MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Até o fim de dezembro, todas as obras de arte instaladas no metrô Paraíso estarão restauradas

 

Até o fim de dezembro, todas as obras de arte instaladas no metrô Paraíso estarão restauradas

Painel sobre a escada rolante: trabalho precisou ser realizado durante as madrugadas

Painel Raios de Sol de Odiléia Toscano

A segunda e a terceira edições do projeto Conservação de Obras de Arte em Espaços Públicos serão suficientes para garantir a conservação total dos murais e outras obras em uma das estações mais movimentadas da cidade de São Paulo

Andaimes em cima de escadas rolantes, trabalho realizado madrugada adentro, plataforma elevatória transportada por caminhão terra-via e muito cuidado em cada detalhe. Esse é o cenário da restauração das obras de arte instaladas na estação Paraíso do Metrô de São Paulo, que se encerra neste mês de dezembro. A primeira fase da terceira edição do projeto Conservação de Obras de Arte em Espaços Públicos já está chegando ao fim e entregará para a cidade nove do total das 12 obras previstas, três na estação Palmeiras-Barra Funda e seis na Paraíso. Com isso, 100% das instalações existentes na Paraíso estarão conservadas – seis nesta edição do projeto e duas na anterior.

Com patrocínio de Coop, Tereos, Fleischmann, Cargo X, Bimbo e PremieRpet®, e apoio do ProAC – Programa de Ação Cultural e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, o projeto, idealizado pelo produtor Eduardo Lara Campos e realizado em parceria com o escritório Júlio Moraes Conservação e Restauro, tem como intuito conscientizar o cidadão sobre as obras de arte presentes em seu entorno.

Iniciada em outubro último, a terceira edição do projeto, que pela segunda vez se debruça sobre ícones paulistanos instalados nas estações do Metrô de São Paulo, tem previsão de término em abril de 2023. Nos próximos quatro meses será a vez das obras localizadas nos metrôs Brás, São Bento, Consolação e Clínicas passarem pelo mesmo processo. De acordo com os organizadores do projeto, as três últimas obras a serem recuperadas, incluindo os quatro painéis de Tomie Ohtake (Quatro Estações), localizados na estação Consolação, além da importância artística e cultural, são de extrema complexidade.

Obras recuperadas até dezembro:

Outubro:

- Painel de Claudio Tozzi, Movimento, de 1990;

Técnica: acrílica sobre tela;

Estação: Palmeiras-Barra Funda, Linha 3-Vermelha.

- Painel de José Roberto Aguilar, Os Senhores do Movimento, de 1990;

Técnica: acrílica sobre tela;

Estação: Palmeiras-Barra Funda, Linha 3-Vermelha.

- Painel de Valdir Sarubbi, Meditação Labiríntica, de 1990;

Técnica: acrílica sobre tela e madeira;

Estação: Palmeiras-Barra Funda, Linha 3-Vermelha.

- Mural de Odiléia Toscano, Raios de Sol, de 1990 e 1991;

Técnica: acrílica sobre concreto;

Estação: Paraíso, Linha 2-Verde.

- Mural de Odiléia Toscano, Sem Título, de 1990 e 1991; 

Técnica: acrílica sobre concreto;

Estação: Paraíso, Linha 2-Verde.

- Mural de Odiléia Toscano, Sem Título, de 1990 e 1991; 

Técnica: acrílica sobre concreto;

Estação: Paraíso, Linha 2-Verde.

- Mural de Odiléia Toscano, Sem Título, de 1990 e 1991;

Técnica: acrílica sobre concreto;

Estação: Paraíso, Linha 2-Verde.

- Mural de Odiléia Toscano, Sem Título, de 1990 e 1991; 

Técnica: acrílica sobre concreto;

Estação: Paraíso, Linha 2-Verde.

- Mural de Odiléia Toscano, Sem Título, de 1990 e 1991; 

Técnica: acrílica sobre concreto;

Estação: Paraíso, Linha 2-Verde.

Obras a serem recuperadas e cronograma:

 

Janeiro e fevereiro:

- Instalação de Amélia Toledo, Caleidoscópio, de 1999;

Técnica: aço inoxidável, verniz poliuretano e corantes;

Estação: Brás, Linha 3-Vermelha.

Fevereiro e março:

- Painéis de Tomie Ohtake, Quatro Estações (4 painéis), de 1991;

Técnica: mosaico em tésseras de vidro;

Estação: Consolação, Linha 2-Verde.

Abril:

- Painéis de Odiléia Toscano, Sem Título (a mesma obra com 2 painéis), de 1990;

Técnica: acrílica e tintas sintéticas sobre chapas recortadas de metal; Estação: São Bento, Linha 1-Azul.

*O Ventre da Vida, de Denise Millan

A obra O Ventre da Vida, conservada no projeto anterior, não está pulsando de acordo pela falta de uma tecnologia atual de lâmpadas lead. A questão será resolvida nesta edição do projeto.

Registro em detalhes

Como ocorreu nas duas edições anteriores, todo o processo de recuperação está sendo registrado em detalhes em fotos e vídeos, e será editado um catálogo digital e impresso. Todo esse material resultará ainda na websérie Conservação das Obras de Arte do Metrô, que contará com um total de 10 episódios e será distribuído gratuitamente no YouTube, Facebook e Instagram.

Eduardo Lara Campos explica que será elaborado um material bastante rico e completo de todo o processo, começando com registros do antes, durante e depois da execução da conservação das obras. Além disso, a websérie produzida terá por finalidade apresentar, por meio de imagens das obras e do processo de conservação, entrevistas, imagens do acervo da biblioteca do Metrô e pesquisas, uma breve história sobre o artista, abordando temas culturais e rotineiros do Metrô e da cidade de São Paulo.

“Diariamente, em torno de 2,8 milhões de pessoas passam pelo Metrô de São Paulo. Em decorrência do tempo e dos atos humanos, parte do acervo instalado nas estações está deteriorado. O Patrimônio Histórico é uma importante ferramenta de desenvolvimento da sociedade para a construção de sua identidade. Preservá-lo, além do compromisso com o passado, é um importante ativo que uma cidade pode explorar como oportunidade de gerar valor sobre a própria cultura”, destaca Lara Campos.

Histórico do projeto

Iniciado em 2018, projeto Conservação de Obras de Arte em Espaços Públicos já entregou 66 esculturas conservadas. Na primeira edição, foram 45 obras em locais como Praça da Sé, Parque Trianon e Parque do Ibirapuera e, na segunda, 21 do acervo do Metrô instaladas nas estações Clínicas, Trianon-MASP, Santos-Imigrantes, Paraíso, República, Tucuruvi, Pedro II, Vila Madalena e Jardim São Paulo-Ayrton Senna.

Nesse período, destacam-se importantes obras da capital paulistana, como Abertura (1970), de Amilcar de Castro; Emblema de São Paulo (1979), de Rubem Valentim; O Voo, de Caciporé Torres; além do Marco Zero da cidade, prisma hexagonal revestido de mármore e bronze, idealizado por Jean Gabriel Villin e Américo Neto, instalado no centro geográfico de São Paulo. Esta última, passou duas vezes pelo processo de conservação por conta de um acidente que ocorreu na Praça da Sé antes do aniversário de 465 anos de São Paulo, em 2019.

Ainda na primeira edição, concluída em junho de 2019, o projeto recuperou 30 obras do Jardim de Esculturas do MAM São Paulo, no Parque Ibirapuera, um dos principais acervos brasileiros expostos a céu aberto. Por lá figuram monumentos projetados por importantes nomes da cena contemporânea do País, como Aranha (1981), de Emanoel Araújo; Carranca (1978), de Amilcar de Castro; Sete ondas uma escultura planetária (1995), de Amelia Toledo; Cantoneiras (1975), de Franz Weissmann; e Corrimão (1996), de Ana Maria Tavares. 

“A conservação em si, além de manter as obras, impede que o processo de degradação aumente. Toda vez que algum tipo de depredação é iniciado, a tendencia é que, infelizmente, isso sirva de estímulo para que outros façam o mesmo, inclusive em outras obras do entorno. É preciso que haja de forma perene esse tipo de ação para mostrar a importância da preservação da arte e da cultura no cotidiano das pessoas. É mandatório estimular a civilização perante o patrimônio cultural”, finaliza Eduardo Lara Campos, diretor da Sequoia Produções. 

Os documentários produzidos nas duas edições anteriores do projeto podem ser conferidos no Youtube:

Conservação de Esculturas em Espaços Públicos na Cidade de São Paulo” e “Conservação de Obras de Arte do Metrô”.


Arte no Metrô

O projeto Arte no Metrô começou a ser formado em 1978 e contempla hoje um acervo de 92 obras distribuídas em 36 estações das Linhas 1, 2, 3 e 5. Essa coleção de arte pública é formada por obras de artistas bastante representativos dentre a produção de arte contemporânea brasileira e possui uma importância fundamental para a história do Metrô, principalmente, pela preocupação da empresa perante a função social da arte e a experiência do passageiro nas estações.

O projeto parte da premissa de que toda arte é social e que disponibilizar um acervo de arte contemporânea em espaços públicos seria a forma mais democrática de garantir acesso à arte e, também, de potencializar a educação do olhar e a visão crítica sobre o mundo.

Perfil Sequoia

Fundada em 2014 para fazer a gestão de projetos culturais, hoje a Sequoia Produções e WebMarketing é uma produtora e geradora de conteúdo voltado ao mercado das artes visuais. Com a ampliação do portifólio ao longo dos anos, a empresa ganhou visibilidade a partir de trabalhos de grande envergadura, o que a tornou especialista em planejamento de projetos culturais para empresas e entidades, atuando nas áreas de concepção, consultoria, produção executiva e coordenação.

Criar vínculos duradouros entre clientes e público por meio de projetos que envolvam a cultura brasileira em geral. Esse é o objetivo do trabalho desenvolvido pela Sequoia. Dentre os principais feitos realizados figuram importantes produções, como o Projeto de Conservação de Obras de Arte Em Espaços Públicos; o InfoArtSP: Plataforma de centralização das principais exposições de arte da cidade de São Paulo; o Itaquera na Copa (pintura de fachadas de prédios da Cohab 1); o É Tri – Raio X e Bastidores do campeão da América de 1962, 1963 e 2011 (livro do Santos F.C.) e outros tantos.

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