MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Agricultores do sudoeste de Goiás iniciam o plantio da safra


Muitos optaram por cultivar feijão para escapar do vazio sanitário da soja.
No vazio sanitário, grão não pode ser plantado para evitar doenças.

Do Globo Rural

Depois da estiagem, bastou a primeira chuva com volume suficiente, quase 60 milímetros, para os agricultores de Jataí, no sudoeste de Goiás, iniciarem o plantio da safra de verão.
Por causa do vazio sanitário da soja, o agricultor investiu no feijão como alternativa para adiantar o plantio da safra de verão.
Hoje, a terra reúne todas as condições necessárias para receber as sementes, mas ainda há riscos de perda se faltar chuva durante o ciclo inicial da lavoura.
O produtor Joel Ragagnin sabe dos riscos, mas fica otimista quando analisa a umidade do solo. Com a experiência de 14 anos no cultivo do feijão, nesta safra, o agricultor vai investir em 600 hectares de lavoura. Ele espera uma boa produtividade dos grãos, que já têm mercado garantido.
“O preço está atraente, estamos investindo e acreditamos que a lucratividade vai ser boa”, diz.
A saca de feijão está sendo comercializada na região de Jataí por R$ 164. A partir de hoje, com o fim do vazio sanitário em Goiás, as lavouras de soja já podem ser plantadas.

Produtores de uva de SP antecipam a poda das parreiras


Em São Miguel Arcanjo o trabalho já começou.
São Paulo é o terceiro produtor de uvas do país, com 12% da safra.

Do Globo Rural

Em uma propriedade de cinco hectares em São Miguel Arcanjo são cultivados 45 mil pés de uva niagara. Metade é para produção de vinho, suco e geleias e a outra, para uva de mesa. O sistema de poda é manual e realizado de quadra em quadra.
Na safra deste ano, Paulo Bonjour conseguiu produzir 120 toneladas da fruta. Para a próxima, que deverá ser colhida em março do ano que vem, ele espera manter a mesma quantidade.
A área plantada de uva no município chega a dois mil hectares. Segundo a Cati, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, são cerca de 600 produtores rurais que produzem tanto uvas rústicas como uvas finas.
Em outra propriedade, o produtor João Roberto Zafalon investe na aplicação de um produto que estimula a brotação. Na área de 4,5 hectares, João estima produzir uma safra de 110 toneladas, 30% a mais do que conseguiu na passada. “Este ano, a gente voltou a ter uvas mais novas, que produzem mais”, conta animado.
São Paulo é o terceiro produtor de uva do país, com 12%, só perde para o Rio Grande do Sul e para Pernambuco.

Segunda etapa de vacinação contra febre aftosa começa em Roraima


Estado é considerado zona de alto risco.
Pecuaristas do país inteiro precisam vacinar o gado.

Do Globo Rural

Com as doses da vacina contra a febre aftosa compradas, o trabalho na fazenda já começou. Leonardo Mezzomo se antecipou e resolveu imunizar o rebanho contra a febre aftosa mesmo antes do lançamento da campanha.

Em Roraima existem cerca de 700 mil cabeças de gado. A partir de 1º de outubro, os criadores terão 30 dias para aplicar a vacina.
Os cuidados dos pecuaristas em Roraima precisam ser redobrados por causa da fronteira com a Venezuela, país onde houve registros de casos de aftosa em 2010. O Ministério da Agricultura ainda considera Roraima como um estado de alto risco de ocorrência da doença e a única forma de manter a aftosa sob controle é a vacinação correta.
A febre aftosa é uma doença de fácil tratamento para os animais, mas que traz sérios problemas econômicos. Um único caso registrado inviabiliza o comércio de animais entre estados e até mesmo entre países, por isso, o controle da vacinação é tão importante.
Quem não vacinar ou não notificar a Agência de Defesa Sanitária, fica sujeito à multa de R$ 919 mais R$ 57 por cabeça e não pode receber a GTA, Guia de Transporte Animal, sem a qual não é possível tirar o gado da propriedade.
Após o término da campanha, no final de outubro, os pecuaristas terão 15 dias para comprovar a vacinação. Além de Roraima, Rondônia e Amapá, também começam a vacinar contra a aftosa este mês, mas só a partir do dia 15.

Fabricante do Ray-Ban investe para aumentar produção no Brasil


Luxottica gastará mais de 200 milhões de euros em três anos.
Investimentos irão ainda para Itália, China, Estados Unidos e Índia.

Da Reuters

A Luxottica, maior fabricante mundial de óculos de sol de marca, gastará mais de 200 milhões de euros (US$ 257,3 milhões) em três anos para aumentar a produção no Brasil, Itália, China, Estados Unidos e Índia
A companhia, que fabrica o Ray-Ban e óculos para marcas como Prada e Gucci, quer também diminuir o tempo de entrega dos produtos.
O investimento vai reduzir em 30% o tempo entre encomenda e entrega e em 20% o giro de estoque em dias, disse o grupo em reunião com investidores nesta segunda-feira.
Entre 2009 e 2012, a Luxottica diminuiu em 44% o tempo para levar novos produtos ao mercado e em 43% o prazo para modelos de óculos já existentes chegarem às lojas. Melhorias na logística reduziram os custos em 12%.
O presidente-executivo da companhia, Andrea Guerra, disse que a demanda no terceiro trimestre esteve em linha com os resultados do primeiro semestre e se mostrou otimista quanto a 2012 apesar do desaquecimento da economia global.
Na primeira metade do ano, as vendas líquidas da Luxottica subiram 15,1%, para 3,7 bilhões de euros (US$ 4,8 bilhões), embora as vendas na Itália e Espanha tenham caído 4% no segundo trimestre.

Até 2020, TV por assinatura chegará a 80% dos lares do país, diz Anatel


'Mercado registra um crescimento de 30% ao ano', segundo Rezende.
Anatel faz rodada de conversas com empresas para melhorar serviço.

Lilian Quaino Do G1, no Rio
O presidente da Anatel, João Rezende, disse nesta segunda-feira (1º) que entre 2018 e 2020 a TV por assinatura deverá atingir 80% do mercado brasileiro.
“Não é um numero difícil de ser atingido”, disse Rezende, explicando que com a entrada de pessoas das classes C e D, esse mercado registra um crescimento de 30% ao ano, com três milhões de novos assinantes por ano.
Por isso, segundo Rezende, a Anatel vem conversando com empresas de TV por assinatura pedindo que ofereçam bom serviço aos consumidores e informações sobre seus direitos.
Segundo Rezende, o mercado de TV por assinatura ficou estagnado, sem crescimento por dez anos, por isso, atualmente, há pouca oferta de serviço.
“Estamos tendo rodadas de conversas com as empresas para a melhoria dos indicadores. Boa parte dos problemas e reclamações deriva do crescimento do mercado, o que é uma coisa boa”, disse Rezende, que participou nesta segunda, no Rio de Janeiro, da inauguração da rede 4G da Oi.
O Brasil fechou o mês de agosto com mais de 15,1 milhões de lares com TV por assinatura, segundo levantamento da Anatel.

Gol anuncia compra de 60 aviões da Boeing


Novas aeronaves serão entregues a partir de 2018.
737 MAX está sendo desenvolvido com ajuda de profissionais da Gol.

Simone Cunha Do G1, em São Paulo

A empresa aérea Gol anunciou nesta segunda-feira (1º) que irá comprar 60 aviões 737 MAX da Boeing, que deverão ser entregues a partir de 2018.
"A companhia utilizará os novos aviões, principalmente, para a renovação de sua frota no futuro", diz a companhia em nota.
Segundo a empresa, é a maior encomenda em número de aviões de uma companhia na história da aviação da América do Sul. "O Boeing 737 MAX está em desenvolvimento pela fabricante norte-americana com o auxílio dos comandantes, engenheiros e técnicos da Gol", informa a companhia.
“O novo avião será um dos equipamentos com o melhor custo benefício do mercado, por apresentar uma economia operacional incomparável. Isto é condizente também com o nosso modelo de negócio low cost”, afirmou, em nota, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

Após recorde, venda de carros cai 31,5% em setembro, diz Fenabrave


Número de emplacamentos diminui depois de 'corrida' por 'fim do IPI baixo'.
Governo acabou prorrogando o benefício até o fim de outubro.

Do G1, em São Paulo

Vendas; Carros; IPI (Foto: Reprodução/JA)Depois de 'corrida' pelo IPI, renovação da medida
'esfriou' vendasI (Foto: Reprodução/JA)
Um mês após baterem recorde histórico, as vendas de automóveis e comerciais leves caíram 31,5% em setembro, na comparação com agosto, segundo divulgou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta segunda-feira (1º). Foram emplacados no mês passado 277.614 carros. Em agosto, de acordo com o balanço dos lojistas, foram vendidos 405.499.
O recuo acontece porque em agosto houve uma "corrida" às concessionárias porque o prazo para o desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) terminaria no dia 31 daquele mês. Mas, dois antes antes, o governo federal anunciou a prorrogação da medida para até 31 de outubro.
Considerando ainda a venda de caminhões e ônibus, o número de veículos emplacados em setembro caiu 31,4% sobre o mês anterior. Foram comercializadas 288.118 unidades contra 420.086 em agosto, período onde também foi batido recorde histórico para vendas de veículos.
Fenabrave confirma recorde histórico em vendas de carros em agostoNa comparação anual, os emplacamentos caíram 7,55% sobre setembro de 2011. O segmento de carros registrou baixa de 5,4%. No acumulado do ano, com 2.789.199 veículos vendidos, houve alta de 4% sobre os nove primeiros meses de 2011. Especificamente para automóveis e comerciais leves, o aumento nas vendas em 1 ano foi de 6%.
Caminhões em forte queda
O segmento de caminhões continua a trajetória de queda registrada desde os primeiros meses do ano. Em setembro, foram emplacados 8.466, número 25,5% menor do que em agosto (11.363). Na comparação anual, a baixa se acentua para 43,3%.
Nos nove primeiros meses do ano foram vendidos 100.092 caminhões, um total 22,83% menor do que no mesmo período de 2011, ano marcado pela antecipação das compras desse tipo de veículo em virtude da adotação obrigatória de um motor menos poluente a partir de janeiro passado, que aumentou o preço final do veículo.
Para os ônibus, com 2.038 emplacamentos, o mês passado também foi de baixa nas vendas (-36,79% sobre agosto e 35% sobre setembro de 2011). No acumulado do ano, o recuo é de 12,48%, com 22.280 unidades vendidas.

Motos também no 'vermelho'
Contado à parte, o segmento de motos somou 115.273 vendas em setembro, o que representa uma baixa de 18%¨em relação ao mês anterior. Na comparação anual, a queda é de 33,94%. De janeiro a setembro foram vendidas 1.243.008 unidades contra 1.434.239 em igual período do ano passado, um declínio de 13,33%.
Disputa por marcas
Na briga das montadoras, considerando o segmento de automóveis, a Fiat manteve a liderança com 25,66% das vendas registradas em setembro, seguida pela Volkswagen (24,17%), General Motors (18,13%) e Ford (8,66%). A Renault aparece na sexta posição (6,65%), à frente de Honda (4,29%), Citroën (2,44%), Peugeot (2,25%), Toyota (2,09%) e Hyundai (1,52%).
No acumulado do ano, esse ranking se mantém do primeiro ao sexto lugares, e traz pequenas alterações nas posições seguintes: a Nissan, que terminou setembro em 11º lugar, é a sétima colocada nessa lista. Em seguida aparece a Peugeot, à frente de Citroën e Toyota, que fecha o top 10, deixando a Hyundai (11º) de fora.
Mais vendidos
O Volkswagen Gol, que em julho passou por uma reestilização, foi o carro mais vendido no mês, com 23.351 unidades emplacadas. Em segundo ficou o Fiat Uno (20.252), seguido, ainda de longe, pelo Fiat Palio (14.766). O Volkswagen Fox aparece em quarto lugar (13.964) e o Chevrolet Celta, em quinto (11.444).

Opel entra na onda dos luxuosos subcompactos e lança o Adam


Com pegada retrô de Fiat 500, modelo vai concorrer mais com Mini.
Smart se inspira nas estrelas e mostra coceito com teto totalmente de vidro.

Priscila Dal Poggetto Do G1, em Paris - A jornalista viajou a convite da Anfavea

O jeitão simpático dos modelos subcompactos (que de baratos não têm nada) criou uma moda pela Europa que não deve acabar tão cedo. O segmento encabeçado por Smart, que sempre buscou a praticidade urbana, e BMW, que acrescentou luxo a essa característica, cresceu e ganhou adeptos. O Fiat 500, por exemplo, já domina as ruas de Paris até em maior proporção do que o Smart.
Subcompacto Opel Adam custa 11.500 euros e traz airbags de cortina (Foto: Priscila Dal Poggetto / G1)Subcompacto Opel Adam custa 11.500 euros e traz airbags de cortina (Foto: Priscila Dal Poggetto / G1)
E, na mesma linha de cara de geladeira antiga da vovó aliada à tecnologia a bordo, a Opel mostra nesta edição de Paris o novo Adam. Ele chega às lojas europeias em janeiro do ano que vem.
O modelo custa nada menos do que 11.500 euros, o que é considerado salgado no mercado europeu pelo porte do carro. No entanto, ele traz atributos bem atrativos como sistema de entretenimento compatível com plataformas Apple e Android, sistema start/stop, airbags frontais, laterais e de cortina; controle de estabilidade (ESP), assistente de partida em rampas (Hill Start Assist), entre outros.
Outro diferencial do modelo é a possibilidade de personalização, incentivada já pela disposição das versões: JAM para quem busca cores mais chamativas, GLAM oferecendo mais elegância e SLAM com apelo mais esportivo. No design, destaque para os vincos nas portas e a coluna C, que passa a impressão de desconectar a carroceria do teto. A referência aos rivais 500 e Cooper se repete no interior, que tem abordagem retrô.
Opel Adam (Foto: AP Photo/Michel Euler)Opel Adam (Foto: AP Photo/Michel Euler)
Baseado numa plataforma global, o Adam toma emprestado os motores do Corsa europeu: 1.2 (70 cv) e 1.4 (87 cv e 100 cv), a princípio equipados exclusivamente com câmbio manual de cinco velocidades. Um bloco de três cilindros também está a caminho.
O Opel Adam tem 3,70 m de comprimento, 2,31 m de entre-eixos e 1,72 m de largura – medidas que no italiano são de 3,55 m, 2,3 m e 1,63 m e de 3,72 m, 2,47 m e 1,68 m no inglês. Assim como os rivais, o Adam leva quatro passageiros.
Apesar de o modelo já ser uma releitura, indiscutivelmente criativa, até seu nome é especial: Adam Opel foi quem criou a marca alemã. Outra curiosidade está no nome das 12 cores do modelo, que com um trocadilho criativo fazem referência a filmes, músicas e personalidades: "I'll be Black", "Papa don't Peach", "Purple Fiction", "James Blond", "Saturday White Fever", "White my Fire", "Men in Brown", "Buzz Lightgreen", entre outros.
Opel Adam (Foto: AP Photo/Michel Euler)Opel Adam (Foto: AP Photo/Michel Euler)
Smart nas estrelas
Enquanto a Fiat mostrou mais uma vez o luxuoso 500 by Gucci, que desperta o sonho de consumo nas mulheres, em especial, com sua pintura brilhante à la purpurina, a Smart se inspira nas estrelas para fazer um protótipo de teto totalmente de vidro. Por isso, o conceito foi batizado de ForStars ou, em português, "ParaEstrelas".
Conceito promete renovar a linguagem de design da marca (Foto: Priscila Dal Poggetto / G1)Conceito promete renovar a linguagem de design da marca (Foto: Priscila Dal Poggetto / G1)
O utilitário esportivo cupê promete renovar a linguagem de design da marca - em uma boa hora, diante de tantos concorrentes. O desenho se destaca pelos faróis e lanternas em forma de flecha, que "empurram" as linhas para fora do carro. O formato em "U" das "sobrancelhas" dos faróis é outro elemento que agrega diferencial ao desenho. Mas a inovação mesmo fica para o vidro convexo sobre a cabeça dos passageiros que se junta com a tampa do vidro do porta-malas. O interior é futurista e totalmente fora da realidade de um carro de produção.
O conjunto motor-transmissão vem do elétrico EV ForTwo Brabus, com 80 cv de potência e velocidade máxima de 130 km/h.
Mini Paceman usa a plataforma do crossover Countryman, de quatro portas  (Foto: AP Photo/Michel Euler)Mini Paceman usa a plataforma do crossover Countryman, de quatro portas (Foto: AP Photo/Michel Euler)
Mini Paceman
A versão do crossover da marca inglesa, o Mini Paceman, oferece interior ainda mais chamativo, graças ao velocímetro gigante no console central, e exterior que lembra muito o Land Rover Evoque, com teto de outra cor e linha caída para o porta-malas.
Ele vem com motor 1.6 em versões que vão de 121 cv a 184 cv e tração integral. O carro começa a ser vendido no primeiro trimestre do ano que vem.

Chery inicia recall para trocar peças com material tóxico de carros


Montadora chinesa utilizou amianto, que é cancerígeno, para vedar motor.
Confira quais substâncias já foram banidas de carros no mundo.

Priscila Dal Poggetto Do G1, em São Paulo

chery cielo (Foto: Divulgação)Chery Cielo (Foto: Divulgação)
A Chery inicia nesta segunda-feira (1º) o recall de 12.462 unidades de dois modelos de carros no Brasil, para troca de peças que contêm amianto. O material foi utilizado vedação do motor e do escapamento do Tiggo, e na vedação do motor do Cielo.
O amianto é um material cancerígeno que, assim como outras substâncias tóxicas (veja abaixo), já foi banido dos carros no Brasil e em outros países devido ao alto grau de periculosidade. O recal da Chery no mercado brasileiro é voluntário porque, embora haja a restrição para a produção de peças com a substância, não existe lei no país que obrigue a convocação neste caso. Como os modelos são importados, a homologação dos carros no Brasil foi permitida.
Envolvendo apenas 12.462 unidades no país (confira os chassis ao fim da reportagem), segundo divulgou a empresa, o risco maior pelo uso do amianto nesses veículos não é para os ocupantes, mas para quem manipularia diretamente o material, como mecânicos, dizem especialistas consultados pelo G1.
A Chery afirma que buscou uma empresa autorizada pela Cetesb para fazer o descarte correto do material. Serão trocadas a junta do coletor de admissão e a junta do sistema de escape do Tiggo e a junta do coletor de admissão do Cielo.
"Embora tenha sido constatada que a pequena composição de amianto (asbesto) identificada nos componentes dos veículos não representa nenhum risco à saúde, a Chery alerta aos seus consumidores que não realizem por conta própria a substituição das peças, o que deverá ser feito apenas por técnico qualificado de uma das concessionárias da rede Chery Brasil", diz o comunicado da empresa.
Substâncias tóxicas nos carros (Foto: Editoria de Arte/G1)

De acordo com a montadora chinesa, o recall foi uma decisão assumida pela própria matriz para tratar o assunto de forma clara, já que o tema ganhou repercussão internacional quando carros da marca foram interceptados pela fiscalização alfandegária da Austrália. Ainda segundo a Chery, o fornecedor que utlilizou a substância foi trocado por outro.
A empresa chegou a ser notificada pelo Procon-SP porque anunciou à imprensa que realizaria o recall, mas não realizou anúncios publicitários exigidos para esse tipo de convocação.
Saiba quais são os riscos
Antes de ser banido, em 1991, o amianto da variedade anfibólio (conhecida como amianto azul ou marrom) foi utilizado em larga escala pela indústria automobilística na fabricação de lonas de freio e no revestimento dos discos de pastilhas de freio e embreagem, além na vedação de motores e sistemas de escape. Na China, o uso dessa substância é permitido.
Técnicas como zincagem e bicromatização e o uso do amianto, berílio, tíner, entre outros, hoje são substituídos por materiais orgânicos ou não tóxicos. Isso porque qualquer veículo, quando se desloca, não emite apenas CO2. Diversas substâncias são jogadas no ambiente em micropartículas que nem sempre saem do escapamento. Por causa disso, a exposição aos materiais não é somente de quem dirige ou manipula peças do carro, mas sim de qualquer um que respire partículas expelidas por ele.
"Todas as peças do carro sofrem desgastes e emitem partículas no ambiente, como pneus, freios, discos de embreagem, etc.", afirma o diretor e conselheiro da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Francisco Satkunas. “Na realidade, o veículo, quando passa, deixa um rastro de emissões e particulados. A gente não enxerga, mas está lá", ressalta o especialista, que inclui o amianto entre tais materiais.
"Na rua, o impacto de 12.462 veículos em todo país deve ser muito pequeno ou desprezível. Com o recall, o problema será resolvido”, afirma o médico pneumologista Ubiratan de Paula Santos. Segundo ele, o risco aumenta quanto maior for o contato com o material e o tempo desse contato, como no caso, por exemplo, de mecânicos. Quem se expõe ao amianto sem a devida proteção, explica, corre o risco de desenvolver doenças como o câncer de pleura tipo mesotelioma, câncer de pulmão e fibrose da pleura.
É preciso fiscalizar o descarte do material do recall"
Ubiratan de Paula Santos, médico
Descarte do materialO pneumologista alerta para que o descarte do material recolhido no recall da Chery seja feito de forma correta e em aterros específicos para materiais perigosos.
“Onde existe material com amianto deve ser programada a remoção progressiva e, neste caso, com uso de roupas especiais. Os resíduos têm que ser dispostos em aterros para materiais perigosos, como recomenda a Cetesb”, diz Santos. “É preciso fiscalizar o descarte.”
A montadora ressalta que tanto o motor quanto o sistema de escape mantêm o material isolado.
Cobre e a extinção do salmão
Mas não é somente o ser humano que se prejudica com as partículas expelidas pelos carros. De acordo com o Satkunas, uma pesquisa feita nos Estados Unidos apontou que as partículas de cobre que são desprendidas durante a frenagem dos carros vão parar em rios por meio do escoamento das águas de chuva e contaminam peixes da espécie salmão.
Freio (Foto: Divulgação)Partes como freio soltam material particulado
(Foto: Divulgação)
“Segundo a pesquisa, hoje, nos Estados Unidos, os carros emitem 37 toneladas métricas de cobre só pelas pastilhas de freio. O salmão ingere esse cobre e somente 10 micro gramas já alteram a capacidade de se locomover do peixe. Por isso, ele não consegue se alimentar e acaba morrendo”, explica.
Por causa do salmão, os EUA querem, em 2014, fazer com que a quantidade de cobre nas pastilhas seja inferior aos atuais 5%. “É preciso achar um substituto ecologicamente viável”, diz o especialista. Pastilhas de freio e de embreagem podem ter até 40 elementos diferentes em sua composição. O cobre é um deles e ajuda a aumentar o atrito que faz com que o carro freie.
Veja chassis dos veículos envolvidos no recall da Chery
Tiggo
Fabricados no Uruguai:
Chassi mais antigo: 9UJDB14B7AU003549 (data de fabricação 11 de fevereiro de 2010)
Chassi mais novo: 9UJDB14BXCU007534 (data de fabricação 17 de agosto de 2011)
Fabricados na China:
Chassi mais antigo: LVVDB14BXBD010310 (data de fabricação: 09 de abril de 2010)
Chassi mais novo: LVVDB14B2CD037938 (data de fabricação: 22 de agosto de 2011)
Cielo
Cielo Sedan:
Chassi mais antigo: LVVDC11B0BD011015 (data de fabricação: 24 de maio de 2010)
Chassi mais novo: LVVDC11B7CD044983 (data de fabricação: 21 de setembro de 2011)
Cielo Hatch:
Chassi mais antigo: LVVDB11B1BD011110 (data de fabricação: 24 de maio de 2010)
Chassi mais novo: LVVDB11B0CD045122 (data de fabricação: 22 de setembro de 2011)

Peugeot mostra versão final de seu scooter de 3 rodas, o Metropolis


Metropolis 400i possui motor de 399 cilindradas e 35 cavalos de potência.
Empresa também apresentou conceito Onyx no Salão de Paris.

Do G1, em São Paulo

Antes apresentado apenas como conceito, o Peugeot Metropolis 400i fez sua estreia na edição 2012 do Salão de Paris, que vai até 14 de outubro, na França. Além das novidades de quatro rodas, como o 2008, a empresa francesa mostrou produtos de sua divisão de scooters. O Metropolis 400i é um modelo diferenciado, pois possui três rodas - duas na dianteira e uma na traseira. No entanto, devido a suspensão dianteira, não funciona como um triciclo convencional e seus movimentos em curvas são similares a uma moto de duas rodas.
Peugeot Metropolis 400i (Foto: Divulgação)Peugeot Metropolis 400i (Foto: Divulgação)
Criado para ser rival do Piaggio MP3, sucesso de vendas na Europa, o Metropolis 400i conta com motor monocilíndrico de 399 cilindradas. Segundo a fabricante, o propulsor com refrigeração líquida e injeção eletrônica gera 35 cavalos de potência máxima e 3,87 kgfm de torque. Ele funciona em conjunto com câmbio automático CVT.
Apesar da roda a mais na dianteira, o Metropolis possui 745 mm de largura, cifra igual a de motos com apenas duas rodas, o que não prejudica a agilidade nos deslocamentos.
O para-brisa dianteiro é regulável eletronicamente. Seu peso é de 258 kg e o tanque pode levar até 13 litros de combustível. A empresa ainda não informou quando o modelo chegará  às lojas europeias, mas o scooter estará no Salão de Colônia, na Alemanha, que abre as portas para imprensa nesta terça-feira (2).
Além do Metropolis, a Peugeot apresentou o conceito Onyx, em Paris, que também utiliza sistema com duas rodas na dianteira e uma na traseira.
Conceito Peugeot Onyx (Foto: REUTERS/Jacky Naegele)Conceito Peugeot Onyx mostra o futuro da marca no segmento (Foto: REUTERS/Jacky Naegele)

Novo Mercedes-Benz SL chega a partir de R$ 546,8 mil


Roadster desembarca nas versões SL 350 e SL 63 AMG, de R$ 810,2 mil.
Motor mais potente, 5.5 V8, entrega de 564 cv e 91,8 kgfm de torque.

Do G1, em São Paulo

A Mercedes-Benz confirmou na última sexta-feira (28) os preços da nova geração do roadster SL, que chega ao Brasil nas versões SL 350, por US$ 269,9 mil, e SL 63 AMG, por US$ 399,9 mil – convertendo, o modelo custa por aqui R$ 546,8 mil e R$ 810,2 mil, respectivamente.
Mercedes-Benz SL 63 AMG Roadster acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz SL 63 AMG Roadster acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos (Foto: Divulgação)
O SL 350 traz motor 3.5 V6, de 306 cavalos e 37,7 kgfm de torque, orquestrado por uma transmissão automática de sete marchas (7G-Tronic Plus) – dupla que faz o conversível chegar aos 100 km/h em 5,9 segundos e à velocidade máxima de 250 km/h. Já o SL 63 AMG entrega 0 a 100 km/h em 4,2 segundos e velocidade máxima de 300 km/h, graças ao motor 5.5 V8 biturbo, de 564 cv e 91,8 kgfm de torque.
Mercedes-Benz SL 63 AMG Roadster consome 30% menos combustível do que a anterior (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz SL 63 AMG Roadster consome 30% menos combustível do que a anterior (Foto: Divulgação)
Há ainda o SL 65 AMG, equipado com um motor 6.0 V12 biturbo, de 630 cv e 101,9 kgfm de torque – ainda sem previsão de chegada ao mercado brasileiro. A marca pretende vender 30 unidades até o final de 2012, e 60 exemplares por ano a partir de 2013.
Mercedes-Benz SL65 AMG 2013 (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz SL65 AMG 2013 (Foto: Divulgação)

Dia do idoso é comemorado com palestras e atividades artísticas em SC


Sesc promove atividades para idosos e familiares em cidades do estado.
Objetivo principal é mostrar situação e promover debate sobre os idosos.

Do G1 SC

Dia do Idoso é comemorado em SC com atividades no SESC (Foto: SESC/Divulgação)Dia do Idoso é comemorado em SC com
atividades no SESC (Foto: SESC/Divulgação)
O dia primeiro de outubro foi instituído Dia Mundial do Idoso pela Organização Mundial da Saúde em 2003. O objetivo principal é mostrar a situação do idoso na sociedade e gerar a discussão sobre os direitos garantidos à população da terceira idade.
Por isso, haverá uma programação especial nas Unidades do Sesc de Santa Catarina. Serão palestras, encontros para idosos e seus familiares, oficinas e atividades artísticas e recreativas.
O 1º de outubro foi instituído Dia Mundial do Idoso pela Organização Mundial da Saúde em 2003. O objetivo principal é mostrar a situação do idoso na sociedade e gerar a discussão sobre os direitos garantidos à população da terceira idade. A qualidade de vida do idoso depende muito de suas escolhas ao longo da vida. Por isso, a programação para o Dia do Idoso é aberta a toda a comunidade.

Fezes de dinossauros fossilizadas levam curiosos à praia em Santos


Fósseis e réplicas fazem parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia.
Grãos de areia com formato de estrela também são atração.

Anna Gabriela Ribeiro Do G1 Santos

Coco de dinossauro em feira de Santos (Foto: Lincoln Chaves/G1)Fezes de dinossauro em feira na praia de Santos (Foto: Lincoln Chaves/G1)
Uma exposição bastante curiosa, instalada ao ar livre, na praia do Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo, tem despertado a curiosidade de milhares de moradores e turistas que visitam a região. No local estão expostos fósseis de dinossauros, raros tipos de minérios e rochas e areias de várias partes do mundo que podem ser observadas por meio de um microscópio. O que mais chama a atenção, porém, são objetos que parecem pedras mas, na verdade, são fezes de dinossauros fossilizadas há mais de 260 milhões de anos.

O museu a céu aberto faz parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia. Mais de 3 mil pessoas, de 21 países diferentes, estão em Santos para participar do evento. Visitando o museu a céu aberto, é possível conferir cerca de 10 estandes com amostras de rochas e minérios, maquetes, jogos lúdicos e explicações de universitários sobre a ciência. "O museu é um extensão do congresso, mas com cunho social. A pessoa começa a entender o que é o pré sal, o que é a rocha do pré-sal e, inclusive, sai do local com uma amostra de óleo do pré sal. São 10 mil frascos que foram preparados para atender toda a população", explica Fábio Braz Machado, professor da Universidade Federal de São Paulo e presidente do congresso.

Além de aprenderem um pouco sobre o pré-sal, pessoas de todas as idades podem ter contato com partes de seres que habitaram o planeta há milhões de anos. Os visitantes podem conferir fósseis de dinossauros que viveram há cerca de 260 milhões de anos. "As fezes fossilizadas nos fornecem informações importantes sobre o hábito alimentar, peso e todas as características fisiológicas do animal", explica Fábio Machado. Além dos fósseis, uma réplica em gesso da cabeça de um 'alossauro', um gigante carnívoro que habitou a América do Sul em outros tempos.

A estudante Luísa Marques, de 8 anos, é uma das crianças que se fascinaram observando os fósseis e os grãos de areia. "A minha areia favorita é a do Japão, que tem formato de estrelas quando vejo pelo microscópio", afirma. As amostras são exibidas por estudantes do curso de Ciências da Natureza, da Universidade de São Paulo (USP). É possível conferir amostras de areias das praias da França, Japão, Havaí e da costa brasileira, de cidades como Ubatuba, Santos e Ilhabela, no litoral paulista. "Aqui explicamos como é formada a areia e apresentamos diferentes tipos, como a branca, a polida e a fosca, entre outras", conta a estudante Carolina Harumi.

Para o organizador do evento, Fábio Braz Machado, a mostra é uma oportunidade para todos aprenderem mais sobre geologia. "É uma atividade muito importante para nós. O evento aproxima a população da geologia, hoje tão presente no nosso dia a dia. Não só pela valorização do petróleo, mas por causa dos minerais e também do meio ambiente. Nosso principal intuito é a educação ambiental. Precisamos mudar e valorizar esse conceito", relata o professor.

A 'Praia das Geociências' acontece na praia do Gonzaga, em Santos, na altura da Praça das Bandeiras. O museu funcionará até a próxima sexta-feira (5), das 11h às 18h. A entrada é gratuita.

Era do descarte afeta comércio eletrônico do Centro


Hieros Vasconcelos Rego

  • Ivan Baldeviso | Agência A TARDE
    Lojas que consertam eletrônicos amargam prejuízo com facilidade de compra de equipamentos novos
A publicitária Luiza Maria dos Santos, 30 anos, se diz apaixonada por música e aparelhos eletrônicos. Tem iPhone 4S, televisão full HD e som de última geração. Quando algum dos seus aparelhos quebra, ela confessa que joga fora ou deixa guardado em uma gaveta qualquer do armário. "É mais barato comprar um novo do que consertar, não é?", explica.
Esta atitude de Luiza, fruto do barateamento de aparelhos eletroeletrônicos, é vista como algo comum atualmente. Para muitos, trata-se da "era do descartável", fruto do crescimento industrial e da produção desenfreada de aparelhos em países como a China, por exemplo, maior exportador de eletrônicos do mundo. "Os preços de consertos não são em conta. Muitas vezes, se você colocar 20% a mais que o valor do conserto, você compra outro aparelho novo. O serviço requer mão de obra e reposição de alguma peça", explica o economista César Castro.
A gama de facilidades na hora de efetuar uma compra também tem colaborado com o descarte inadequado de aparelhos eletrônicos.  Lojas que outrora reinavam nas grandes cidades por oferecer peças de aparelhos e conserto de eletrônicos hoje ficam às moscas. Como exemplo em Salvador, os estabelecimentos da Rua Saldanha da Gama, no Centro Histórico, próximo à Praça da Sé.
Quadro reduzido - Há 47 anos no local, o comerciante Atsushi Yogo, 71, passa horas do dia sentado com a mulher Lucineide Yogo à espera de clientes. Dentro de sua loja, localizada entre a Saldanha da Gama e a Rua Guedes Brito, a aparência mostra que há tempos a clientela deixou de aparecer. São aparelhos de TV, vitrolas e rádios amontoados. "Há uns 20 anos, recebia 40 clientes por dia, tinha 21 técnicos e seis balconistas. Agora só tenho dois técnicos e eu e minha mulher trabalhamos no balcão", conta.
Antes de os aparelhos se tornarem praticamente descartáveis, a rua vivia com as lojas cheias e movimentadas. Era o tempo onde rádio era moderno e televisão ainda uma novidade. "Todo mundo queria consertar seu rádio", lembra o vendedor Carlos Augusto Celles, 66.
Atsushi Yogo afirma que, apesar da queda no movimento, há uma pequena clientela fixa. "São colecionadores de vinis, que consertam vitrolas, e as pessoas que querem ter ainda aparelhos originais, como TVs antigas, logo quando surgiram, gramofones. Mas não está dando para sustentar. Vou fechar", anuncia Yogo.
Na Rua Saldanha da Gama funcionaram grandes lojas, como a Betel e a Eletrônica Salvador. Outras lojas apostaram em aparelhos de som e instrumentos musicais com a chegada da axé music, na década de 1980.
Para o sociólogo George Almeida, a sociedade atual dá menos valor não apenas aos objetos, mas às relações interpessoais. "Não são apenas os objetos que se tornaram descartáveis. A vida está aos poucos tornando-se descartável para muita gente. E não me refiro a drogas, mas aos relacionamentos pessoais e interpessoais", diz.
Segundo ele, esta característica de desvalorização está atrelada à facilidade de se obter bens, de conhecer pessoas e ter acesso "a quase tudo através de cliques na internet".  Ele diz que "tudo isto é importante, mas, quando não se tem equilíbrio, o resultado pode ser o de desapego ao conhecimento".

Ação no STF põe em xeque privatização dos cartórios baianos


Regina Bochicchio

  • Gildo Lima / Ag. A Tarde
    No processo de privatização, usuários penaram nas filas durante a migração dos serviços
Expira na próxima segunda, 8, um dia após as eleições municipais, o prazo para que o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), e o governador Jaques Wagner (PT) respondam ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a lei de privatização dos cartórios, sancionada em dezembro do ano passado.
Uma ação proposta pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, torna incerto o destino dos 145 ex-servidores que optaram por deixar o serviço público do Judiciário para ser dono de cartório.     
Toffoli é o relator da ação direta de inconstitucionalidade (Adin), feita por Gurgel, que questiona o 2º artigo da lei baiana. Nele, é dado ao servidor o direito de optar, a partir da privatização, se continuava como funcionário público ou virava um empresário, gestor de um dos 1.463 cartórios extrajudiciais na Bahia. O prazo para optar expirou em abril e 145 servidores são hoje donos de cartório, 30 na capital e 115 no interior.
O argumento do procurador é o da ausência de concurso público de provas e títulos para assumir o cargo. "As normas impugnadas permitiram que os ocupantes desses cargos (cartoriais) pudessem optar pelo regime privado, na condição de delegatários, em violação ao comando constitucional que exige concurso público de provas e títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro", diz o texto da ação, evocando o artigo nº 236 da Constituição.
Prejuízo - Caso os ministros do STF concordem com Gurgel, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) provavelmente terá de voltar a assumir os serviços desses cartórios até a feitura de concurso público. "Se isso ocorrer, esses servidores podem ser reabsorvidos e relocados na Justiça, mas não há como saber isso agora", diz a assessoria do TJ-BA. Até a decisão, os 145 cartórios funcionam normalmente e não há prejuízo nos serviços.
Na maioria dos casos, a migração foi vantajosa financeiramente para o ex-funcionário público. Agora, os novos empresários se queixam de que investiram alto no negócio para oferecer qualidade no serviço prestado à população - uma das prerrogativas da opção prevista na lei - e temem  prejuízo.
Os tabelionatos de protesto de títulos de Salvador são um exemplo. As proprietárias dos 1º, 2º, 3º e 4º cartórios de protesto, juntas, alugaram andares de um edifício na Rua Pará,  na Pituba, fizeram site, compraram equipamentos novos e formaram, cada uma delas, equipe de funcionários. Maria de Fátima Bulhões, advogada e concursada do TJ em 1982, por exemplo, investiu mais de R$ 300 mil no 2º Ofício.
"Trabalhei 30 anos no TJ e não há nada que desabone a minha conduta. Fiz concurso, nada veio de mão beijada. Eu não vou perder nada, se o STF decidir pela inconstitucionalidade, vou pedir na Justiça a restituição de tudo o que gastei. Todas as minhas economias e da minha família foram colocadas aqui. Por que não entrou com essa Adin antes?", reclama.
Demora - Um mês após a aprovação da lei pela Assembleia, em agosto do ano passado, a então presidente do Judiciário baiano, desembargadora Telma Britto, esteve em Brasília numa audiência com Gurgel pedindo estudo aprofundado sobre o tema, já que só a Procuradoria teria legitimidade para propor uma Adin.
O caso é que Gurgel ajuizou ação só agora, cinco meses após o fim do prazo previsto para os servidores optarem, que era de 120 dias a partir da sanção da lei pelo governador.
Telma Britto declarou publicamente na ocasião que entendia inconstitucional a privatização de todos os cartórios de uma só vez e da opção ao servidor público. Na época, a então presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, verbalizou o mesmo entendimento. O Legislativo, porém, insistiu. Na época, deputados argumentaram que visitaram cartórios pelo País e foram orientados pela Associação de Notários e Registradores do Brasil (Anoreg).

Justiça Eleitoral relembra regras para evitar infrações


Renata Giraldi | Agência Brasil

  • Fernando Vivas | Ag. A TARDE
    Propaganda na TV e nas rádios devem ser encerradas na próxima quinta, 4
A uma semana das eleições municipais, a Justiça Eleitoral aumenta a fiscalização sobre o cumprimento da legislação que determina uma série de regras às vésperas da votação. Aproximadamente 140 milhões deverão ir às urnas para escolher prefeito e vereador.  De terça-feira (2) até o dia 9 nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, exceto em flagrante delito ou devido a sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.
Três dias antes das eleições, na quinta-feira (4), está fixado o limite para os candidatos fazerem reuniões públicas ou promoção de comícios. Também a partir dessa data os juízes eleitorais poderão expedir salvo-conduto em favor de eleitor ameaçado de violência moral ou física que ponha em risco sua liberdade de votar.
Na quinta-feira (4) será o último dia para a veiculação da propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de  rádio e televisão, assim como em reuniões públicas ou comícios, com a utilização de aparelhagem de som.
Dois dias antes das eleições, na sexta-feira (5), será o último momento para a divulgação paga, na imprensa escrita e na internet, de jornal de propaganda eleitoral. A véspera da votação, no dia 6, é o último dia para o eleitor receber a segunda via do título. Também é a última oportunidade de fazer propaganda eleitoral usando alto-falantes e amplificadores de som.
As votações, no dia 7, ocorrem das 8h às 17h. Nesse dia, os eleitores podem manifestar publicamente suas preferências, usando camisas, bonés e adereços dos candidatos, mas é proibida a propaganda eleitoral por meio de grupos de pessoas e carros de som. A partir do fechamento das urnas, há a emissão dos boletins de urna e o início da apuração e da totalização dos resultados.

Governo estuda mudanças na previdência complementar aberta


Carolina Sarres | Agência Brasil

  • Haroldo Abrantes | Ag. A TARDE
    O Previ, do Banco do Brasil, é responsável por 24,5% do contingente de ativos
O Ministério da Fazenda estuda mudar até o final do ano as regras para investimentos feitos por entidades de previdência complementar aberta, que reúnem cerca de 42 milhões de participantes, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão  vinculado à pasta, responsável pelo controle e pela fiscalização dessas atividades.
Os planos de previdência aberta são disponíveis à adesão de qualquer interessado, sem restrições quanto a vínculos a instituições patrocinadoras, e somam aproximadamente R$ 302 bilhões em ativos, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), valor equivalente a pouco mais da metade de tudo que a cidade de São Paulo produziu até setembro deste ano, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (Fecomercio-SP). Só o faturamento das 49 entidades do ramo, no primeiro semestre de 2012, foi cerca de R$ 1,9 bilhão.
As entidades previdenciárias fazem investimentos com os depósitos dos participantes para garantir o retorno do benefício quando o contribuinte se aposentar, movimentando o montante arrecadado e evitando desvalorização. Os tipos de aplicação disponíveis variam entre fundos de investimento, títulos públicos e ações, entre outros.
O guarda municipal de Curitiba, José Eduardo Recco, 44 anos, prevê sua aposentadoria para daqui a dez anos. Segundo ele, depois de fazer uma comparação entre diversos tipos de investimento, decidiu fazer um plano de previdência complementar. Optou pelo sistema aberto, pois, como funcionário público, receberá a aposentadoria pelo regime estatutário e não tinha a opção de participar de uma Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC), os fundos de pensão restritos aos funcionários de empresas patrocinadoras.
"Como servidor, não tenho Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e pensei que poderia fazer um fundo próprio para quando parar de trabalhar. Quero ter dinheiro extra para viajar. Quando pus no papel o que lucraria com uma poupança ou com outros tipos de investimento, a previdência me pareceu o melhor negócio", disse Recco.
O guarda paga mensalmente um valor fixo e o montante a ser recebido quando se aposentar dependerá dos rendimentos obtidos pelos investimentos feitos pela entidade da qual é participante.
No caso das mudanças estudadas pela Fazenda, existe a possibilidade de essas entidades abertas não poderem investir mais de 20% dos seus ativos em títulos públicos, cujos rendimentos são atrelados à taxa Selic, que vem sendo progressivamente reduzida pelo Banco Central nos últimos meses. O Ministério da Fazenda confirmou à Agência Brasil que o objetivo é desindexar os investimentos da Selic, a taxa básica de juros, já que essa indexação comprometeria os efeitos da política econômica.
Para o advogado especialista em previdência do Instituto Millenium, Sebastião Ventura, a previdência complementar vem ganhando estímulo do governo, que tem percebido que a solução para o envelhecimento da população e a crescente demanda por previdência é o repasse de parte da responsabilidade para os sistemas privado e complementar.
"Estamos em um momento de mudança do paradigma previdenciário, em que o Estado estabelece um teto para a sua ação. Ele [Estado] vai arcar com os custos, mas limitadamente. Quem quiser mais, terá de ir para a previdência complementar. É uma forma de contornar o fato de que o sistema público não tem como atender de forma digna a todo o universo de trabalhadores", explicou Ventura.
Segundo ele, da forma que o sistema previdenciário complementar é administrado, deve haver a consciência por parte dos beneficiários de que se trata de um risco compartilhado. O participante contribui com a expectativa de receber determinado montante, que pode variar de acordo com os investimentos e com a atividade econômica.
"Títulos públicos são uma forma segura de investimento que trazem rendimentos constantes, de uma forma geral. Assim, essas mudanças da Fazenda podem gerar mudanças substanciais nos rendimentos desse tipo de previdência [aberta], que é o que atinge o maior número de pessoas. Essa questão deveria ser mais debatida entre as partes interessadas, como as empresas que provêem o serviço, os beneficiários e as patrocinadoras, para que as alterações não resultem em futuras ações judiciais por prejuízo ao beneficiário devido a rendimentos abaixo do esperado", informou Ventura.
De acordo com a Susep, não há informações quanto ao percentual do total de ativos dos participantes de previdência aberta que é investido em títulos públicos. No caso dos planos de previdência fechada, 15,64% dos ativos dos fundos são investidos em títulos - o que chega a cerca de R$ 93 bilhões. Apesar de ter menos participantes, aproximadamente 3,2 milhões de pessoas, as entidades fechadas somam mais do dobro de ativos do que as abertas, cerca de R$ 626,3 bilhões, de acordo com o relatório do segundo trimestre de 2012 da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), vinculada ao Ministério da Previdência Social (MPS). Ainda de acordo com o relatório, a principal forma de aplicação das EFPCs são fundos de investimento (59,8%).
Há no Brasil 332 entidades de previdência fechada, das quais 229 são privadas, 84 públicas e 19 por patrocínio de instituidor (como sindicatos, entidades classistas ou setoriais). O sistema de previdência fechada atende a cerca de 3,6 milhões de pessoas.
No mercado, há mais de mil tipos de planos previdenciários no sistema fechado, que podem render benefícios segundo contribuição definida (em que as contribuições têm sempre o mesmo valor), benefício definido (em que o total a ser recebido no futuro é pré-fixado) ou contribuição variável (valor das contribuições e do benefício variam de acordo com a rentabilidade do fundo).
O Previ, do Banco do Brasil, é responsável por 24,5% do contingente de ativos, cerca de  R$153,5 bilhões. Em seguida, os maiores fundos são o Petros, da Petrobras, e a Fundação dos Economiários Federais (Funcef), da Caixa Econômica Federal - todos formados por empregados públicos.  No caso dos planos de previdência aberta, os maiores são os dos bancos privado Bradesco e Itaú.

Nova técnica para vacina contra a Aids é destaque em revista


Vladimir Platonow I Agência Brasil

Uma nova técnica que pode levar à produção de vacina contra a Aids, desenvolvida com a participação de cientistas do Instituto Oswaldo Cruz, é destaque na edição deste domingo, 30, da revista Nature, uma das mais conceituadas publicações científicas do mundo. A descoberta leva a uma nova abordagem no combate à doença, a partir do estudo de casos de pessoas que contraíram o vírus HIV mas nunca adoeceram.
O foco do estudo, liderado pelo pesquisador David Watkins, é a célula T CD8, um organismo conhecido como célula matadora, encarregada de eliminar do corpo vírus e outros componentes invasores. Em algumas pessoas, a T CD8 tem a capacidade de matar as células CD4 contaminadas pelo vírus HIV. O estudo inova no combate à doença, porque até o momento a maior parte das pesquisas vem centrando esforços em produzir vacinas com a utilização de anticorpos.
Watkins desenvolve suas pesquisas sobre aids na Universidade de Miami há 15 anos e atualmente trabalha em conjunto com os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Myrna Bonaldo, Ricardo Galler e Marlon Santana, além do brasileiro Maurício Martins, que faz parte de sua equipe nos Estados Unidos.
"Descobrimos que um grupo de humanos, raros, está controlando a replicação do vírus [HIV]. Estão infectados, mas não têm a doença. Isso acontece em uma de cada 300 pessoas infectadas. Nós queremos entender como essas pessoas estão controlando o vírus, porque, talvez, possamos desenvolver uma vacina", explicou Watkins. "Antes dessa descoberta, não havia certeza do que acontecia nos casos humanos em que o vírus era controlado. Nossa pesquisa dá uma grande dica de que são as T CD8 matadoras os responsáveis por isso", completou.
O estudo do cientista, com o objetivo de uma vacina contra a aids, ganhou força com um método patenteado pela Fiocruz em 2005, desenvolvido por Myrna Bonaldo. A pesquisadora trabalha a engenharia de novas vacinas a partir da utilização da vacina contra a febre amarela como uma plataforma na qual se introduz modificações genéticas que poderão imunizar contra outras doenças.
A estratégia foi utilizada em dois grupos de macacos Rhesus: parte deles recebeu compostos indutores de produção de células T CD8 protetoras e outra parte não. Após, todos os macacos foram inoculados com o vírus SIV, semelhante ao HIV. Os que receberam os indutores de produção da T CD8 apresentaram importante redução na replicação do vírus. Em relação ao grupo que não recebeu o composto, chamado controle, a replicação viral foi reduzida em mais de 50 vezes.
"Estamos tentando entender como essas células matadoras em particular são tão eficientes para conter o vírus", disse Watkins, que prefere não fazer uma previsão sobre a fabricação de uma vacina baseada no processo: "Eu não quero dar falsas esperanças. Há 30 anos, quando o vírus foi descoberto, chegaram a dizer que haveria uma vacina em dois anos, o que não aconteceu. Nós temos muitas pessoas trabalhando duro nessa pesquisa. Agora, infelizmente, ainda vai levar muito tempo para desenvolver uma vacina. Este vírus [HIV] é muito difícil, muito variável."

Haddad ataca Russomanno e critica vice de Serra


Julia Duailibi | Agência Estado

De olho no eleitorado do candidato Celso Russomanno (PRB), o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou hoje que a proposta do adversário de criar tarifa de ônibus proporcional à distância percorrida vai "aumentar o desemprego na periferia". Nos últimos dias, a campanha do PT tem intensificado os ataques ao PRB com o objetivo de atrair eleitores simpáticos ao PT, mas que estão apoiando Russomanno, líder nas pesquisas de intenção de voto na capital paulista. Questionado sobre os ataques, Haddad disse que não eram pessoais.

"Eu penso que a ideia de cobrar menos de quem mora perto é um equívoco muito grande, que vai, inclusive, causar desemprego na periferia. Nenhum empregador que mora perto vai contratar alguém que mora longe. Ele vai aumentar os custos da empresa dele desnecessariamente. A grande vantagem do Bilhete Único foi tratar todo mundo igualmente. Acabar com a discriminação de onde você mora. Hoje não existe mais isso", disse o candidato, após carreata na zona leste de São Paulo.

Indagado sobre os ataques a Russomanno e o impacto na relação do PRB, partido da base da presidente Dilma Rousseff, com o governo federal, Haddad disse que ao "contrário do que o PSDB está fazendo, indo para o ataque pessoal, nós estamos fazendo um debate político com o candidato do PRB".
Haddad também criticou o candidato do PSDB, José Serra, com quem disputa uma vaga no segundo turno das eleições paulistanas. O candidato petista afirmou que o tucano "recusa" parcerias com o governo federal. "Tem um candidato que não tem programa, e o outro recusa a parceria federal. Diz que só vai fazer com o governo do Estado. Não é razoável. Nós temos na região metropolitana mais de 21 milhões de brasileiros", disse o petista em referência a Russomanno e a Serra, respectivamente.

Haddad rebateu as acusações feitas ontem por Serra de que ele teria sido um ministro da Educação "medíocre". "É do estilo dele. Eu queria que dissesse o que ele acha então da administração Kassab. Uma pessoa que defende a administração do Kassab não pode me elogiar porque ele tem uma forma de avaliação diferente da minha e da população também. A população reprova a administração Kassab", afirmou o petista, citando pesquisa feita após sua saída do ministério, segundo a qual a área da educação seria uma das mais bem avaliadas na gestão Dilma.
O petista criticou, então, o vice de Serra, Alexandre Schneider (PSD). "O Serra não tem expediente na educação. Ele não conhece os dados da educação no País, muito menos em São Paulo. Você sabe que um dos poucos secretários de Educação que não cumpriram as metas do ministério da Educação, que foram pactuadas e assinadas pelos prefeitos, foi o vice dele? O vice dele fracassou no cumprimento de metas pactuadas de livre e espontânea vontade com o ministério da Educação. Quer dizer, não olha para a própria chapa", declarou, sobre as metas estabelecidas entre São Paulo e o governo federal em 2007.
Marta

A ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), participaria da carreata com Haddad, mas não pode esperar pelo candidato, que acabou chegando quase uma hora atrasado ao compromisso.

Chávez: se fosse norte-americano votaria em Obama


Agência Estado

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não estaria entre os 7% de eleitores indecisos se pudesse votar nas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Ele votaria pela reeleição do presidente Barack Obama.
"Se eu fosse norte-americano, votaria em Obama", declarou o presidente venezuelano, também candidato à reeleição em seu país, em entrevista transmitida neste domingo pela emissora de televisão Televen.
Chávez qualificou Obama como "um cara bacana" e, falando em terceira pessoa, comentou que, se o presidente norte-americano tivesse cidadania venezuelana, "acho que ele votaria em Chávez".
Os governos de Venezuela e EUA têm mantido relações tensas nos últimos anos, apesar de Washington continuar no posto de principal comprador externo do petróleo venezuelano.
Sobre a tensão bilateral, Chávez declarou à Televen que gostaria de iniciar um período de relações normais com os EUA. As informações são da Associated Press.

TRE lança a campanha 'Voto Jovem"


Da RedaçãoA TARDE

  • Divulgação | Ag. A TARDE
    Os jovens que estampam a campanha integram o projeto "Menor Cidadão"
Para estimular a votação de jovens entre 16 e 18 anos, que não são obrigados a participar do pleito, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) anunciou, na tarde deste domingo, 30, a campanha "Voto Jovem". A peça publicitária, usada no projeto, foi feita com a colaboração da Coordenadoria de Jurisprudência e Documentação (COJUD).
"A iniciativa veio a partir de um pedido feito pela Presidente do TRE-BA, Desembargadora Sara Brito, para incentivar a participação ativa do eleitorado jovem", explica o Assistente da Assessoria de Comunicação do Tribunal, Venícios Belo.
Estampam a campanha três jovens que fazem parte do Projeto "Menor Cidadão", programa de estágio implantado em 2006 pelo TRE-BA, com estudantes de escolas públicas, com idade entre 16 e 18 anos. Até o momento, 128 alunos já foram contemplados pelo Projeto em Salvador.

Marina Silva evita comentar mensalão e novo partido


Francisco Carlos de Assis | Agência Estado

A ex-senadora Marina Silva, atualmente sem partido, evitou polemizar sobre a fase mais importante do julgamento do mensalão, que começará a votar nesta semana as acusações de corrupção ativa contra os integrantes da cúpula do PT à época do escândalo - o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. "Minha opinião é a mesma em relação às fases anteriores do julgamento. Que os culpados sejam responsabilizados e os inocentes, inocentados", disse ela, ao participar na tarde deste domingo do encerramento da campanha do candidato a vereador Ricardo Young (PPS). Marina frisou, entretanto, que o julgamento não pode servir para atender a interesses políticos.
A ex-senadora evitou por várias vezes entrar em detalhes sobre a possibilidade de criação de um novo partido. Ao ser perguntada se estaria buscando um partido específico ou a formação de um novo partido, a ex-senadora disse que está "apenas iniciando um movimento". Ela limitou-se a dizer que está trabalhando em um movimento suprapartidário para discutir a política que, a seu ver, está em crise no Brasil e no mundo. "É um movimento da sociedade que é suprapartidário. Tem pessoas de partidos e pessoas que não têm partido", citou.
"Eu não acredito em partido que se forma por causa de eleição. Um partido se forma quando tem ideias, projetos e uma visão de mundo", disse a ex-senadora, acrescentando ser fundamental que se comece a pensar em um movimento que discuta política, diretrizes e princípios. "Um movimento que seja maior que os partidos", completou.
Em São Paulo, Young é o único candidato que conta com o apoio da ex-senadora. Marina disse que está apoiando diversos candidatos de outros partidos em vários Estados que estão comprometidos com a agenda do desenvolvimento sustentável "e com uma forma de traduzir essa agenda no espaço da vida das cidades, nas câmaras de vereadores, nas iniciativas legais e também no envolvimento da população".
O evento promovido pelo candidato do PPS à Câmara de Vereadores da capital, que reuniu cerca de 80 pessoas na Vila Madalena, também contou com a presença da candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, que falou sobre a importância da escolha dos vereadores para a cidade.

Serra critica Dilma por nomeação de Marta para Cultura


Felipe Frazão | Agência Estado

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse neste domingo que a presidente Dilma Rousseff usou o governo como "propriedade privada" ao demitir a ex-ministra da Cultura Anna de Holanda e nomear a ex-prefeita e senadora Marta Suplicy (PT) para o cargo.
Em comício na Vila Matilde, zona leste da capital, Serra afirmou que não tem padrinhos políticos, em referência ao adversário Fernando Haddad, cuja candidatura teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como defensor.
"A Marta não queria apoiar o Haddad. Ela disse que achava ele fraco. Teve que ser (a nomeação para a pasta da Cultura) na hora, porque não havia confiança. Não tinha o fio do bigode. Nós não fazemos isso", disse Serra.

Excursões de graça viram opção para se gastar menos


Cristina Salmerón I EFE

  • Agência EFE
    Jovens aguardam turistas na Praça Maior, em Madri, para oferecer roteiros gratuitos
Alguns minutos antes das 11h da manhã, com o sol sobre suas cabeças, cinco jovens uniformizados com uma camiseta vermelha esperam sob uma sombrinha da mesma cor na madrilena Praça Maior com um anúncio muito significativo em letras brancas: "Tour de Graça - Free Tour". Os turistas que passam perto deles se aproximam para perguntar pelo serviço. Alguns passam ao largo, mas a maioria permanece lá. Pouco a pouco, vão se formando grupos para começar uma travessia a pé pela cidade.
"Bem-vindos, eu sou Leticia e serei sua guia pelas seguintes três horas. Este percurso não tem custo mas, se gostarem, agradecerei suas gorjetas, já que esse é meu salário", avisa uma das jovens que trabalham na empresa.
Qualidade-preço - A relação qualidade-preço é a aposta de empresas como Sandemans New Europe, que oferece rotas turísticas sem custo prévio. Deste modo, se o guia realiza um bom trabalho, os clientes o recompensam com o valor que eles achem justo ou que, de acordo com suas possibilidades econômicas, possam dar. Esta ideia de negócio foi adotada por Christopher Sandeman, um britânico de origem americana que trabalhou como guia autônomo na Alemanha.
"Ele se deu conta de que, ao não cobrar por antecipado, reunia mais gente que os que já estavam pagos. Também observou que os guias incluídos nas viagens não se esforçavam o suficiente e muitos clientes ficavam com a sensação de que o percurso turístico que ofereciam não valia tanto, ou que na verdade não o desfrutaram", conta Mirelur Ojeda, manager da empresa em Madri.
Assim, Christopher decidiu criar um modelo no qual cada pessoa encarregada de mostrar as ruas típicas da cidade deveria dar o melhor de si mesmo para ganhar seu pagamento em gorjetas.
"Se as pessoas não gostam do percurso podem abandoná-lo ou não pagar, assim não ficam com essa sensação de que perdeu seu tempo e seu dinheiro. E se gostarem, eles lhes recompensam, decidem dar o que quiserem ou podem pagar o guia", esclarece Mirelur.
Independentemente do lucro que os jovens ou a empresa tenham, o maior beneficiado é o turista, já que se vê imerso em um percurso onde aprenderá, não só de história, mas pode conhecer as lembranças mais interessantes e curiosas do lugar que visita. Tudo a um preço no qual conta a vontade.
Turistas mais  jovens - Os serviços de rotas organizadas acabaram sendo um oásis para a economia de muitos turistas, especialmente para aqueles que andam vários meses com a mochila nas costas. "Isto surgiu também pensando nos jovens que não tem tanto dinheiro e que não podem se permitir gastar tanto em um tour privado. É uma forma como todos podem desfrutar da cidade, não importa o orçamento que tenham. No final, eles decidem quanto querem dar ao guia por seu trabalho", compartilha Mirelur.
Esta fórmula bem-sucedida que envolve gente jovem oferecendo caminhadas guiadas pelos principais pontos da cidade foi reproduzida em metrópoles como Buenos Aires, onde a empresa Tours4Free tem um modelo similar.
A Cidade do México também tem este serviço gratuito e é oferecido pelos "Ángeles Turísticos", pertencentes ao Instituto da Juventude do Distrito Federal, que empregaram jovens que mostram aos visitantes esses pontos imprescindíveis dentro do Centro Histórico.
"Ao ser apenas gente jovem (menos de 30 anos) que dirige os percursos, os turistas se sentem com maior confiança ao perguntar e, ao mesmo tempo, há maior frescor nas lembranças", conta Celia González, guia que trabalhou dois anos na Sandemans New Europe.
A manager de tal empresa em Madri, explica que o que distingue seus percursos é o entusiasmo dos guias: "Temos o modelo 'info-entertainment', que se baseia em divertir as pessoas por meio de lembranças contadas com muito humor para que elas não só aprendam, mas se divirtam".
Este tipo de itinerários gratuitos ou de muito baixo custo costumam ser solicitados por pessoas que viajam sozinhas ou em grupos pequenos, porque durante o percurso têm a oportunidade de conhecer outros viajantes ou, inclusive, fazer amigos de outros países.
Uma vantagem a mais é que não é necessário reservar com antecedência. Apesar de em seu portal de internet, www.neweuropetours.eu, existir um campo para assegurar um lugar no percurso, a maioria dos "free tours" pode ser assinado no ponto de encontro.
Embora às vezes não seja necessário reservar, os usuários assíduos a este tipo de serviços de baixo custo recomendam: verificar previamente as páginas na internet dessas empresas, para tomar o trajeto desde o começo; assegurar-se de que seja em um idioma que compreendam, e assegurar-se de que seja de livre pagamento.

Sem Sair de Casa: Serviços aéreos são oferecidos na web


Bárbara Silveira

  • Fernando Vivas | Ag. A TARDE
    Aumento de serviços na internet pode diminuir a procura pelos guichês de atendimento
Por conta de congressos realizados fora do estado, a médica Lizena Andrade, de 34, recorre ao serviço de compra de passagens pela internet quando precisa viajar. "Participo de congressos no Rio de Janeiro e São Paulo, e como a compra pela internet é mais cômoda, nunca compro as passagens através dos guichês das empresas", conta a médica.
Assim como Lizena, a falta de tempo do dia-a -dia e as facilidades oferecidas pelas companhias aéreas está atraindo, cada vez mais, os usuários para a internet. Além da venda de passagens on line, facilidades como a compra através do cartão de crédito e parcelamento em até 12 vezes tem atraído os consumidores a comprarem as passagens das sete empresas que atuam na Bahia através da internet.  De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), atualmente, as empresas Tam, Azul, Gol, Webjet, Passaredo, Avianca e Trip prestam serviços aos baianos.
Algumas das  empresas de Transporte Aéreo que atuam na Bahia oferecem os serviços de check in, que é a confirmação da passagem, também através da internet, além de outros como a consulta de reservas de passagens, reembolso de bilhete, informações sobre status do vôo e consulta de horários disponíveis.
Na hora de se programar para a compra da passagem, o consumidor  que pretende embarcar em aviões da Gol e Tam, podem checar se há disponibilidade de passagens para o dia previsto no site das duas empresas. Nas páginas existem campos onde o consumidor informa a data prevista de ida e de volta, e as empresas confirmas  se há disponibilidade para os dias informados.
Compra - Ainda antes de viajar, o passageiro pode checar, através dos sites das empresas Trip, PassaredoWebjet e Gol, informações sobre os documentos exigidos para o embarque de crianças e adultos, além de uma lista que mostra quais os tipos de produtos não podem estar presentes na bagagem que será despachada ou na de mão.
"Na sessão Viaje sem dúvidas o passageiro encontra informações sobre todas as etapas da viagem, desde a compra da passagem até o momento do desembarque. Disponibilizamos ainda informações sobre documentação, recomendações médicas, passageiros especiais, tipos de bagagem, o que se pode e não pode levar no  avião", explica a gerente de marketing da GOL, Lilian Santos.
Com passagens compradas e sabendo todas as informações sobre o que deve ou não estar na mala, o próximo passo para a viagem também pode ser feito através da internet, o check in.
Viagem - Realizando a confirmação através da internet ou até mesmo pelo telefone celular, os passageiros podem economizar tempo na hora de viajar. A opção é oferecida pela Trip, Avianca, Passaredo, Tam, Webjet e Gol. Na Gol, o consumidor pode também realizar o procedimento através do celular, basta baixar um aplicativo, que é destinado somente para telefones celulares do modelo Iphone e que possuem o sistema operacional Android.
Check in feito, é hora de viajar. Porém, antes de sair de casa, não custa nada dar uma conferida do status do vôo e checar se não ouve um atraso em outras cidades que vai refletir no horário de chegada da aeronove do aeroporto de sua cidade. Na Tam e na Azul , o consumidor pode realizar a confirmação de horário e evitar longas esperas no aeroporto. Basta acessar a página e digitar o número do seu vôo. A opção também é oferecida no site da Infraero, com o mesmo modelo de busca.
Imprevisto - Se alguma coisa deu errado na hora de viajar, não há necessidade de desespero. Três das empresas que atendem o estado oferecem a opção de alteração, cancelamento ou reembolso de bilhetes caso algo dê errado na hora de decolar. Na Gol, o passageiro pode ter acesso à política de cancelamento e alteração da empresa e solicitar os serviços. Já na Tam e na Webjet, o consumidor pode solicitar o reembolso dos bilhetes. Para solicitar o serviço na Webjet, o internauta deve acessar o menu "Seu Voo", logar-se e depois clicar no item "Reembolso".
O site da Infraero oferece o Guia do Passageiro, com informações e orientações para quem vai viajar

Força-tarefa coíbe venda de álcool a menores em Porto Seguro


Cristina Santos Pita I sucursal Santo Antônio de Jesus- a tarde

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA)  começa nesta segunda, 01, em Porto Seguro (a 719 km de Salvador), no sul do Estado,  uma operação de combate à venda de bebidas alcoólicas a menores de idade no município. Integram a força-tarefa, o MP-BA, o Judiciário, a prefeitura e instituições que integram a rede de proteção à criança e ao adolescente, além de representantes dos mais diversos segmentos envolvidos com o turismo em Porto Seguro.
De acordo com a promotora Jaqueline Magnavita, o aumento da vigilância e repressão à venda deve-se ao período das férias escolares e aos feriados prolongados, quando a cidade recebe um grande número de adolescentes e jovens. "Toda semana chegam e saem da cidade grupos de jovens e adolescentes, que estão se formando, e coincide com o calendário de férias e feriados prolongados. Com os eventos que acontecem na cidade, é preciso redobrar os cuidados", salientou.
Saco Cheio - A partir desta segunda, Porto Seguro torna-se o destino de milhares de alunos do terceiro ano do ensino médio de todo o país, que aproveitam o período de recesso e esses feriados para as viagens de formatura.
Antigamente, este período de férias na cidade, cujo calendário é diferente das demais do Estado, era conhecido como Semana do Saco Cheio, que compreende o início do mês de outubro e segue até novembro. "Neste período há também um aumento de festas e eventos e dos casos de consumo de bebida alcoólica por menores de idade, que aproveitam o fato de estar livres do controle dos pais para cometer excessos", ressalta a promotora.
Estratégia - De acordo com o Ministério Público, cada instituição tem um plano de execução para a operação. "A estratégia é trabalhar em duas frentes. Na prevenção e na repressão. Na repressão, o MP-BA atua com medidas judiciais e com a execução das forças-tarefas. Na prevenção, fazemos um trabalho de conscientização com palestras, divulgando a ilegalidade da venda de bebida alcoólica a menores e conscientizando a todos que formam esta rede", explicou  Jaqueline Magnavita.
O Ministério Público também fez uma recomendação aos estabelecimentos comerciais para que não vendam bebida alcoólica a menores de idade. "Além disso, para que repassem a recomendação aos funcionários e para que afixem em local visível uma placa, informando ser proibida a venda de bebida alcoólica a crianças e adolescentes", ressaltou.
Fiscalização - De acordo com a promotora, com a fiscalização intensificada durante a Semana do Saco Cheio, o trabalho na repressão minora muito. Os conselheiros tutelares, os agentes de proteção estão presentes em todos os eventos festivos realizados no município. "Para isto, o Ministério Público recebe o calendário prévio de festas, é feita uma escala e, em todas elas, a fiscalização está presente", salienta Jaqueline Magnavita.
Quanto ao  argumento de que regras e fiscalização rigorosas prejudiquem o turismo, a promotora é enfática. "A cidade vive do turismo, não vive da venda de bebida alcoólica para adolescentes. A demanda de adolescente é um dos filões dessa atividade econômica de Porto Seguro", disse.
Para ela, o que  prejudica o turismo é essa ideia de que em Porto Seguro não existe limite nem regra e que o adolescente pode fazer o que quer, que nada será coibido. "Isto, sim, passa uma imagem negativa para os outros estados", observou.