com Israel, qualquer mudança na gestão do
sistema de saneamento precisa estar prevista no Plano Municipal de
Saneamento, que passará por novas audiências públicas, e autorizada por
lei aprovada pela Câmara Municipal. “A questão do saneamento básico de
Itabuna é séria e não pode ser tratada com oportunismo nem priorizando o
corporativismo”.
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