A
Escócia e a Inglaterra determinaram uma quarentena total nesta
segunda-feira para controlar a disseminação da Covid-19, que está
acelerando nos países com o avanço de uma cepa mais transmissível do
vírus. A variante é 70% mais contagiosa do que o vírus que circulava
inicialmente. Na Inglaterra, escolas e universidades serão fechadas, com
o ensino sendo transferido para o modo remoto a partir desta
terça-feira. O primeiro-ministro Boris Johnson afirmou que os hospitais
ingleses estão passando pelo momento mais difícil por causa da Covid-19.
As internações cresceram 30% e o número de mortes aumentou em 20%
durante a última semana. A população só poderá sair de casa para fazer
compras essenciais, praticar exercícios, para trabalhar caso seja
impossível fazê-lo de casa e em outras poucas exceções. Bares e
restaurantes já estavam fechados, e as determinações para reuniões
sociais também já eram bem restritas. O premier informou que se o
cronograma do programa de vacinação correr conforme o planejado e o
número de casos e óbitos responderem às medidas de bloqueio como
esperado, deve ser possível relaxar a quarentena até meados de
fevereiro. No entanto, ele mesmo afirmou que é necessário ter cautela
quanto ao cronograma. Na Escócia, a primeira-ministra Nicola Sturgeon
afirmou que a nova variante da Covid-19 responde por quase metade dos
novos casos no país. Ela também anunciou que a população será obrigada a
ficar em casa em janeiro a partir de meia-noite, sendo autorizada
apenas a sair por motivos considerados essenciais. As escolas serão
fechadas para todos também, com exceção dos filhos dos trabalhadores
considerados essenciais e das crianças com necessidades especiais.
Restaurantes e bares já haviam sido fechados anteriormente, podendo
apenas fazer entregas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário