Camelô diz que essa foi uma das formas de não deixar os filhos sem emprego.
Banana frita salgada é vendida a R$ 2,50 e doce custa R$ 3.
Segundo proprietário, alguns clientes compram banana todos os dias no local (Foto: Quésia Melo/G1)Conhecido na região, Chagas conta que se estabeleceu no local há 20 anos quando ainda tinha apenas 19 anos. O proprietário conta que não faz um levantamento dos lucros mensais, mas em cerca de 30 minutos, em que a reportagem ficou no local, foram vendidos ao menos R$ 100 de banana frita.
Filhos e sobrinho ajudam nas vendas de bananas fritas no Centro de Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)"Saiu uma pesquisa dizendo que o Acre é um lugar onde tem muita gente obesa e acho que o motivo é que eles gostam muito de doce. Tem gente que se tiver só a salgada acaba não levando, só procura a doce. O preço de tudo subiu muito, se a gente aumentar os clientes vão reclamar e até diminuir a freguesia, a crise bateu aqui, a gente sentiu a diferença, mas decidimos manter os preços e não há prazos para um reajuste", destaca.
Banana
doce é a mais pedida, segundo proprietário, apesar de mais cara os
clientes sempre pedem leite condensado (Foto: Quésia Melo/G1)"Rodei em alguns cantos para poder chegar nesse ponto onde estou hoje. Não sei informar quanto ganho por mês nem tenho a mínimia ideia de quantos quilos de banana usamos por dia. Se as pessoas compram é porque procuro fazer um produto de qualidade, tudo com bastante perfeição e também gosto muito do que faço", ressalta.
Com
venda de bananas, o proprietário investiu em uma colônia onde um dia
pretende ter uma plantação do fruto (Foto: Quésia Melo/G1)Para que os filhos não ficassem desempregados, Chagas decidiu os contratar e paga um diária, o valor não foi divulgado. Bruno Ferreira Oliveira, 21 anos, conta que trabalha ao lado do pai há sete anos e lembra da infância quando saía da escola e ficava no local às vezes ajudando e outras apenas comendo.
"Estudava aqui perto e quando saía meu pai ia me buscar, ficava esperando minha mãe, ajudando e comendo. Gosto de trabalhar aqui, nem procurei outra profissão, sou feliz com o que faço. Meu irmão trabalha na parte da manhã e fico no período da tarde. Tem muitas pessoas que passam aqui todos os dias, já nos conhecem", conta.
Bruno passou a trabalhar ao lado do pai há sete anos (Foto: Quésia Melo/G1)O pai relata que até 2018 pretende passar toda a administração do carrinho para os filhos e se dedicar a uma colônia de ao menos 17 hectares onde investiu boa parte do dinheiro. No local, ele pretende criar uma plantação de banana, porém, inicialmente apenas para o consumo próprio. "Não planejo abrir outra barraca ou ir para outro local, só penso em ir embora para a minha colônia", finaliza.
Banana salgada é vendida a R$ 2,50 no Centro de Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)
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