
O retorno sobre o total de ativos (supridos por capitais próprios e de terceiros) é de 4% ao ano, caindo a cada década mais um pouco.
Longe dos lucros estratosféricos e gananciosos que todo professor de ciências inexatas acredita.
4% não remunera o risco de empreender no Brasil.
Por isso o Brasil não cresce, não vale a pena produzir.
O que muitos esquecem nessa linha é que esses 4% são calculados sobre as empresas que sobreviveram ano após ano.
Ficam de fora desta estatística 90% das empresas que faliram, cujos capitalistas perderam tudo.
Enquanto os seus trabalhadores só perderam uns meses de trabalho até arrumarem outro emprego.
Essas empresas perderam o Capital Social, que acabou sendo usado para pagar o que precisava ser pago.
Quando se analisa a nível macro, como fazemos na Administração Responsável das Nações, o capital empregado pelas empresas que faliram não desaparece por mágica, ele continua no denominador.
Para sempre, apesar da empresa não existir mais, e não fazer mais parte das 500 maiores.
O retorno sobre ativos capitalistas cai de 4% para 0,2% por ano, ou até menos dependendo de quantos anos para trás alguém dispõe de dados de falências.
A injustiça do capitalismo é que os lucros futuros são abocanhados pelas empresas que sobreviveram, as mais eficientes, as mais bem administradas.
Os que tentaram e fracassaram não serão renumerados.
Essa é a verdadeira razão da má distribuição da renda.
Não entre capitalistas e trabalhadores, mas entre empreendedores que ficam com tudo, e os empreendedores que ficaram com nada.
O que não se pode dizer é que o Capitalismo é super rentável, quando na realidade não o é.
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