Na pandemia, infiltração é alternativa à cirurgia para casos de tendinite, capsulite adesiva e até artrose
São Paulo, janeiro de 2021 – Por
conta da pandemia do Coronavírus que estamos vivendo, o governo de São
Paulo divulgou um decreto que proíbe a realização de cirurgias que não
sejam emergenciais para garantir a assistência hospitalar de pacientes
com o Covid-19. Entretanto, viver com dor não é tarefa fácil,
principalmente quando afetam os ombros, partes do corpo tão importantes
para a realização de atividades cotidianas como trocar de roupa ou
pentear os cabelos.
Para garantir o bem-estar desses pacientes
que precisam aguardar uma liberação, a medicina ortopédica conta com
as infiltrações, técnica usada para tratar doenças do sistema
musculoesquelético. “São procedimentos feitos com a aplicação de
medicamentos que podem ser anestésicos locais, corticoides, ácido
hialurônico ou células tronco por meio de uma injeção diretamente nas
articulações, nos músculos ou nos tendões que tenham sofrido algum tipo
de trauma ou estejam em processo inflamatório,” explica o ortopedista e especialista em ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, Dr. Layron Alves.
Segundo um estudo publicado em 2018 na Revista Brasileira de
Ortopedia, 72% dos especialistas de ombro e cotovelo utilizaram este
método em sua prática e consideraram apropriada ou muito apropriada a
infiltração glenoumeral com corticoides como cuidado para capsulite
adesiva. Na pesquisa, 66% consideraram apropriada ou muito apropriada a
infiltração subacromial para o tratamento de casos selecionados de
Artropatia do manguito.
“Desde que realizado por um médico
especialista no assunto, o método é eficaz no alívio de dores por
semanas e até meses. A técnica dura de 20 a 30 minutos e é considerada
segura, podendo ser realizada no consultório, com retorno normal para
casa logo após a aplicação” finaliza o ortopedista.
Sobre o especialista: Dr. Layron Alves é ortopedista e especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). O especialista é preceptor efetivo da residência médica do Hospital Ipiranga SP. Atualmente mestrando e doutorando em Ciências da saúde e membro do grupo de cirurgia do ombro e cotovelo da Faculdade de Medicina do ABC.
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