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domingo, 20 de outubro de 2024

Minas tem quatro filmes premiados no CineBaru, maior mostra de cinema do noroeste mineiro

 

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Em sua 8ª edição, anuncia quase 30 filmes em cartaz e tem como objetivo descentralizar e democratizar o acesso ao cinema, fortalecendo produções nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Distrito Federal

Letreiro CineBaru (Crédito: Amanda Canhestro)


Dos seis filmes premiados na 8ª edição do CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema, quatro deles são mineiros. O anúncio foi feito durante a sessão de encerramento da Mostra, que aconteceu entre os dias 19 e 21 de setembro. Para este ano foram quase 30 curtas-metragens de até 30 minutos, sendo 21 filmes concorrendo na Mostra Competitiva Regional Baiangoneira e na Mostra Infantil Sertãozin, com 7 filmes. Além dos curtas, o festival também ofereceu pela primeira vez o Sagarana CineLab, laboratório para a elaboração de novos filmes, para os cinco projetos selecionados, três oficinas e um restaurante comunitário gerido por mulheres da comunidade.


Entre os filmes premiados está "Soneca e Jupa", que foi o escolhido pela “Seleção Especial SescTV”, recebendo um prêmio no valor de R$5.000 referente a um contrato de exibição por dois anos na programação da emissora. A colaboração entre o CineBaru e o SescTV acontece desde 2018 e contribui na missão da Mostra de democratização do acesso ao cinema. Com duração de 19 minutos e dirigido pelo diretor Rodrigo R. Meireles, o curta conta a história de dois amigos de infância, um deles, o Jupa, está passando por uma fase difícil e é convidado pelo amigo para fazer uma viagem de despedida da Kombi.

Crédito divulgação Soneca e Jupa


O prêmio de Júri Técnico foi recebido pelo filme "Lapso", da diretora Caroline Cavalcanti, que conta a história de dois adolescentes, Bel e Juliano, da periferia de Belo Horizonte, que cumprem medidas socioeducativas onde passam a compartilhar afetos e incerteza diante da dureza dos dias, da repressão e do esquecimento do sistema.

Crédito divulgação Lapso


Outros dois filmes receberam ainda Menção Honrosa. "O Silêncio Elementar", de Mariana de Melo, conta a história do estado de Minas Gerais e como sua identidade e até mesmo a topografia foram influenciadas pela indústria minerária. Entrelaçando imagens documentais, imagens de arquivo e cenas ficcionais, o filme desafia a maneira como olhamos e pensamos sobre a paisagem.

Crédito divulgação O Silêncio Elementar


Já o curta "Nunca Pensei Que Seria Assim", de Meibe Rodrigues, através de memórias do próprio passado, a artista Meibe Rodrigues propõe uma reflexão sobre negritude e escrevivência - conceito criado por Conceição Evaristo que trata das experiências escritas vividas por pessoas negras.

Crédito divulgação Nunca Pensei Que Seria Assim


Além da exibição de filmes, o CineBaru realizou pela primeira vez o Sagarana CineLab, uma espécie de laboratório em pleno sertão mineiro que neste ano selecionou cinco projetos para elaboração de filmes longa-metragem e três oficinas, onde os participantes podem colocar a mão na massa, realizando a troca de experiências entre pessoas de diferentes regiões e vivências. A Mostra também contou com cerca de 200 alunos de escolas estaduais e municipais que receberam aulas educativas e puderam acompanhar os filmes infanto-juvenis selecionados para a Mostra Infantil Sertãozin.


Mais de 300 pessoas compareceram ao CineBaru provenientes dos estados Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal e puderam prestigiar filmes com produções independentes, longe dos eixos-culturais tradicionais, descentralizando e democratizando o acesso ao cinema. No sertão mineiro, em Sagarana, distrito de Arinos (MG), com uma tela de cinema inflável, em um campinho de futebol e com cadeiras de bambu feitas à mão, o CineBaru traz há oito anos um olhar sensível principalmente nas questões ligadas ao meio ambiente e em como a emergência climática afeta os modos de vida de todos, em distintas proporções. 

Crédito: Amanda Canhestro


SOBRE O CINEBARU

O CineBaru - Mostra Sagarana de Cinema, maior festival de cinema do Noroeste mineiro, é idealizado pelo Coletivo Ecos do Caminho, que é formado por alguns participantes do projeto Caminho do Sertão desde 2014. Com o propósito de interagir com os agentes e as entidades culturais, sociais, ambientais e políticas da região e após diversas atuações e parcerias com a comunidade local e com a agenda de atividades da Vila Sagarana, o Ecos organizou a primeira edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema, em outubro de 2017. 

É o adentrar os gerais como possibilidade de encontro artístico, cinematográfico, seja numa camada maior, em que se insere na agenda de festivais de cinema, seja numa visão mais ao chão, em que permite a inauguração de um novo olhar para uma vila distante das praças de exibição ou das capitais Belo Horizonte e Brasília.

Se é a literatura rosiana que media as relações dos que chegam em Sagarana, o CineBaru pretende ter no cinema – o que se vê e o que se faz – uma ferramenta de troca. Levar o sertão ao mundo, trazer o mundo ao sertão.


Mais informações

Site oficial: https://cinebaru.com.br/

Instagram: @cinebaru


IMPRENSA

Elisa Espósito

E-mail: elisaespositojornalismo@gmail.com

Telefone: (11) 9 7336-8002

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