Caros amigos
Se o Governo Bolsonaro estiver dependendo
do bom senso, da atuação e da união inteligente e objetiva da direita
conservadora e liberal, temo que ele esteja, praticamente, sozinho.
Vejo inveja, ciúmes, fofocas, radicalismos
e sectarismo; vejo movimentos ideológicos laterais, vejo destruição e
tentativas de destruição de reputações; vejo muita desunião e
desperdício de tempo, força e poder; procuro inteligência lógica e
objetividade, mas não encontro.
Repito, mais uma vez, que conceituo a esquerda como burra e desonesta e a direita, onde me incluo, apenas como burra, até agora.
É preciso entender e aceitar que, na
política – *ressalvados principios morais e éticos inegociáveis* –
nenhuma via de acesso é definitiva, o respeito não é anuência, a
conveniência não é permanente e o apoio mútuo pode ser circunstancial.
Conviver, respeitar, apoiar, transigir,
exigir, cobrar, persistir, contestar, debater, vetar, replicar,
impugnar, negar e repudiar são apenas alguns dos verbos da atividade
parlamentar.
Como na guerra, para cada batalha
politica, em função do objetivo, do inimigo, do terreno e das condições
meteorológicas, teremos uma atitude e uma composição de meios diferente e
adequada.
É preciso estar atento aos interesses e às
disponibilidades de cada momento político para que o esforço seja
recompensado pela conquista dos objetivos com o mínimo de desgaste, no
menor tempo.
Na política, não interessa como, quem e de
que forma seja feito, mas que seja feito o que tem de ser feito. O
adversário em uma causa pode ser o aliado em outra.
Muitos caminhos e alianças temporárias
podem ser feitas quando o interesse é vital para a sociedade. Abre-se
mão ou se posterga o secundário para garantir o essencial. É o mesmo que
entregar os anéis para preservar os dedos.
General Paulo Chagas (um observador não iniciado)

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