O Grupo de
Lima se manifestou através de nota, assim como (enfim) o Itamaraty,
afirmando que as eleições promovidas pelo tirano Nicolás Maduro não têm
credibilidade nem legitimidade:
O governo brasileiro e outros 13 países anunciaram nesta segunda-feira (21) que não reconhecem a eleição presidencial venezuelana e que irão convocar seus embaixadores em Caracas para consultas.
Os
representantes diplomáticos da Venezuela em cada um dos países também
serão convocados para receberem um protesto oficial, diz a nota assinada
pelas 14 nações que formam o grupo de Lima - Argentina, Canadá, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá,
Paraguai, Peru e Santa Lúcia, além do Brasil.
Segundo o
comunicado, os países "não reconhecem a legitimidade do processo
eleitoral que teve lugar na República Bolivariana da Venezuela,
concluído em 20 de maio passado, por não estar em conformidade com os
padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e
transparente".
"[Os países] Reiteram sua preocupação com o aprofundamento da crise política, econômica, social e humanitária que deteriorou a vida na Venezuela, o que se reflete na migração em massa de venezuelanos que chegam a nossos países em condições difíceis, na perda de instituições democráticas, do estado de direito e na falta de garantias e liberdades políticas dos cidadãos", diz a nota.
O
Itamaraty também emitiu um comunicado separado, em que reforçou as
posições do grupo de Lima e disse que o pleito venezuelano não teve
"legitimidade e credibilidade".
Assim, além de anunciar a diminuição das relações diplomáticas com Caracas, o grupo também afirmou que está preocupado com a imigração venezuelana e com a situação sanitária do país.
Por
isso, concordou em convocar duas reuniões para debater os temas —a de
migração será em junho no Peru, a de saúde não tem data ou local
definidos.
Os
países anunciaram algumas medidas para pressionar financeiramente o
governo venezuelano a respeitar as decisões da Assembleia Nacional. A
Casa, que tem maioria oposicionista, perdeu poderes com a criação de uma
Constituinte no ano passado.
O grupo
de Lima disse que irá intensificar a fiscalização de crimes financeiros,
como corrupção e lavagem de dinheiro, cometidos por empresas ou
indivíduos venezuelanos e pediu que o resto da comunidade internacional
faça o mesmo.
Os 14
países pediram ainda que instituições financeiras regionais e
internacionais se neguem a emprestar dinheiro a Caracas, exceto nos
casos em que a verba seja utilizada para ajuda humanitária.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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