MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Governo deveria pensar em construir moradias dignas para pessoas de baixa renda


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Favela passou a ser sinônimo de um amontoado de casas
José Carlos Werneck
Está mais que na hora de repensar no Brasil. Parece que saiu de moda pensar-se em soluções para os grandes e graves problemas brasileiros. Sinto imensa saudade dos homens públicos das mais diferentes ideologias e correntes políticas que se dedicavam em pensar o Brasil. Me lembro de Celso Furtado, Carlos Lacerda, Roberto Campos, Darcy Ribeiro e dos presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e tantos outros homens públicos, de idéias tão antagônicas, mas com uma preocupação constante com os destinos do País.
Os governantes faziam planos trienais. Havia planejamento de longo prazo. Hoje não se fazem nem planos semanais.
PERPETUAÇÃO – A preocupação é se perpetuar no poder e se dar bem, junto com seus aliados, em ações no mínimo pouco lícitas, e a população que se dane.
Se houvesse vontade política, o governo poderia investir em habitação, como forma de enfrentar o desemprego. Neste caso especificamente, são dois problemas que poderiam começar a ser resolvidos através da construção de moradias para milhares de moradores das comunidades de baixa renda, que vivem em condições precárias e não recebem nenhuma atenção por parte dos sucessivos governos.
Construção de casas populares nas comunidades, utilizando-se a mão de obra dos próprios moradores, que seriam contratados, após breve treinamento, já que a construção civil, na maioria dos casos, não exige mão de obra altamente especializada.
NAS COMUNIDADES – O ideal seria construir nas próprias comunidades e não remover compulsoriamente os moradores para lugares distantes, como outrora já foi feito, com resultados totalmente desastrosos.
Ao mesmo tempo, as moradias que estão em áreas de risco, com perigo de desabamento devido a fatores climáticos, deverão ser demolidas e ter seus ocupantes transferidos para outras áreas, mas sempre dentro da própria comunidade, para que não sofram com uma ruptura de seus laços de convivência.
PRIMEIRO PASSO – Uma habitação digna, está provado, é um dos mais importantes fatores e é o primeiro passo a ser dado para inclusão social do ser humano.
Esse é um problema que à primeira vista pode parecer difícil, mas é plenamente factível de ser resolvido, com vontade política e que trará um enorme retorno social para tornar menos cruel a nossa perversa desigualdade socioeconômica.
Creio que já está mais que na hora de voltar-se a pensar o Brasil, e do pensamento passar-se a ações concretas e altamente benéficas para o país e, principalmente, para seu povo.

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