Eleições 2024
Defensor Público cobra de candidatos projetos de inclusão voltados
às pessoas com deficiência
Em
outubro teremos eleições para a escolha de prefeitos e vereadores. Será
que nas plataformas de campanha e planos de governo, os candidatos têm
programas voltados à maior inclusão das pessoas com deficiência? No caso
dos candidatos a vereador, eles pretendem criar projetos para
beneficiar esta grande parcela da população? No caso dos postulantes às
prefeituras, têm a intenção de colocar em prática ações e políticas
públicas que promovam a real acessibilidade e autonomia no dia a dia das
cidades?
As políticas
públicas, ao estabelecerem ações e metas, têm como diretriz atuar no
combate a qualquer desigualdade ou exclusão feita com o propósito de
impedir ou impossibilitar o desfrute dos direitos dos cidadãos, em
igualdade de condições, valorizando e estimulando as escolhas de cada
indivíduo.
Esse tema precisa estar presente na pauta dos políticos, pois quase 19 milhões de brasileiros com 2 anos ou mais possuem algum tipo de deficiência,
o que representa 8,9% da população do país, de acordo com o Censo 2022
do IBGE. E dentre esses, 47,2% possuem 60 anos ou mais, o que equivale a
aproximadamente 8,8 milhões de pessoas.
O
Defensor Público Federal André Naves, que é também escritor e
especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, faz um alerta aos
candidatos. "Pertencer a uma comunidade e estar incluído socialmente é
um direito de todas as pessoas. Os gestores, junto com o Legislativo,
precisam trabalhar cada vez mais por políticas públicas inclusivas e
fáceis de serem adotadas".
André
Naves, que atua na Defensoria Pública da União em São Paulo (DPUSP),
convoca os futuros governantes e legisladores a promoverem com urgência
mais incentivos nas áreas dos transportes, educação, trabalho, moradia,
saúde, esporte e cultura que, ainda que já tenham sido objetos da Lei
Brasileira de Inclusão, de dispositivos constitucionais e tratados
internacionais, dependem ainda de novas práticas e posturas públicas e
privadas.
"É preciso
privilegiar o planejamento de longo prazo na criação de centros de
excelência inclusivos. Essas novas posturas políticas podem ser
exploradas, por exemplo, em um eventual Protocolo Plurianual de
Inclusão, com metas e prazos para o equacionamento de questões que se
apresentam como barreiras à livre inclusão social dos vulneráveis em
geral, e das pessoas com deficiência em especial. Temáticas como a do
transporte especializado, garantia de acesso a remédios de alto custo e
moradias inclusivas, entre outras, deveriam ter resoluções definidas
politicamente nesse planejamento", conclui o Defensor Público.
Naves destaca os pontos que considera essenciais a serem tratados pelos candidatos às eleições 2024:
1 - Fortalecimento do SUS, em especial quanto à garantia de terapias inclusivas e ao fornecimento de medicamentos de alto custo e de uso contínuo e prolongado;
2 - Favorecimento ao empreendedorismo de pessoas com deficiência;
3 - Projetos e ações que promovam a verdadeira inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas de ensino regular
4 - Melhoria da acessibilidade dos modais de transporte público e infraestrutura urbana.
5 – Maior apoio ao desenvolvimento de práticas esportivas inclusivas;
6 - Favorecimento ao protagonismo de pessoas com deficiência na participação em atividades culturais;
7 - Fomento à pesquisa científica que vise a inclusão;
8 – Maior incentivo às entidades da sociedade civil que trabalham para a melhoria de vida das pessoas com deficiência;
9 - Incentivo ao trabalho e emprego das pessoas com deficiência;
10 – Uso da tecnologia em favor da inclusão em todos os campos: saúde, educação, trabalho, etc.
Defensor Público Federal André Naves. Foto: divulgação Ex-Libris/arquivo pessoal
Mais informações:
Assessoria de imprensa do Defensor Público André Naves
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