Mineradora vizinha à barragem que se rompeu está realizando operações em campo e preocupam moradores do Córrego do Feijão
Redação

Ainda com todo o sofrimento que lidam diariamente após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), moradores da região temem que um novo desastre aconteça, devido a outra atividade minerária nas proximidades.
A pouco mais de um quilômetro do povoado atingido pela lama da barragem da Vale, máquinas pesadas estão trabalhando na área da Mineração Ibirité Ltda. (MIB). A atividade na região foi suspensa pela Justiça na última semana.
De acordo com o jornal Estado de Minas, que flagrou a atuação dos equipamentos, os moradores estão apreensivos com as atividades na região.
“Desde o dia do rompimento a gente não descansa. Já dormimos preocupados”, afirma a doméstica Joice Sttefani Rodrigues Paiva, de 29 anos, grávida de oito meses. Como ela, muitos dos que foram poupados da catástrofe de 25 de janeiro não conseguem esquecer a preocupação com a possibilidade de nova tragédia.
Segundo o Correio Braziliense, as atividades no empreendimento da MIB foram suspensas pela Justiça no fim de janeiro, após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A promotoria citou a proximidade com as estruturas da Vale para embasar a solicitação. O MP afirma que, pela distância, a atividade da empresa na região também está em risco. A interdição foi determinada pela juíza Perla Saliba Brito.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em sua decisão a magistrada determinou que a empresa adote medidas para impedir “todo e qualquer carreamento de sedimentos para os córregos do Feijão e Samambaia”, e que fossem contidos “todos os processos erosivos da área dos taludes da cava, nas pilhas de estéreis e nas vias de circulação interna do empreendimento”.
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